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O cão late quando seu dono é atacado. Eu seria um covarde se visse a verdade divina ser atacada e continuasse em silêncio, sem dizer nada.


João Calvino


terça-feira, 28 de abril de 2015

Por que não há mais apóstolos hoje?

Augustus Nicodemus  Teologia
Em sua polêmica contra os escribas e fariseus, Jesus de certa feita se referiu a seus apóstolos como aqueles que, à semelhança dos profetas, sábios e escribas enviados por Deus ao antigo Israel, seriam igualmente enviados, rejeitados, perseguidos e mortos (Lc 11.49 com Mt 23.34). Desta forma, ele estabelece o paralelo entre os apóstolos e os profetas como enviados de Deus ao seu povo.
Tem sido observado que os sucessores dos profetas do Antigo Testamento, como Isaias, Jeremias, Ezequiel, Daniel e Amós, por exemplo, não foram os profetas do Novo Testamento, que tinham ministério nas igrejas locais, mas os apóstolos de Jesus Cristo, mais especificamente os doze e Paulo.1
Conforme já vimos acima, os profetas foram diretamente vocacionados e chamados por Deus (cf. Is 6.1-9; Jr 1.4-10; Ez 2.1-7; Am 7.14-15). A palavra mais usada para “profeta” no Antigo Testamento   (nabi), que transmite o conceito de alguém que fala por outro, como “sua boca” (Ex 4.16; 7.1; cf. ainda Dt 18.14-22). O profeta era, então, primariamente, alguém que falava da parte de Deus, inspirado e orientado por ele. Os profetas falaram ousadamente da parte dele sua mensagem ao povo de Israel (Lc 1.70; Hb 1.1-2). Parte destas profecias veio a ser escrita e registrada no Antigo Testamento, que é chamado por Paulo de “escrituras proféticas” (Rm 16.26, cf. ainda 2Pe 1.21; 2Tm 3.16).2 Notemos que a mensagem dos profetas não consistia apenas da predição de eventos futuros relacionados com a ação de Deus na história, os quais se cumpriram infalivelmente (Dt 18.20-22; cf. 1Rs 13.3,5; 2Rs 23.15-16). A mensagem deles consistia, em grande parte, na exposição desses eventos e sua aplicação aos seus dias. Os profetas introduziam suas palavras com as fórmulas “assim diz o Senhor” e “veio a mim a Palavra do Senhor dizendo,” o que identificava sua mensagem como inspirada e infalível. Como tal, deveria ser recebida pelo povo de Deus como a própria palavra do Senhor.
A literatura intertestamentária produzida pelos judeus nos séculos depois de Malaquias considerava que o ministério desses profetas encerrou-se com Malaquias.3 Da mesma forma, os escritores do Novo Testamento se referem aos profetas antigos como um grupo fechado e definido (cf. Mt 23.29-31; Mc 8.28; etc.). A pergunta é: através de quem Deus continuou a se revelar? Quem foram os sucessores dos profetas do Antigo Testamento como receptores e transmissores da Palavra de Deus? Resta pouca dúvida de que foram os doze apóstolos e o apóstolo Paulo, e não os profetas cristãos das igrejas locais, como aqueles que haviam em Jerusalém, Antioquia e Corinto, por exemplo (At 11.27; 13.1; 1Co 14.29). Ao contrário do que ocorria no Antigo Testamento, profetizar, na igreja cristã nascente, era um dom que todos os cristãos poderiam exercer no culto, desde que seguindo uma determinada ordem (1Co 12.10; 14.29-32). E, diferentemente dos grandes profetas de Israel, as palavras dos profetas cristãos tinham de ser julgadas pelos demais (1Co 14.29) e eles estavam debaixo da autoridade apostólica (1Co 14.37).
Em contraste com os profetas cristãos, os apóstolos  do Novo Testamento, isto é, os doze e Paulo, receberam uma chamada específica de Jesus Cristo, receberam revelações diretas da parte de Deus, como os antigos profetas (At 5.19-20; 10.9-16; 23.11; 27.23; 2Co 12.1), e assim predisseram futuros eventos relacionados com a história da salvação, entre os quais a segunda vinda do Senhor, a ressurreição dos mortos e o juízo final – isso não quer dizer que sua chamada se deu porque tinham o “dom” de apóstolo. (1Co 15.51-52; 2Ts 2.1-12; 2Pe 3.10-13).4 Lembremos que o livro de Apocalipse é uma profecia (ver Ap 1.3; 22.18-19) escrita por um apóstolo.5 Ao contrário dos profetas cristãos das igrejas locais, que não deixaram nada escrito, os apóstolos foram inspirados para escrever o Novo Testamento (1Ts 2.13; 2Pe 3.16) e a palavra deles deveria ser recebida, à semelhança dos profetas antigos, como Palavra de Deus, sem questionamentos, ao contrários dos profetas das igrejas locais (Gl 1.8-9; 1Co 14.37). Os autores neotestamentários que não foram apóstolos, como Marcos, Lucas, Tiago e Judas eram, todavia, parte do círculo apostólico e associados aos apóstolos, escrevendo a partir do testemunho deles.6
Como sucessores dos profetas de Israel e canais da revelação, os apóstolos aparecem juntos com eles na base da igreja. Nas palavras de Jesus, “Enviar-lhes-ei profetas e apóstolos, e a alguns deles matarão e a outros perseguirão” (Lc 11.49). Paulo junta os dois grupos duas vezes na carta aos Efésios como aqueles designados por Deus para lançar as bases da igreja; “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas” (Ef 2.20); “o qual, em outras gerações, não foi dado a conhecer aos filhos dos homens, como, agora, foi revelado aos seus santos apóstolos e profetas, no Espírito” (Ef 3.5). Muitos estudiosos entendem que os “profetas” mencionados nestas duas passagens de Efésios são profetas das igrejas neotestamentárias, que vieram depois dos apóstolos. Todavia, mesmo estando numa sequência temporal invertida, “profetas” se entende melhor como os grandes profetas de Israel, que vieram antes dos apóstolos. A sequência “apóstolos e profetas” não precisa ser entendida como uma sequência temporal. Os apóstolos são mencionados primeiro por estarem no foco do contexto.7
Em sua segunda carta, Pedro admoesta seus leitores a se recordarem tanto das palavras que foram ditas pelos “santos profetas” como do mandamento ensinado por “vossos apóstolos” (2Pe 3.2). Alguns entendem que “vossos apóstolos” aqui é uma referência aos missionários pioneiros que haviam fundado as igrejas às quais Pedro escreve. Contudo, a carta de Pedro não foi destinada a igrejas locais específicas e sim aos cristãos em geral (cf. 2Pe 1.1). O único grupo de “apóstolos” que se encaixaria como “vossos apóstolos” seriam os doze, que eram apóstolos para todas as igrejas.8 A carta de Judas, cuja similaridade com a segunda carta de Pedro tem levado estudiosos a acreditarem numa dependência literária entre elas,9 ao se referir aos apóstolos neste mesmo contexto, designa-os como “os apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo,” numa clara referência ao grupo dos doze (Jd 17).10 Estas passagens refletem a consciência de que os apóstolos de Jesus Cristo foram os continuadores dos profetas do Antigo Testamento como canais pelos quais Deus revelou sua vontade.11
