quarta-feira, 6 de junho de 2018

Os Últimos Dias - David Chilton

Os Últimos Dias - David Chilton

Os Últimos Dias 

David Chilton 

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto


Como começamos a ver no capítulo precedente, 2 o período mencionado na Bíblia como “os últimos dias” (ou “último tempo” ou “última hora”) é o período entre o nascimento de Cristo e a destruição de Jerusalém. A Igreja primitiva estava vivendo no final da antiga era e o começo da nova. Todo esse período deve ser considerado como o tempo do primeiro advento de Cristo. Tanto no Antigo como no Novo Testamento, a destruição prometida de Jerusalém é considerada como um aspecto da obra de Cristo, intimamente associada com a sua obra de redenção. Sua vida, morte, ressurreição, ascensão, derramamento do Espírito e juízo sobre Jerusalém são todas partes de sua única obra de trazer o seu reino e criar seu novo templo (veja, por exemplo, como Daniel 9:24-27 relaciona a expiação com a destruição do templo).

Consideremos como a própria Bíblia usa essas expressões sobre o fim da era. Em 1 Timóteo 4:1-3, S. Paulo advertiu:

Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade.

Paulo estava falando sobre os “últimos tempos” que aconteceriam milhares de anos mais tarde? Por que advertir Timóteo de eventos que nem Timóteo, nem os tataranetos de Timóteo, e nem seus descendentes de cinqüenta gerações adiante jamais viveriam para ver? De fato, S. Paulo diz a Timóteo:

“Expondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido” (1 Timóteo 4:6).

Os membros da congregação de Timóteo precisavam saber sobre o que aconteceria nos “últimos tempos”, pois eles seriam pessoalmente afetados por aqueles eventos. Em particular, eles precisavam da certeza que a apostasia vindoura era parte do padrão geral de eventos que conduziriam ao fim da antiga ordem e o pleno estabelecimento do reino de Cristo. Como podemos ver em passagens tais como Colossenses 2:18-23, as “doutrinas de demônios” das quais S. Paulo advertiu estavam em voga durante o primeiro século. Os “últimos tempos” já estavam acontecendo. Isso é totalmente claro na última declaração de S. Paulo a Timóteo:

Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes. Pois entre estes se encontram os que penetram sorrateiramente nas casas e conseguem cativar mulherinhas sobrecarregadas de pecados, conduzidas de várias paixões, que aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade. E, do modo por que Janes e Jambres resistiram a Moisés, também estes resistem à verdade. São homens de todo corrompidos na mente, réprobos quanto à fé (2 Timóteo 3:1-8). 

As próprias coisas que S. Paulo disse que aconteceriam nos “últimos dias” estavam acontecendo enquanto ele escrevia, e ele estava simplesmente advertindo Timóteo acerca do que havia de esperar à medida que a era chegava ao seu clímax. O Anticristo estava começando a levantar sua cabeça.

Outros escritores do Novo Testamento compartilham essa perspectiva com S. Paulo. A carta aos Hebreus começa dizendo que Deus “nestes últimos dias, nos falou pelo Filho” (Hebreus 1:2); o escritor logo procede a mostrar que “agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado” (Hebreus 9:26). S. Pedro escreveu que Cristo foi “conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós que, por meio dele, tendes fé em Deus, o qual o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de sorte que a vossa fé e esperança estejam em Deus” (1 Pedro 1:20-21). O testemunho apostólico é inconfundivelmente claro: quando Cristo veio, os “últimos dias” chegaram com ele. Ele veio para iniciar a nova era do reino de Deus. A antiga estava desvanecendo, e seria totalmente abolida quando Deus destruísse o templo.

Desde o Pentecostes até o Holocausto 

No dia de Pentecostes, quando o Espírito tinha sido derramado e a comunidade cristã falou em outras línguas, S. Pedro declarou a interpretação bíblica do evento:

Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel: E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão. Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo (Atos 2:16-21).