Uma vez que a revelação de Deus quanto ao plano da salvação foi totalmente escrita e registrada de maneira final, completa e infalível pelos apóstolos, no Novo Testamento, completando assim a revelação dada através dos profetas de Israel no Antigo Testamento, encerrou-se o ministério de ambos os grupos.
Já que os apóstolos foram os sucessores dos profetas do Antigo Testamento, não há, pois, hoje, possibilidade de haver apóstolos como os doze e Paulo, pois eles foram recipientes e transmissores da revelação final de Deus para seu povo, que se encontra registrada no Novo Testamento.
Fonte: Trecho do livro “Apóstolos”, futuro lançamento da Editora Fiel.
1 - Cf. Heber Carlos de Campos, “Profecia Ontem e Hoje” em Misticismo e Fé Cristã (São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2013), pp. 63-126; Christiaan J. Beker, Paul the Apostle - The Triumph of God in Life and Thought (Philadelphia: Fortress Press, 1980), p. 113.
2 - Alguns estudiosos, como E. E. Ellis, sugerem que “escrituras proféticas” é uma alusão de Paulo a escrituras que haviam sido produzidas por profetas neotestamentários, escritos estes que haviam circulado pelas igrejas, mas nunca foram preservados (E. Earle Ellis, The Old Testament in Early Christianity em WUNT, 54 [Tübingen: Mohr/Siebeck, 1991], 4-5; E. Earle Ellis, Pauline Theology: Ministry and Society [Grand Rapids: Eerdmans; Exeter: Paternoster Press, 1989], 138 n. 79). Todavia, Cranfield corretamente considera esta interpretação de Ellis como “desesperada” (C. E. B. Cranfield, A Critical and Exegetical Commentary on the Epistle to the Romans, 2 vols, em International Critical Commentary [Edinburgh: T. & T. Clark, 1979], 2:811, n.8).
3 - “Desde que os últimos profetas Ageu, Zacarias e Malaquias morreram, o Espirito Santo cessou em Israel” (T. Sota, 13, 2). Cf. πνε?μα no TDNT.
4 - O livro de Atos registra duas ocasiões em que Ágabo, um profeta de Jerusalém, anunciou acontecimentos futuros, relacionados com uma fome que veio a acontecer nos dias do imperador Cláudio (At 11.27-30) e com a prisão de Paulo em Jerusalém (At 21.10-11). O fato de que somente estes dois casos de profecias predictivas (e feitas por um único profeta) estão registrados pode indicar que a previsão do futuro não era comum fora do círculo apostólico, especialmente ainda se considerarmos que ambas as profecias de Ágabo estavam relacionadas com o ministério de Paulo. White tenta colocar estas profecias de Ágabo no mesmo nível daquelas revelações fundacionais que foram dadas aos apóstolos (Ef 3.5; cf. R. Fowler White, "Gaffin and Grudem on Eph 2:20: In Defense of Gaffin's Cessationist Exegesis," em Westminster Theological Seminary, 54 [1992], 309-310), mas é evidente que elas estavam relacionadas com a vida pessoal do apóstolo Paulo, tanto sua em ida a Jerusalém levando ajuda para os crentes da Judeia, como em sua posterior prisão naquela cidade.
5 - Assumimos aqui que foi o apóstolo João quem escreveu o livro de Apocalipse.
6 - Marcos escreveu a partir do testemunho de Pedro. Lucas foi companheiro de Paulo. Tiago era o irmão de Jesus, líder da igreja de Jerusalém e próximo do círculo (Gl 1.19). Judas era outro irmão de Jesus e também relacionado com o círculo apostólico. Lembremos por fim que Hebreus entrou no cânon porque sua autoria era atribuída ao apóstolo Paulo, como até hoje é defendido por vários estudiosos.
7 - Que Ef 3.5 se refere aos profetas do Antigo Testamento é também defendido por F. Mussner, Christus, das All und die Kirche: Studien zur Theologie der Epheserbriefes (Trierer: Paulinus, 1955), 108. Deve-se admitir, contudo, que grande parte dos comentaristas pensa que Paulo está se referindo aos profetas neotestamentários, como Andrew T. Lincoln, por exemplo. (Ephesians em Word Biblical Commentary, vol. 42, eds. D. Hubbard, et al. [Dallas, TX: Word Books, 1990], 153. Tanto Gaffin (Richard B. Gaffin, Jr. Perspectives on Pentecost: New Testament Teaching on the Gifts of the Holy Spirit [Grand Rapids: Baker, 1979], 93) quanto Grudem (Wayne Grudem, The Gift of Prophecy in 1 Corinthians [Washington: University Press of America, 1982], 47) entendem que “profetas” em Efésios 2.20 se refere aos do Novo Testamento, mas eles fazem esta defesa no contexto do debate cessacionismo-continuismo. Um dos principais argumentos contra o entendimento de que Paulo aqui se refere aos profetas do Antigo Testamento é a ordem “apóstolos e profetas,” o que tornaria isto cronologicamente impossível. Entretanto, a menção que Paulo faz dos profetas do Antigo Testamento, depois de Jesus em 1Ts 2.15, “os quais não somente mataram o Senhor Jesus e os profetas, como também nos perseguiram” certamente inverte a sequência histórica dos eventos e mostra que Paulo nem sempre está preocupado com a cronologia, como estudiosos modernos estão. Cf. F. F Bruce, 1 & 2 Thessalonians, WBC, vol. 45, eds. D. Hubbard, et al. (Dallas, TX: Word Books, 1982), 47; Robert Jamieson, A. R. Fausset, e David Brown, Commentary Critical and Explanatory on the Whole Bible (Oak Harbor, WA: Logos Research Systems, Inc., 1997).
8 - Cf. A. T. Robertson, Word Pictures in the New Testament (Nashville, TN: Broadman Press, 1933) in loco; D. A. Carson, R. T. France, J. A. Motyer, e G. J. Wenham, orgs. New Bible commentary: 21st century edition. 4th ed. (Leicester, England; Downers Grove, IL: Inter-Varsity Press, 1994) in loco.
9 - Veja Augustus Lopes, II e III de João e Judas (São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã, 2009).
10 - Cf. Jamieson, Commentary, in loco.
11 - É preciso observer que a declaração de Jesus de que “todos os Profetas e a Lei profetizaram até João” (Mt 11.13) significa o encerramento do ministério dos profetas do Antigo Testamento, mas não o término da revelação que começou a ser dada através deles. Os apóstolos do Novo Testamento – e não os profetas do Novo Testamento – foram os canais pelos quais esta revelação continuou a ser dada. É neste sentido que os consideramos como sucessores dos profetas de Israel.

Fonte: http://www.ministeriofiel.com.br

Desmascarando os falsos profetas

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Eu deixo aqui meu comentário!.

Os falsos profetas não é fácil de ser reconhecidos,porque eles falam em nome de Jesus,e falam de muitos milagres,e prodígios.Eles tem uma vida que parecem verdadeira religiosa,legalista cheia de piedade.Eles parecem verdadeiros se possível enganam e muito bem como diz : Billy Graham Note que a Bíblia não diz que Satanás é um anjo de luz; diz que se disfarça de anjo de luz. Ou seja, por vezes, Satanás coloca um disfarce (por assim dizer), e faz parecer que realmente se ergue pelo bem e não pelo mal. Quando o diabo se ofereceu-para alimentar Jesus através da transformação das pedras em pão, ele estava disfarçado de alguém que queria fazer o bem - ou como anjo de luz (Mateus 4:1-11).



     Mas Satanás não é um anjo de bem nem de luz; é o oposto. Jesus disse que Satanás "foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira" (João 8 : 44). Satanás tenta enganar-nos e fazer-nos pensar que o seu caminho é o melhor - porém nunca é. Martinho Lutero rotulou-o correctamente de "príncipe das trevas". Não caia nas suas mentiras!


     Sim, Satanás é nosso inimigo - porém nunca se esqueça que ele não vencerá! Pela Sua cruz e ressurreição Cristo derrotou Satanás, e um dia "o diabo, que os enganava, [será] lançado no lago de fogo e enxofre ... para todo o sempre" (Apocalipse 20:10). De que lado está? "E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos." [Mateus 24:11].
A característica dos falsos apóstolos é distorcer o evangelho.
 Falsos profetas só pedem ser desmascarados pela Bíblia, não podem ser desmascarados pelos os milagres porque isso eles fazem também usando o nome de Jesus. E nem pela sua vida exemplar pelas suas palavras convincente,eles falam do poder de Deus dos milagres de Jesus,e arrastam multidões.O culto deles é cheio de objetos consagrados e de manifestações desordenadas. Ex: Que os falsos profetas costumam usar extraido da Revista de Estudo Crescimento Bíblico pagina (4): "Não sei quando ela chegará, mas, (...) coloco esse momento nas
mãos da mãe de meu Mestre". Tal declaração foi feita por Karol Józef
Wojty?a - Papa João Paulo II - pouco antes de morrer, colocando a sua
confiança na virgem Maria. É assim que a humanidade caminha, sem
paz, sem Deus e sem salvação, confiando em mentiras. Foi por esta e
outras situações presenciadas nestes últimos dias, na esfera religiosa,
que decidimos por um tema que traga luz aos que estão nas trevas e
desembarace os que, uma vez iluminados, se deixaram levar "por todo
vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam
fraudulosamente" (Ef 4.14). Daí o tema: "Doutrinas falsas
contestadas pela Bíblia".
Mas a nossa preocupação não é só com as religiões e seitas que
estão em derredor do cristianismo, procurando a quem possa tragar.
Levamos em conta, também, as heresias e os modismos que estão em
nosso meio, cegando e arrastando muitos para a perdição. São falsos
mestres e agentes do anticristo que torcem as Escrituras e iludem com
palavras persuasivas, usando todos os meios possíveis, como mágica,
ilusionismo, lavagem cerebral, catarse coletiva (técnica de regressão)
para lucrar e se manterem no auge, pois querem fama, sucesso e
riquezas a qualquer custo.
Um testemunho bizarro conta que aves foram batizadas com o
Espírito Santo, em um galinheiro no qual uma das galinhas falava em
línguas e o galo interpretava. O pior é que multidões creem neste tipo
de "milagre".
Diante do exposto acima, decidimos que urge uma revista da
Escola Dominical que trate com seriedade deste assunto. Não
pretendemos ofender esta ou aquela religião, seita ou filosofia, mas
contestar todo e qualquer tipo de ensino que esteja em desacordo com
a Palavra de Deus. Esperamos, sinceramente, que os alunos a estudem
com afinco. No mais, orem no Espírito Santo (Jd 20) e procurem
compreender as verdades que podem salvar os que a amam.
Obs. cuidado com esses que recebem visões extras alem da bíblia,e abrem igrejas por ai e dizem que são apóstolos e bispas não existem apóstolos no nosso tempo e nem bispa.Isso já virou moda,em nosso Brasil por isso o cristianismo não vai bem,devido esses mentirosos.  Tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também. 2 Timóteo 3:5
Valdir Dádavalos

sábado, 18 de abril de 2015

Artigo

As Sete Igrejas de Apocalipse: Filadélfia
Mark Bates
Muitas igrejas evangélicas têm se esforçado por encontrar estratégias que as capacitem a alcançar efetivamente as pessoas com o evangelho de Jesus Cristo. A despeito da rica herança de ensinamento evangélico neste continente, há um senso de desencorajamento, até de desânimo, entre muitos cristãos quanto às perspectivas para a evangelização em nosso tempo. Por isso, uma variedade de modelos pragmáticos tem sido empregada para garantir o sucesso na comunicação do evangelho.

Contudo, antes de a igreja evangélica sucumbir à tentação de conceber estratégias que acomodem o evangelho ao espírito desta época, precisamos ouvir cuidadosamente a carta de Cristo à igreja em Filadélfia. Nessa carta, Cristo fala a uma pequena e encurralada igreja, assaltada por feroz oposição à sua confissão cristã, e calorosamente lhes assegura que poria diante deles uma “porta aberta” de oportunidade para o testemunho de seu nome (Apocalipse 3.8). Por causa de seu firme apego à verdadeira confissão acerca de Jesus Cristo, o testemunho da igreja em Filadélfia será um farol a conduzir os seus membros e outros à comunhão com o Deus vivo e à entrada em seu templo-santuário.

O arranjo dessa carta em muito se assemelha ao das outras. Ela começa com uma importante identificação do autor da carta, o qual sozinho detém a “chave de Davi” e possui a autoridade para conceder entregada no reino de Deus (v. 7). Então a carta estende uma palavra de encorajamento à igreja em Filadélfia, prometendo uma “porta aberta” de oportunidade em vista de sua obstinada perseverança (v. 8). E conclui com uma rica segurança de comunhão com o Deus vivo em seu eterno templo-santuário.

O modo como o autor dessa carta identifica a si mesmo apresenta um pano de fundo especialmente importante para a sua mensagem. As palavras dessa carta vêm daquele que é “o santo, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá”. “Santo” e “verdadeiro” são atributos divinos na Escritura e no livro do Apocalipse (6.10). Cristo, assim, assegura os cristãos da Filadélfia de que suas palavras têm autoridade divina. O próprio Cristo é a verdadeira testemunha cuja palavra é absolutamente confiável. Os destinatários dessa carta são assegurados desde o princípio de que Jesus é o verdadeiro Messias e de que o testemunho deles acerca de Cristo é completamente verdadeiro.

Essas palavras iniciais de identificação são reminiscentes da linguagem que identifica Cristo em Apocalipse 1.18. Elas também invocam explicitamente a linguagem de Isaías 22.22, onde Eliaquim é identificado como o servo do Senhor a quem havia sido outorgada autoridade para administrar as chaves de acesso à casa de Davi. O que Isaías profetizou acerca de Eliaquim prenunciava Jesus Cristo, que tem autoridade absoluta sobre a chave da casa de Deus e do reino eterno. Ninguém, seja judeu ou gentio, entra na casa de Deus ou tem lugar entre o povo de Deus a menos que Cristo lhe conceda acesso ou entrada.

Com essas notáveis palavras de identificação ressoando em seus ouvidos, a carta se volta à promessa que Cristo estende à igreja em Filadélfia. Cristo “conhece” as obras dela. Ele está ciente de que a igreja em Filadélfia era, quando vista sob a perspectiva de números ou de prestígio social, uma igreja de “pouca força” (Apocalipse 3.8). Contudo, essa igreja havia “guardado” a palavra de Cristo e não havia “negado” o seu nome. O seu testemunho da verdade acerca de Jesus havia permanecido firme, mesmo quando aqueles da “sinagoga de Satanás” se opuseram ao seu testemunho e confissão de Cristo.

A essa igreja fiel Cristo promete uma “porta aberta” de oportunidade para o testemunho do evangelho da salvação por meio da fé em Jesus Cristo, o verdadeiro Rei do povo de Deus. Por causa de sua perseverante fidelidade ao evangelho, essa igreja, localizada numa posição geográfica estratégica no mundo antigo, desfrutará do privilégio de chamar tanto judeus como gentios a reconhecerem Jesus como Salvador e Senhor. O Cristo, que detém a chave da entrada no reino de Deus, reassegura a essa encurralada igreja que ela será singularmente privilegiada no testemunho e na missão do evangelho.

Porque a igreja em Filadélfia guardou a palavra de Cristo com paciente resignação, ela pode estar confiante de que será poupada na “hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro” antes da vinda de Cristo. Essa segurança, ao contrário da interpretação de alguns, não é uma promessa de que os crentes em Filadélfia serão “arrebatados” antes de a hora da provação chegar, mas sim que eles serão preservados em meio a toda prova que vier. Nada os separará do amor de Deus em Cristo. E, assim, à medida que eles seguram com firmeza a sua “coroa”, são encorajados a olharem adiante, para o futuro, quando eles e todos aqueles que compartilham da sua fé em Cristo habitarão na presença de Deus para sempre.

A mensagem dessa carta à igreja contemporânea é surpreendentemente clara. Nenhuma mensagem poderia ser mais relevante para uma igreja evangélica sob risco de perder a fé no antigo evangelho e em seu poder de transformar pecadores segundo a imagem de Jesus Cristo.