Já vimos como o “sangue, fogo e vapor de fumaça” e os sinais no sol e luz foram cumpridos na destruição de Jerusalém. O que é crucial observar nesse ponto é a declaração precisa de S. Pedro de que os últimos dias tinham chegado. Contrário a algumas exposições modernas deste texto, S. Pedro não diz que os milagres de Pentecostes eram semelhantes ao que Joel profetizou, ou que eles eram algum tipo de “proto-cumprimento” da profecia de Joel; ele disse que isso era o cumprimento. “Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel”.3 Os últimos dias estavam presentes: o Espírito tinha sido derramado, o povo de Deus estava profetizando e falando em línguas, e Jerusalém seria destruída com fogo. As antigas profecias estavam sendo desveladas, e esta geração não passaria até que “todas estas coisas” fossem cumpridas. Portanto, S. Pedro urge aos seus ouvintes: “Salvaivos desta geração perversa” (Atos 2:40).

Nesse sentido, deveríamos observar a importância escatológica do dom de línguas. S. Paulo mostrou, em 1 Coríntios 14:21-22, que o milagre das línguas foi o cumprimento da profecia de Isaías contra o Israel rebelde. Porque o povo do pacto estava rejeitando sua clara revelação, Deus advertiu que seus profetas falariam a eles com línguas estrangeiras, com o expresso propósito de dar um último sinal ao Israel incrédulo durante os últimos dias antes do juízo:

Pelo que por lábios gaguejantes e por língua estranha falará o SENHOR a este povo... para que vão, e caiam para trás, e se quebrantem, se enlacem, e sejam presos. Ouvi, pois, a palavra do SENHOR, homens escarnecedores, que dominais este povo que está em Jerusalém. Porquanto dizeis: Fizemos aliança com a morte e com o além fizemos acordo; quando passar o dilúvio do açoite, não chegará a nós, porque, por nosso refúgio, temos a mentira e debaixo da falsidade nos temos escondido. Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu assentei em Sião uma pedra, pedra já provada, pedra preciosa, angular, solidamente assentada; aquele que crer não foge. Farei do juízo a régua e da justiça, o prumo; a saraiva varrerá o refúgio da mentira, e as águas arrastarão o esconderijo. A vossa aliança com a morte será anulada, e o vosso acordo com o além não subsistirá; e, quando o dilúvio do açoite passar, sereis esmagados por ele. Todas as vezes que passar, vos arrebatará, porque passará manhã após manhã, e todos os dias, e todas as noites; e será puro terror o só ouvir tal notícia (Isaías 28:11-19).

O milagre do Pentecostes foi uma mensagem espantosa para Israel. Eles sabiam o que isto significava. Era o sinal de Deus de que a Pedra Principal Angular tinha chegado, e que Israel tinha rejeitado-a para sua própria condenação (Mateus 21:42-44; 1 Pedro 2:6-8).

Era o sinal de juízo e reprovação, o sinal de que os apóstatas de Jerusalém estavam por “cair para trás, e se quebrantarem, se enlaçarem, e serem presos”. Os últimos dias de Israel tinham chegado: a antiga era estava no fim, e Jerusalém seria varrida num novo dilúvio, e abriria caminho para a Nova Criação de Deus. Como S. Paulo disse, o dom de línguas era “sinal não para os crentes, mas para os incrédulos” (1 Coríntios 14:22) – um sinal para os judeus incrédulos da aproximação da sua condenação.

A Igreja primitiva anelava a vinda da nova era. Eles sabiam que, com o fim visível do sistema do Antigo Pacto, a Igreja se manifestaria como o novo e verdadeiro templo; e a obra que Cristo veio realizar seria cumprida. Isso foi um aspecto importante da redenção, e os cristãos da primeira geração anelavam ver esse evento em seu próprio tempo de vida. Durante esse período de espera e severas provas, o apóstolo Pedro lhes assegurou que eles eram “guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo” (1 Pedro 1:5). Eles estavam no limiar do novo mundo.

Esperando o Fim 

Os apóstolos e os cristãos da primeira geração sabiam que estavam vivendo nos últimos dias da era do Antigo Pacto. Eles anelavam ver sua consumação e a plena iniciação da nova era. À medida que a era progredia e os “sinais do fim” aumentavam e se intensificavam, a Igreja podia ver que o Dia do Juízo estava se aproximando rapidamente; uma crise ameaça o futuro próximo, quando Cristo lhes libertaria “do presente século mau” (Gálatas 1:4, RC). As declarações dos apóstolos estavam cheias de atitude expectante, o conhecimento certo de que este evento momentoso estava sobre eles.