Tradução: Vinícius Silva Pimentel
Revisão: Vinícius Musselman Pimentel
Fonte:http://www.ministeriofiel.com.br

sábado, 11 de abril de 2015

Precisamos voltar novamente às Escrituras.

A Reforma Protestante do século XVI voltou à doutrina apostólica da salvação pela graça independente dos méritos humanos. Agostinho de Hipona no século V já havia condenado o Pelagianismo, que ensinava que o homem não está em estado de depravação total e que ele é tão livre quanto Adão antes da queda para escolher o bem e o mal e que o homem tem poder em si mesmo para escolher e fazer o bem. A doutrina da salvação conforme a interpretação romana desviou-se da verdade bíblica, pregando o sinergismo, ou seja, a salvação como resultado de cooperação humana-divina. Essa idéia popularizou-se até mesmo entre o evangelicalismo brasileiro, quando muitos crêem que Deus não negará sua graça àqueles que fazem o que lhes é possível fazer ou seja, “Deus ajuda quem cedo madruga”.
A doutrina bíblica da sola gratia precisa ser resgatada novamente. A igreja evangélica brasileira precisa passar por uma nova reforma. Precisamos voltar novamente às Escrituras e enfatizar alguns pontos fundamentais, como seguem:
1. O homem, morto em seus delitos e pecados não pode jamais escolher a Deus por si mesmo – A salvação do homem é uma iniciativa divina. Tudo provém de Deus. A queda não trouxe apenas alguns transtornos e feridas para o homem, trouxe-lhe morte. O homem não está apenas ferido, mas morto em seus delitos e pecados. O homem em seu estado natural é inimigo de Deus. Ele é escravo do pecado. Ele é prisioneiro de Satanás, do mundo e da carne. Se Deus não tomasse a iniciativa da nossa salvação estaríamos rendidos ao pecado e condenados à perdição eterna.
2. A escolha da graça é soberana e não depende de méritos humanos – Foi Deus quem nos escolheu e não nós a ele. Foi ele quem nos amou primeiro e não nós a ele. Até nossa resposta ao amor de Deus é obra de Deus em nós. É ele quem opera em nós tanto o querer quanto o realizar. Nossa salvação foi planejada e determinada por Deus na eternidade, consumada por Cristo na cruz e aplicada pelo Espírito Santo em nós sem qualquer mérito nosso. O apóstolo Paulo diz: “Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia” (Rm 9.16). Não depende do desejo nem do esforço do homem, mas da misericórdia de Deus. A Reforma insistia nesse conceito teocêntrico, exaltando a eleição divina contra o livre-arbítrio e o descer divino contra o ascender humano em todas as suas formas.
3. A graça de Deus é suficiente para a nossa salvação – A nossa salvação é resultado da obra única e monergista do Espírito Santo em nós, aplicando em nosso coração os efeitos do sacrifício de Cristo. Não podemos nem precisamos cooperar com obras, sacrifícios ou penitências para sermos salvos ou aceitos por Deus. Somos aceitos no Amado, o eterno Filho de Deus. Qualquer esforço humano para ajudar Deus em seu propósito redentor é uma pretensão tola e um atentado inconseqüente à soberania divina. A salvação é pela graça mediante a fé e isto não vem de nós, é dom de Deus, não de obras para quem ninguém se glorie, diz o apóstolo Paulo (Ef 2.8,9). A salvação é de Deus, é realizada por Deus, é aplicada por Deus, é garantida por Deus, para que a glória seja só de Deus.

segunda-feira, 2 de março de 2015

O grande amor de Deus.



  1.      Deus é amor é verdadeiro amor e um amor perfeito . Podemos ver esse amor de Deus na sua criação ,tudo que existe não é por acaso. Isso é revelação do amor de Deus.
  2.      Esse amor ele coloca em nossos corações por intermédio do Espírito Santo que atua nos filhos,(Gl 4;6).” E porque vós sois filhos,envio Deus ao nosso coração o espírito de seu filho,que clama :Aba pai!.
  3.      Os filhos de Deus tem amor verdadeiro,isso não vem de baixo mas vem de cima vem da parte de Deus.
  4.       Deus é bom e cheio de misericórdia ,ele nos amou com tão grande amor que expressou esse amor, na cruz em seu filho Jesus Cristo.
  5.        O Apostolo Paulo em romanos fala que o amor de Deus é,derramado em nosso coração pelo o Espírito Santo,que nos foi outorgado.(Rm 5;5).
  6.        É impossível um cristão não ter amor uma vez que nascemos de novo já não estamos sós. Nascimento espiritual implica conversão em Cristo.
  7.       O amor de uma pessoa pode acabar ou esfriar de acordo com (Mt 24:12) mas o amor de Deus já mais passara o amor do Senhor não acaba.
  8.        No entanto,para expressar o amor divino conosco o termo utilizado é ágape (João 17:26). Portanto fale a verdade mesmo que isso te custe conseqüência.O amor não se conforma com a mentira não aceita o erro,o amor não se corrompe não se vende.
  9. Pelo o amor em Deus devemos nos consumir pela verdade,da palavra ela é vida eficaz Inerrante absoluta fiel e verdadeira. Viva a fé em Cristo como vemos,em dois pontos da reforma: SOLO CHRISTUS, SOLA FIDE.Que esse amor do senhor encha seu coração de paz alegria e gozo, de saber que o amor dele esta em nós, que somos seus filhos amados.

  10. (Autor: Pr Valdir Dvalos)

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Como o Inferno Glorifica a Deus?

Para entendermos a maneira como o inferno glorifica a Deus, precisamos ver o inferno à luz da grande história da Bíblia, do seu ponto de vista e da sua caracterização de Deus e do homem.
A Grande História da Bíblia
A história da Bíblia, como todas as histórias, tem um começo, um meio e um fim.
O começo
Deus cria um lugar perfeito e coloca nele um homem e uma mulher inocentes. Deus estabelece os termos e afirma, com clareza, a consequência de transgredirem seus termos. Um inimigo mente para a mulher inocente. Ela acredita na mentira, quebra os termos de Deus, e o homem a acompanha no pecado. Deus amaldiçoa o inimigo e dá início às consequências da transgressão, amaldiçoando também a terra. Na maldição lançada sobre o inimigo, Deus afirma que o descendente da mulher ferirá a cabeça do inimigo, enquanto o inimigo ferirá o calcanhar do descendente. O homem e a mulher são banidos do lugar perfeito.
Meio
A humanidade foi dividida em dois grupos: a descendência da mulher e a descendência da serpente, os justos e os ímpios. Os descendentes da mulher são inicialmente um subconjunto da nação de Israel, uma linhagem de descendentes que Deus escolheu abençoar. Eles experimentam um refazer do começo da história. Deus os coloca em uma terra prometida e estabelece os termos. Eles quebram os termos e são banidos dessa terra, mas Deus continua a prometer que o inimigo será derrotado, ainda que isso tenha que acontecer por meio de um doloroso derramamento de sangue do descendente da mulher.
Então, Jesus vem como o descendente prometido da mulher. Ele esmaga a cabeça do inimigo, e o inimigo fere o seu calcanhar – Jesus morre na cruz. Por ser ele inocente e haver resistido a todas as tentações, a morte não pode retê-lo. Jesus vence triunfantemente a morte, satisfazendo a justiça de Deus contra o pecado e abrindo o caminho de salvação para todos os que crerão nele.
Fim
A criação será como uma mulher que sofre dores em trabalho de parto: os ímpios atacarão perversamente os justos, que confiam em Deus e dão testemunho da verdade de Deus, até serem mortos. Isto continuará até que Jesus venha de novo. Quando Jesus vier de novo, julgará os ímpios e os enviará à punição eterna. Ele levará aqueles que creram na Palavra de Deus e no testemunho de Jesus para um novo lugar perfeito.
A Bíblia nos Dá o Ponto de Vista de Deus...
Esta história não é simplesmente uma história; ela apresenta o ponto de vista de Deus sobre o mundo. Pense comigo no ponto de vista da Bíblia, a perspectiva dos autores bíblicos.
O ponto de vista deles é que Deus estabelece os termos e que Deus sempre está certo. Aqueles que rejeitam os termos de Deus estão errados e enfrentam as consequências que Deus afirmou quando estabeleceu os termos. Além disso, a Bíblia não somente representa o ponto de vista dos autores bíblicos, mas também reivindica falar por Deus. Ou seja, a Bíblia reivindica apresentar o ponto de vista de Deus sobre o assunto.
...Sobre Deus, o Homem e o Nosso Estado Diante de Deus
Como são apresentados os personagens na Bíblia? Eles são apresentados principalmente por suas palavras e ações, mas a Bíblia também avalia seus personagens. Pensemos brevemente como a Bíblia caracteriza Deus, os homens e Jesus.
A Bíblia ensina que Deus sempre faz e diz o que é correto. Ele sempre cumpre a sua Palavra. Nada pode frustrar o seu propósito. Deus é livre e bom. A Bíblia sempre justifica a Deus. Ou seja, a Bíblia sempre mostra que Deus é justo. Paradoxalmente, a Bíblia também mostra que Deus é misericordioso.
Por outro lado, todos os homens fazem e dizem o que é errado, o que revela falta de confiança em Deus. Por palavras e atos, os humanos transgridem os mandamentos de Deus. Os homens corromperam a boa criação de Deus, perverteram seus ótimos dons e, de toda maneira, têm atacado a Deus, que lhes dá vida e todas as coisas boas. Por isso, todos os humanos merecem condenação.
Como afirmamos antes, há dois grupos de humanos. Um grupo é caracterizado por confiar em Deus, concordar com seus termos, confessar que têm quebrado os termos, abandonar suas transgressões e procurar crer nas promessas de Deus, de modo que possam viver de acordo com os seus termos. O outro grupo rejeita Deus e seus termos, se recusa a admitir sua culpa, se recusa a abandonar o mal e se une ao inimigo.
Jesus mostrou por suas palavras e atos que era plenamente humano e plenamente Deus. Jesus nunca transgrediu os mandamentos de Deus. Ele resolveu o grave problema. Jesus se deu em favor de outros. Qualquer que se opõe a ele ou o rejeita está se opondo à bondade e ao amor e rejeitando-os. Qualquer que se opõe a ele e o rejeita merece condenação. Aqueles que o recebem e se unem a ele, fazem isso nos termos dele, que são os termos de Deus e envolvem confissão de pecado, arrependimento e confiança em Jesus.
Então, Como o Inferno Glorifica a Deus?
Como tudo isto nos ajuda a entender como o inferno glorifica a Deus?
Este mundo é a história de Deus. Ele falou e o trouxe à existência, e o mundo continua a existir porque Deus continua falando. O universo é sustentado pela palavra do poder de Deus. É a sua história. Ele é o Autor cujo ponto de vista é comunicado na Bíblia e cujas caracterizações definem os participantes no drama.
O inferno é um ato de Deus em cumprir sua Palavra. O fato de que Deus manda os ímpios para o inferno mostra que ele é fiel e justo. Se Deus não aplicasse os termos que ele mesmo estabeleceu, não cumpriria sua Palavra e seria infiel. Se Deus não enviasse os ímpios para o inferno, ele não manteria seu próprio padrão de justiça e não seria justo. Se Deus não punisse os rebeldes no inferno, os justos não seriam vindicados. De fato, se não houvesse realmente inferno, poderíamos concluir que os justos estavam errados por terem confiado em Deus.
No entanto, o inferno existe e os justos são sábios por confiar em Deus. O inferno mostra a glória da justiça de Deus. O inferno vindica aqueles que obedecem aos termos de Deus, ainda que sofram terrivelmente por fazerem isso. O inferno vindica os justos que foram perseguidos pelos ímpios. O inferno glorifica a Deus.
Você não concorda com isso? Pode muito bem se unir a Shere Khan em opor-se a Rudyard Kipling. Ou, de novo, poder ter tanta chance de mudar o enredo, o ponto de vista ou a definição dos personagens, quanto Sauron teve de mudar a mente de Tokien. Isso não acontecerá. Você é uma criatura na obra de arte do Criador. Aceite o fato. Ele é o Criador, não você. Quanto deveríamos levar a sério aqueles que se opõem ao inferno ou tentam reescrever a história para que o inferno não seja parte dela? Com tanta seriedade quanto tomamos Hamlet criticando a obra de Shakespeare. Hamlet não teve existência independente. Ele só poderia criticar Shakespeare se o autor decidisse escrever essa cena.
Deus criou um universo em que a sua misericórdia tem significado precisamente porque não anula a sua justiça. Para ser justo e demonstrar misericórdia, Deus tem que cumprir sua promessa de punir a transgressão. Na apresentação bíblica da verdadeira história do mundo, Deus mantém a justiça na cruz e no inferno. Jesus morreu na cruz para estabelecer a justiça de Deus e garantir que os que se arrependem do pecado e creem em Cristo recebam misericórdia que é também justa. Deus pune os ímpios no inferno para manter a justiça contra todos os que se recusam a arrepender-se do pecado e dar graças a ele.
Em resumo, o inferno glorifica a Deus porque:
· Mostra que Deus cumpre sua palavra;
· Mostra a infinita dignidade de Deus, a qual dura para sempre;
· Demonstra o poder de Deus em subjugar todos os que se rebelam contra ele;
· Mostra quão indizivelmente misericordioso ele é para com aqueles que confiam nele;
· Confirma a realidade do amor por trazer justiça contra aqueles que rejeitam a Deus, que é amor;
· Vindica todos os que sofreram por ouvir ou proclamar a verdade da Palavra de Deus;

· E mostra a enormidade do que Jesus realizou quando morreu para salvar, do inferno que mereciam, todos os que creriam nele. Se não houvesse o inferno, não haveria a necessidade da cruz.

POR:James M. Hamilton Jr.

Fonte:http://www.ministeriofiel.com.br

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

NÃO SE PREOCUPEM COM PROFESIAS OU SONHOS DE PESSOAS A RESPEITO DA VOLTA DE JESUS CRISTO,PORQUE A BIBLIA JÁ FALA SOBRE ISSO.



O maior sinal é Jesus para toda humanidade. O pai não vai dar sinal seja ela em sonhos ou em profecia pra ninguém nem o Espírito Santo e nem os Anjos farão isso. A respeito da vinda de Jesus ,veja o que ele mesmo falou: Marcos 13:26-32: "E então verão vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória... Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai". .O PAI NÃO ESTA PREPARANDO Jesus para voltar como diz Fernanda Brum em sua falsa profecia. As escrituras já falam da vinda do Senhor Jesus.Ele prometeu aos Seus discípulos que Ele regressaria de novo. A Bíblia diz em João 14:1-3 Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.
Os anjos prometeram que Jesus viria de novo. A Bíblia diz em Atos 1:10-11 “Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.”
Como regressará Jesus? A Bíblia diz em Lucas 21:27 “Então verão vir o Filho do homem em uma nuvem, com poder e grande glória.”
Quantos o verão quando Ele vier? A Bíblia diz em Apocalipse 1:7 “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.”
Que veremos e ouviremos quando Ele voltar? A Bíblia diz em 1 Tessalonicenses 4:16-17 “Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.”

... permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo
produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o
podeis dar, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, vós, os ramos.
Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim
nada podeis fazer. Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.
E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. João 14:1-3.
"Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai. Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem. Pois nos dias anteriores ao Dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o Dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem. Mateus 24:36-39.
 Um dos pontos da Reforma é Sola scriptura, unicamente devemos crer na bíblia como bons cristãos e não no modismo,de pessoas que se dizem profetas por ai .Sempre surgem falsos profetas de tempo em tempo mas isso é bíblico. Se, então, alguém disser: 'Vejam, aqui está o Cristo!' ou: 'Ali está ele!', não acreditem. Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos. Vejam que eu os avisei antecipadamente. "Assim, se alguém disser: 'Ele está lá, no deserto!', não saiam; ou: 'Ali está ele, dentro da casa!', não acreditem. Mateus 24:23-26 .  E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.
E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.Mateus 24:11-12. Que a graça e a paz esteja com todos!.

. (Pr Valdir Davalos)


sábado, 7 de fevereiro de 2015

O carnaval é uma festa pagã .Qual é objetivo do carnaval, qual a sua finalidade?



A ORIGEM DO CARNAVAL.

ORIGEM E COMEMORAÇÕES DO CARNAVAL

O carnaval tem a sua origem em épocas e civilizações muito antigas, derivando a sua comemoração de crenças e costumes de vários povos. Os festejos atuais tem suas raízes em comemorações muito antigas, sendo adaptadas a cada povo e cultura. Vejamos as linhas gerais dessa origem e comemoração nos diversos povos e cultura no decorrer da historia da humanidade:
No Egito antigo
Em tempos remotos, ou Egito festejava suas grandes divindades, o boi Àpis e Ísis com grandes celebrações populares nestas o povo participava com procissões e oferendas, musicas e danças num misto de devoção e euforia coletivas, prestando homenagem a essas divindades tão estimadas. Especificamente na festa ao boi Ápis, os egípcios pintavam um boi branco com vários símbolos e cores, o cortejavam festivamente pelas ruas, com toda a sociedade egípcia fantasiada ou mascarada e em grande devassidão, até que finalmente no rio Nilo afogassem esse boi. E a deusa Ísis também era homenageada com folguedos populares, com pompa, devoção e euforia dos seus adoradores.
NA GRÉCIA ANTIGA
Os gregos foram a civilização mais intelectual do mundo antigo, não só criando e desenvolvendo uma cultura nova, como também assimilando e reformulando conceitos e costumes de outros povos. Em matéria de costumes religiosos, eles criaram e viveram em função de uma mitologia tão diversificada, que não havia nada no seu cotidiano que não fosse regido por uma divindade especifica. E nessa diversidade de crenças e celebrações algumas divindades tinham seus cultos que consistiam em festins de grande euforia popular, como no caso do culto a Dionísio, considerado filho de júpiter. Dionísio era do deus do vinho e em sua homenagem o povo bebia e se embriagava, saia em grandes procissões com toda sensualidade e devassidão.
NO IMPÉRIO ROMANO
O império Romano, englobando muitas nações com seus vários costumes, sintetizou muito deles em certas comemorações novas, ou apenas adaptou os mesmo para sua mentalidade ou interesses próprios. È por isso que os deuses da mitologia antiga tem nomes gregos e latinos.
A Roma antiga era cheia das mais variadas diversões para agradar a todos, e assim tinha seus muitos carnavais Deu outra forma á crença e comemoração gregas a Dionísio transformando-o em Baco e celebrando-lhe os famosos “bacanais”
E meados de dezembro realizavam –se as “Saturnais”, que eram festividades a saturno, que segundo a crença geral era do deus expulso do  Olimpo, tornando-se o doador da alegria, em contraposição à miséria e pobreza, tão comuns na sociedade daquele tempo. fevereiro celebravam as “lupercais”, que eram cortejos dos sacerdotes do deus Pã chamados “lupercos”,que despidos e sujos de sangue agitavam as multidões. Em março comemoravam com grande algazarra a festa ao deus Baco, os conhecidos “bacanais”romanos, que possivelmente eram a maior celebração popular antiga, em que seus participantes embriagados cometiam todos os devaneios possíveis. Nessas festas os participantes, tais como os hindus, usavam mascaras e invocavam seus antepassados mortos e lhes celebravam homenagens. Em todos esses festins o Império Romano praticamente parava, para que o povo ficasse por conta das comemorações. As diversas classes sociais se misturavam desfazendo-se a desigualdade, a ordem publica era quase abolida, escolas, tribunais e repartições publicas do governo fechavam suas portas, a imoralidade e a libertinagem ficavam liberadas. E como usava-se mascaras e fantasias, era difícil identificar os participante em seus devaneios!
 Nesta celebração abolia-se a decência, e o povo extravasava suas euforias sufocadas pela moral de outras épocas do ano, escarnecia-se das realidades gerais do seu cotidiano, e numa total liberdade de expressão física e verbal, sem restrição alguma dramatizava e até ridicularizava tudo que era considerado motivo pra farras. Acredita-se que a origem dos carros alegóricos seja a maneira de ridicularizar os carros dos generais romanos e suas entrada triunfais após as grandes vitórias militares...
Como Roma influenciou tantos povos e culturas, o seu carnaval foi exportado para grande parte do mundo, sendo celebrado em cada lugar com os estilos próprios dos povos que o incorporaram ao seu folclore local.
E no decorrer da historia, mesmo com o advento do Cristianismo, o Carnaval não foi abolido das celebrações anuais. Autoridades eclesiásticas de grande expressão como Tertuliano,Cipriano e Clemente de Roma se posicionaram contra tal costumes, mas mesmo assim o Carnaval continuou e chegou inclusive a ser incentivado e patrocinado pelo Papa Paulo II, pois em meados do século XV  durante seu pontificado, perto do seu palácio, na Via Lata, se celebrava os festejos carnavalescos com mascaras, corridas de cavalos, carros alegóricos e batalha de ovos, farinha e água entre os participantes!

O CARNAVAL É FESTA IDÓLATRA PARA dEUSES PAGÃOS

Uma séria razão para o cristão não participar do carnaval é devido a origem, essência e motivos antigos ou modernos dessa festa, pois antes de se tornar um folclore ela era feita para divindades pagãs, sendo essencialmente idolatra, e com motivações extremamente contrarias à conduta cristã. Uma simples avaliação dessa festa evidencia que sua celebração não é própria para quem conhece e serve ao senhor, pois ele diz em sua palavra...”todos os deuses dos povos não  passam de ídolos”, (Sl.96:5).Realmente, os povos criaram seus ídolos pagãos e alguns deles sendo servidos com o Carnaval. O cristão não pode se comportar assim.
Tristes são as referencias bíblicas, que descrevem as abominações praticadas pelo povo de Deus nessa área de festividade idólatras: ”... se mesclarem com as nações e lhes aprenderam as obras; deram culto a seus ídolos os quais se lhes converteram em laço”, “... com deuses estranhos o provocaram a zelos, com abominação O irritaram. Sacrifícios ofereceram... não a Deus”,(Sl.106:35-36; Dt.32:16-17). E o pior de tudo é que tais sacrifícios e cultos, segundo o senhor Deus, eram essencialmente para ‘demônios’, (Dt.32:17;Lv.17:7;Sl. 106:37; I Co.10:19-22).
O cristão não participa do carnaval pois não serve a ídolos, sendo assim fiel à ordem divina: “ Ao senhor teu Deus adorarás, e só a Ele darás culto”, (Mt.4:10).
O CRISTÃO É ALHEIO A DEUSES E COSTUMES PAGÃOS
O servo de Deus não se envolve com o paganismo, com seus deuses, crenças ou costumes. Sendo o Carnaval algo essencialmente pagão, por questão de amor e fidelidade ao senhor. O cristão é alheio a essa celebração. Ao se comportar assim, o cristão está obedecendo ao mandamento do senhor dado ao seu povo desde o passado em relação Às nações pagas da antiga Canaã: “Quando entrares na terra que o senhor teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos”, (Dt.18:9); “Guarda-te, que te não enlaces em imitálas...e que não indagues acerca de seus deuse, dizendo: assim como serviram estas nações aos seus deuses, do mesmo modo também farei eu “, (Dt.12:30). Os israelitas infelizmente imitavam os pagãos, pois Moisés quando este estava no monte para receber a lei, decidiram fazer um bezerro de ouro, oferecer sacrifícios e festejar com cânticos e danças, pois o povo “... assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se”,(Ex.32:1-8,18-21),ta como faziam os egípcios pagão com quem conviveram.Tempos depois, esse mesmo povo,agora já estabelecido na terra prometida, se rebela contra Deus, que os pune com o cativeiro, que segundo ele era porque”...seguiram ídolos e se tornaram vãos, e seguiram as nações que estavam em derredor deles, das quais o senhor lhes havia ordenado que não imitassem”,(II Rs.17:15). Na era apostólica, os moradores pagãos de listra, quando prepararam um verdadeiro Carnaval, foram advertidos por Paulo e Barnabé, no sentido de que toda expressão de culto à manifestação idólatra são “cousas vãs”, e que esses que assim se comportam devem se converter ao Deus vivo e Criador supremo.(At.14:13-15).
Portanto, o cristão é alheio ao Carnaval porque não imita os costumes dos que estão ao seu redor, sendo conhecendo do que o senhor abomina essas celebrações pagãs, e que na sua ira executa justo juízo sobre os que o trocam por ídolos pagãos e suas manifestações de culto ao festividades profanas.