A espada da ira de Deus estava suspendida sobre Jerusalém, pronta para atacar a qualquer momento. Mas os cristãos não precisavam se assustar, pois a ira vindoura não se dirigia a eles, mas aos inimigos do Evangelho. S. Paulo urge aos Tessalonicenses “para aguardar dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura” (1Ts. 1:10). Ecoando as palavras de Jesus em Mateus 23-24, S. Paulo enfatizou que o julgamento iminente seria derramado sobre os “judeus, os quais não somente mataram o Senhor Jesus e os profetas, como também nos perseguiram, e não agradam a Deus, e são adversários de todos os homens, a ponto de nos impedirem de falar aos gentios para que estes sejam salvos, a fim de irem enchendo sempre a medida de seus pecados. A ira, porém, sobreveio contra eles, definitivamente” (1Ts. 2:14-16). Os cristãos tinham sido avisados de antemão e, portanto, estavam preparados, mas o Israel incrédulo seria pego desprevenido: 

Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa; porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas... porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo (1 Tessalonicenses 5:1-5, 9).

S. Paulo expandiu isso ainda mais em sua segunda carta à mesma igreja:

Se, de fato, é justo para com Deus que ele dê em paga tribulação aos que vos atribulam e a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder, quando vier para ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram, naquele dia (porquanto foi crido entre vós o nosso testemunho) (2 Tessalonicenses 1:6-10). 

Claramente, S. Paulo não está falando sobre a vinda final de Cristo no final do mundo, pois a “tribulação” e “vingança” vindoura estavam especificamente dirigidas aos perseguidores dos cristãos tessalonicenses da primeira geração. O dia de juízo vindouro não era algo que estava milhares de anos na frente. Ele estava perto – tão perto que eles poderiam vê-lo chegar. A maioria dos “sinais do fim” já estava presente, e os apóstolos inspirados encorajaram à Igreja a esperar o Fim a qualquer momento. S. Paulo urgiu os cristãos em Roma a perseverar no estilo de vida piedoso:

“E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos. Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz” (Romanos 13:11-12).

Assim como a antiga era tinha sido caracterizada pelo pecado, desespero e escravidão a Satanás, a nova era seria crescentemente caracterizada pela justiça e o governo universal do reino. Porque o período dos “últimos dias” também era o tempo quando o reino dos céus foi inaugurado na terra, quando o “Monte Santo” começou seu crescimento dinâmico e todas as nações começaram a fluir para a fé cristã, como os profetas tinha predito (veja Isaías 2:2-4; Miquéias 4:1-4).

Obviamente, ainda há uma grande quantidade de impiedade no mundo hoje, mas o Cristianismo tem ganhado as batalhas paulatina e constantemente desde os dias da Igreja primitiva; e à medida que os cristãos continuam a fazer guerra contra o inimigo, chegará o tempo quando os santos possuíram o reino (Daniel 7:22, 27).

Esse é o porquê S. Paulo pôde confortar os crentes assegurando-lhes que “perto está o Senhor” (Filipenses 4:5). De fato, o lema da Igreja primitiva (1 Coríntios 16:22) era Maranatha! O Senhor vem! Esperando ansioso a destruição vindoura de Jerusalém, o escritor aos Hebreus advertiu aos tentados a “regressar” ao judaísmo apóstata que a apostasia só lhes traria “certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários” (Hebreus 10:27).

Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo. Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo... Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará; todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma. Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma (Hebreus 10:30-31, 36-39).

Os demais autores do Novo Testamento escreveram em termos similares. Depois que S. Tiago advertiu aos incrédulos ricos que oprimiam os cristãos das misérias que estavam por vir sobre eles, acusando-os de ter desonestamente “acumulado tesouros nos últimos dias” (Tiago 5:1-6), ele encorajou aos cristãos que sofriam:

Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima. Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis que o juiz está às portas (Tiago 5:7-9).

O apóstolo Pedro, também, advertiu à Igreja que “o fim de todas as coisas está próximo” (1 Pedro 4:7), e encorajou-os a viver na expectativa diária do juízo que viria em sua geração:

Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando... Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus? (1 Pedro 4:12-13, 17).

Os cristãos primitivos tinham que suportar a perseguição severa nas mãos do Israel apóstata assim como a traição dos Anticristos que estavam no meio deles, e buscavam levar a Igreja à seita judaica. Porém, este período de tribulação e sofrimento ardente estava produzindo nos cristãos sua própria benção e santificação (Romanos 8:28-39); e, enquanto isso, a ira de Deus contra os perseguidores ia aumentando. Finalmente, o Fim chegou, e a ira de Deus foi liberada. Aqueles que haviam atribulado a Igreja foram lançados na maior Tribulação de todos os tempos. O maior inimigo da Igreja foi destruído, e jamais ameaçaria novamente sua vitória final.

Fonte: Capítulo 4 do excelente livro The Great Tribulation, de David Chilton.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Fim dos tempos ou fim do planeta terra?

Fim dos tempos ou fim do planeta terra?


E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo? Mateus 24:3

Os discípulos perguntaram a Jesus sobre o fim dos tempos em outras versões encontramos fim do mundo. Na verdade o Novo Testamento confirma que os cristãos do primeiro século estavam vivendo no final dos tempos não que indicasse um fim para o planeta terra, e sim eles estavam vivendo no fim da era da Antiga Aliança, que faleceu no ano 70 d.C!

É importante notar que em Mateus 24:3 a palavra mundo em muitas versões do texto É ENTENDIDA ENGANOSAMENTE! Na verdade a palavra grega aqui não é cosmos [mundo], mas aion, que significa tempo ou período de tempo marcado por sua característica moral e espiritual, época, idade, século ou idade. Os discípulos estavam perguntando sobre o fim desse tempo, não do mundo COMO SE ELES IMAGINASSEM QUE O PLANETA TERRA TIVESSE QUE UM DIA SER DESTRUÍDO....

Os autores do Novo Testamento disseram que estavam vivendo no final dos tempos; OU MELHOR NO FIM DA DISPENSAÇÃO DA LEI!(AION)

“E os que usam deste mundo (aion), como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa.” 1 Coríntios 7:31

Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos. (aion) 1 Coríntios 10:11

De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos (aion) uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. Hebreus 9:26

E edificou o seu santuário como altos palácios, como a terra, que fundou para sempre. Salmos 78:69

O SENHOR reina; está vestido de majestade. O SENHOR se revestiu e cingiu de poder; o mundo também está firmado, e não poderá vacilar.
Salmos 93:1

Lançou os fundamentos da terra; ela não vacilará em tempo algum. 
Salmos 104:5

A tua fidelidade dura de geração em geração; tu firmaste a terra, e ela permanece firme. Salmos 119:90

O teu reino é um reino eterno; o teu domínio dura em todas as gerações. Salmos 145:13

Louvai-o, céus dos céus, e as águas que estão sobre os céus. Louvem o nome do Senhor, pois mandou, e logo foram criados. E os confirmou eternamente para sempre, e lhes deu um decreto que não ultrapassarão. Salmos 148:4-6  

Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.
Eclesiastes 1:4

Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. Lucas 1:32-33

O seu nome permanecerá eternamente; o seu nome se irá propagando de pais a filhos enquanto o sol durar, e os homens serão abençoados nele; todas as nações lhe chamarão bem-aventurado. Bendito seja o Senhor Deus, o Deus de Israel, que só ele faz maravilhas.E bendito seja para sempre o seu nome glorioso; e encha-se toda a terra da sua glória. Amém e Amém. Salmos 72:17-19

A esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém. Efésios 3:21

A terra não será destruída, ela será renovada!

"Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus.
Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou,
Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.
E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo." Romanos 8:19-23

"Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados;
Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade.
E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória." 
1 Coríntios 15:51-54

Assim como aguardamos um corpo revestido de incorruptibilidade, a criação também será revestida de incorruptibilidade.

É importante também informar que os escritos do novo testamento foram feitos antes de 70 d.C. O livro de Apocalipse o último livro, foi inscrito entre 64 d.C a 68 d.C. Por tanto todas as referencias que vemos no N.T a respeito do fim, condiz não ao planeta terra e sim ao tempo de sistemas de coisas, a antiga dispensação, o pacto de justificação pelas obras da lei.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

A DATA DO APOCALIPSE.