O CARNAVAL É FESTA ESSENCIALMENTE CARNAL
Outra razão tem o servo de Deus para não participar do Carnaval: é porque tal festa é a grande celebração pecaminosa da carne. De todas as comemorações o Carnaval é a maior expressão de sensualidade profana, quando se dá vazão à  toda forma de manifestação carnal no que se refere ao erótico, bizarro e ridículo, promovendo assim a imoralidade e devassidão. É uma festa tão desregrada que os governos reconhecem a necessidade de conter a proliferação de doenças sexualmente transmissíveis, e também providencia meios de minimizar ou atender transtornos oriundos de desordens gerais ocorridas nessa comemoração. Todos os anos, após o Carnaval se contabiliza os tristes resultados conseqüentes dessa festa, quanto à toda sorte de prejuízos morais , sociais, físicos e financeiros, muitos dos quais sem possibilidade de serem reparados.
O cristão está no Espírito e não na carne, pois os que estão na carne não podem agradar a Deus,(Rm.8:8-9); e tem como ordens divinas: “Não ameis o mundo, nem as cousas que há no mundo... porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do pai, mas do mundo”, (I Jo.2:15-16). “E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as”, (Ef.5:11); “ ...nada disponhais para a carne, no tocante às suas concupiscência”,

Conclusão:

O carnaval é a grande festa da humanidade, sobressaindo às demais celebrações populares. Todos os anos é a comemoração tão espera e, independente de vises e dificuldades, é o festejo mais expressivo do ano. De origens tão remotas, influenciado pelas culturas mais diversas, tem se firmado como folclore vivo no decorrer da história. Celebrado originalmente para deuses da mitologia pagã ou como expressões dos apetites carnais, neste festim se extravasa as euforias ou desabafos populares das mais diversas formas. Visto por muitos como uma demonstração de alegria, é comemorado por todas classes sociais, tornando-se uma diversão comum a muitos povos.
Diante de tal realidade, o cristão avalia essa festa pelo prisma da verdade bíblica, e se posiciona como alheio a tal celebração, convicto de que sua conduta cristã não se harmoniza como Carnaval. Quem conhece, ama e serve a Deus, tem o discernimento espiritual para entender que o carnaval é festa profana e pagã, oriunda de homenagens a falsos deuse, e expressão dos sentimentos carnais contrários à boa conduta moral, pois nessa festa se extravasa toda as manifestações dos prazeres sensuais, uma promoção de imoralidade, como também se escarnece e ridiculariza tudo e todos.
O servo de Deus vive dentro de um contexto cultural e não é alguém alienado; porém aceita e vive somente aquilo que não contradiz a sua fé. Nesse particular do carnaval, a sua essência e pratica são muito mais que um simples folclore, e contraria completamente os princípios da fé e ética cristã, e o sevo de Deus não pode abrir mão desses princípios sagrados para se associar com tal celebração profana e inconveniente.
Deus deseja a santificação de cada um de nos seus servos, nos encaminhando às veredas da sua graça e conhecimento, e o Carnaval é, em sua essência e pratica, contrario a tudo isso, razão pela qual não somos participantes do mesmo. Tudo o que o Carnaval promove, oferece ou expressa, não serve para a vida cristã, antes, são coisas que reprovamos e das quais fugimos.
É assim que encaramos o Carnaval, como festa imprópria a todo aquele que se firma nos bons preceitos da vida cristã genuína e da moralidade séria, nobre e respeitável. E mais, devido a fascinação que temos por Jesus e gosto pela nova vida que dEle recebemos, as profanações e manifestações da natureza carnal não fazem mais parte da nossas conduta, que agora é pra servir ao senhor, e usufruir das maravilhas do seu reino.


Fonte: Livro Resposta da fé cristã (Rer :  Salvador Moisés da Fonseca)


 

Artigo

A CEIA DO SENHOR - I Co 11:23 -33

* Ao celebrar a ceia do Senhor, precisamos observar a expressão do texto, proferida por Jesus “fazei isto”.
* Pois percebemos que se trata de uma ordem, logo a ceia é uma ordenança e fica ainda mais evidente ser uma ordenança para a Igreja, quando Jesus repete a expressão “todas as vezes que” mostrando que este ato deveria ser parte de uma nova prática cristã.

I. A ceia é um memorial:
* A Bíblia não diz que o pão e o vinho se transformam no corpo e no sangue de Cristo na hora em que partilhamos.
* Jesus deixa claro que a ceia é um ato simbólico, “em memória de mim”.
* É um momento de recordação do que ele fez por nós, morrendo na cruz, para nos remir dos pecados.
* Ao participarmos da ceia estamos anunciando Jesus, sua vida, sua morte, sua vinda “até que venha”.

II. É uma Aliança:
* Os orientais davam muito valor às alianças, e as representavam.
* Quando Jesus institui exatamente o pão e o vinho como os elementos da ceia, ele sabia exatamente o que estava fazendo.
* Para os judeus, o pão e o vinho faziam parte de um ritual de aliança, de sangue, o mais alto nível de aliança que alguém poderia se submeter. Ao contrair uma aliança deste nível, as duas partes estavam declarando que misturavam suas vidas e tudo o que era de um passava a ser do outro e vice-versa.
* Por isso Jesus declarou na ceia que o cálice era a aliança no seu sangue , estabelecendo com isto um ritual de aliança.
* Vemos no Velho Testamento Abraão indo ao encontro de Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo, e levando pão e vinho. O que era isto? Um ritual de aliança.
* Quando tomamos a ceia juntos estamos reconhecendo que estamos aliançados com Cristo, e que nossas vidas estão misturadas uma com a outra.
* Na Igreja, no Grupo Familiar e no Discipulado. A ceia do Senhor é a comunhão dos aliançados.

III. A ceia do Senhor é um tempo para comunhão:
* Na Igreja primitiva era talvez chamada de “Ágapes” “Festa do Amor”.
* A expressão “corpo” que encontramos no ensino bíblico da ceia, reflete esta visão de unidade e comunhão.
* A mesa é um lugar de comunhão em praticamente quase todas as culturas e épocas, e a mesa do Senhor não deixa de ter também esta característica.

IV. Quem participa?
* Os que estão aliançados com Cristo pela fé nele.
* Pela confissão com lábios e fé no coração. Rm 10.
* O participante precisa estar aliançados com Cristo e com a vida espiritual em ordem.
* Não proibimos ninguém de participar da ceia, mas a Bíblia diz que cada pessoa julgue a si mesma “Examine-se a si mesmo”.
* Nem Judas Iscariotes em pecado e endemoninhado foi proibido por Jesus de participar da ceia. Lc 22.3,21.
* O que a Bíblia nos ensina é que cada pessoa deve fazer um auto-exame, “examine-se a si mesmo”, e não que seja examinado pelos outros.
* Portanto não examinemos ninguém, nem os proibamos, só instruímos. Se a pessoa insistir em participar de forma indigna colherá o julgo divino.

V. Onde devemos celebrar a ceia?
* Não há lugar determinado para se realizar a ceia, onde quer que estejam reunidos os cristãos ela pode ser celebrada.
* No livro de Atos, lemos que o pão era partido de casa em casa (Atos 2.46) o que nos deixa totalmente à vontade em relação a celebrá-la nos Grupos Familiares.
* Paulo também deixa claro que a ceia também era celebrada na Igreja “quando vos reunir na igreja..”, e “Se alguém tem fome coma a ceia” 1º Cor 11.18 e 34” revela que na cidade de Corinto a ceia era praticada também num lugar maior de reunião para toda a Igreja.
* Portanto, como nos reunimos no templo e nas casas, a semelhança dos dias do Novo Testamento, na visão de Grupos Familiares, devemos praticar a ceia do Senhor nos dois locais de reuniões, sendo que a maior incidência se da no templo quando reunimos todo o corpo local.

VI. Quando acontece?

* No nosso entendimento não há uma periodicidade definida pela Bíblia quanto à celebração da ceia, Jesus apenas disse: “Fazei isto, todas as vezes que o beberdes em memória de mim”.(1 Cor 11.2.56).
* Esta expressão “todas as vezes que” nos da liberdade de celebrarmos quando quisermos, mas sempre em memória do Senhor Jesus Cristo. Celebramos a ceia mensalmente na Igreja, e não temos periodicidade definida nas casas, talvez de 4 em 4 meses.

CONCLUSÃO:
Na igreja primitiva, quando celebrada nas casas, a ceia do Senhor era também chamada de Ágape ou Festa do Amor.
Os irmãos se reuniam para ter comunhão ao redor da mesa, onde tomavam suas refeições juntos e juntamente com as refeições celebravam a ceia do Senhor.


A doutrina da salvação pela fé

A doutrina da salvação pela fé em Cristo prova que o "livre-arbítrio" é falso. No trecho de Romanos 3.21-25. Paulo proclama com toda a confiança: "Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus. sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante o redenção que há em Cristo Jesus; a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé..." Essas palavras são quais raios contra a idéia do "livre-arbítrio". Paulo faz distinção entre a justiça conferida por Deus e a justiça que vem mediante a observância da lei. O "livre-arbítrio" só poderia ser uma realidade se o homem pudesse ser salvo mediante a observância da lei. Não obstante, Paulo demonstra claramente que somos salvos sem dependermos, em absoluto, das obras da lei. Sem importar o quando possamos imaginar um suposto "livre-arbítrio: capaz de praticar boas obras ou de tornar-nos bons cidadãos. Paulo continua asseverando que a justiça dada por Deus é de natureza inteiramente diferente. É impossível que o "livre-arbítrio" consiga resistir a assaltos de versículos como esses. Esses versículos desfecham ainda outro raio contra o "livre-arbítrio". Neles. Paulo traça uma linha distintiva entre os crentes e os incrédulos (Rm 3.22). Ninguém pode negar que o suposto poder do "livre-arbítrio" é bem diferente da fé em Jesus Cristo. Mas sem fé em Cristo, conforme Paulo esclarece, ninguém pode ser aceito por Deus. E se alguma coisa é inaceitável para Deus, então é pecado. Não pode ser algo neutro. Por conseguinte, o "livre-arbítrio", se existe, é pecado, visto que se opõe à fé e não redunda em glória a Deus. O trecho de Romanos 3.23 constitui-se em mais outro raio. Paulo não diz que todos pecaram, exceto aqueles que praticam boas obras mediante seu próprio "livre-arbítrio". Não há exceções. Se fosse possível nos tornarmos aceitáveis diante de Deus através do "livre-arbítrio", então Paulo seria um mentiroso. Ele deveria ter dado margem a exceções. No entanto, Paulo afirma, categoricamente, que em face do pecado ninguém pode realmente glorificar e agradar a Deus. Todo aquele que agrada ao Senhor deve saber que Deus está satisfeito com ele. Porém, a nossa experiência ensina-nos que coisa alguma em nós agrada a Deus. Pergunte àqueles que defendem o "livre-arbítrio" se existe neles alguma coisa que agrada a Deus. Eles serão forçados a admitir que não existe. E é isto que Paulo claramente afirma. Até mesmo aqueles que acreditam no "livre-arbítrio" precisam concordar comigo que não podem glorificar a Deus, contando apenas com os seus próprios recursos. A despeito do seu "livre-arbítrio", eles têm dúvida se podem agradar a Deus. Assim, eu provo, com base no testemunho da própria consciência deles, que o "livre-arbítrio" não agrada a Deus. Apesar de todos os seus esforços e de seu empenho, o "livre-arbítrio" é culpado do pecado de incredulidade. Portanto, vemos que a doutrina da salvação pela fé é completamente contrária a qualquer idéia de "livre-arbítrio".

Aqueda da graça

A QUEDA DA GRAÇA CONTRASTADA COM A PERSEVERANÇA DOS SANTOS

Arminianismo: aqueles que crêem e são verdadeiramente salvos, podem perder sua salvação por não guardar a sua fé. Nem todos os arminianianos concordam com este ponto. Alguns sustentam que os crentes estão eternamente seguros em Cristo; que o pecador, uma vez regenerado, nunca pode perder a sua salvação.

Calvinismo: todos aqueles que são escolhidos por Deus e a quem o Espírito concedeu a fé, são eternamente salvos. São mantidos na fé pelo poder do Deus Todos Poderosos e nele perseveram até. O fim.

Sumário dessas Posições :

De acordo com o Arminianismo: a salvação é realizada através da combinação de esforços de Deus (que toma a iniciativa) e do homem (que deve responder a essa iniciativa). A resposta do homem é o fator decisivo (determinante). Deus tem providenciado salvação para todos, mas Sua provisão só se torna efetiva (eficaz) para aqueles que, de sua própria e livre vontade, “escolhem” cooperar com Ele e aceitar sua oferta de graça. No ponto crucial, a vontade do homem desempenha um papel decisivo. Desta forma é o homem e não Deus, que determina quem será o recipiente do dom da salvação.

Esse era o sistema de doutrina apresentado na “ Remonstrance” (Representação) dos Arminianos e rejeitados pelo Sínodo de Dort em 1619,por não ser bíblico.

De acordo com o Calvinismo: a salvação é realizada pelo infinito poder do Deus Triuno. O pai escolheu um povo, o filho morreu por ele e o Espírito Santo torna a morte de Cristo eficaz para trazer os eleitos à fé e ao arrependimento, desse modo,fazendo os obedecer voluntariamente ao evangelho. Todo o processo (eleição,redenção,regeneração,etc) é obra de Deus e é operado tão somente pela graça. Desta forma, Deus e não o homem, determina quem serão os recipientes do dom da salvação.

Esse sistema de teologia foi reafirmado pelo Sínodo de Dort em 1619 como sendo a doutrina da salvação contida nas Escritura Sagradas. É o sistema apresentado na Confissão De Fé de westminster e em todas as Confissões Reformadas. Na época do Sínodo de Dort foi formulada em “cinco pontos” (em resposta aos cinco pontos submetidos pelos arminianos à Igreja da Holanda ) e têm sido, desde então , conhecidos como “os cinco pontos do Calvinismo”.

Rev: João Alves dos Santos.

 
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