A Data do Apocalipse.
Uma das disputas sobre o livro do Apocalipse é com relação a data de sua escrita. Segundo Kenneth L. Gentry, Jr., “as principais visões sustentadas pelos eruditos do Novo Testamento são:
(1) A visão da data antiga, que mantém que João escreveu o Apocalipse antes de agosto do ano 70 d.C., quando houve a destruição do templo.
(2) A visão da data mais recente, que argumenta que João compôs sua obra por volta de 95-96 d.C., nos últimos dias do principado de Domiciano César, que foi assassinado em 18 de setembro de 96 d.C.”.3
Ainda de acordo com Kenneth L. Gentry, “por muito tempo, os comentários populares têm posto de lado a evidência para a data antiga de Apocalipse. A despeito da opinião majoritária dos estudiosos atuais, a evidência de uma data antiga para Apocalipse é clara e convincente”.4
A datação do livro do Apocalipse é muito importante em como o livro pode ser interpretado. Sobre a questão da data, o “autor Milton Terry descreve sucintamente a importância de lidar com o momento exato da escrita do Apocalipse, dizendo: “A grande importância da determinação do ponto de vista histórico de um autor é notavelmente
ilustrada pela controvérsia sobre a data do Apocalipse de João. Se esse livro profético foi escrito antes da destruição de Jerusalém, uma série de suas alusões particulares devem mais naturalmente ser entendida como referindo-se a essa cidade e sua queda. Se, no entanto, foi escrito no final do reinado de Domiciano (cerca de 96 AD), como muitos acreditavam, é necessário um outro sistema de interpretação para explicar as alusões históricas”.5
A Evidência Externa____________________
Neste tópico vou tratar da evidência externa da data do Apocalipse. Vários pais da igreja afirmam que João escreveu o Apocalipse durante o reinado de Domiciano. Estariam eles certos ou seria possível estarem todos equivocados? Para tal análise, vamos ver em que Eusébio de Cesaréia, São Jerônimo, Sulpício Severo, Hipólito de Roma, Vitorino e Tertuliano se basearam para fazer afirmações de que João escreveu o Apocalipse no tempo de Domiciano.
Na verdade, toda a base para essa posição dos pais da igreja vieram do comentário de uma pessoa, Irineu, bispo de Lyon, na França que viveu aproximadamente entre 130 a 200 d.C. Irineu disse o seguinte: “Se fosse necessário ter seu nome distintamente anunciado no presente tempo, sem dúvida teria sido anunciado por aquele que viu o Apocalipse; pois não foi muito antes disto que ele foi visto, mas quase em sua própria geração, nos fins do reinado de Domiciano”.6
Segundo “à declaração acima, estudiosos têm reconhecido que não é possível determinar se Ireneu queria dizer que João foi visto pelo tutor de Ireneu, Policarpo, ou se “o Apocalipse foi visto nos fins do reinado de Domiciano”. Tal ambigüidade destrói este argumento como evidência. Mesmo Eusébio, que registrou essa declaração, duvidava que João, o apóstolo, tinha escrito do livro de Apocalipse. O ponto aqui é o seguinte: se a declaração não foi forte o suficiente para convencer Eusébio que João tinha sequer escrito Apocalipse,
por que muitos pensam hoje que ela é forte o suficiente para convencer a alguém que o apóstolo viu tal livro durante o reinado de Domiciano (95 d.C.)? O mínimo que se pode dizer é que esse argumento é fraco.
Outros que comentam sobre a declaração dizem: “Sua citação (de Eusébio) nem sequer menciona ‘a escrita’ de Apocalipse, mas refere-se somente ao tempo quando certas pessoas anônimas alegavam ter visto o apóstolo ou a profecia, ninguém sabendo qual. Isso não prova nada. E mais: isso se ele quis dizer que o Apocalipse foi visto, e se o que estava originalmente contido na citação pudesse ter referência à tradução grega, se é que de fato referia-se ao Apocalipse. Aí vai se embora o caso todo para a data mais antiga (Commentary on Revelation, Burton Coffman, p 4).7
O testemunho de Irineu é confiável? Não! Como toda fonte fora da Bíblia o testemunho de Irineu carece de confiança. Veja, por exemplo, o que o mesmo Irineu disse a respeito da idade de Jesus:
“...mas a idade de 30 anos é a primeira da mente de um jovem, e que essa alcança até mesmo os quarenta anos, todo o mundo concordará: mas após os quarenta e cinqüenta anos, começa a se aproximar da idade velha: na qual o nosso Senhor estava quando ensinou, como o Evangelho e todos os Anciãos testemunham…” (Citado em Before Jerusalem Fell, Kenneth L. Gentry, p. 63). Podemos confiar no testemunho de um homem que diz que Jesus ensinou por 15 anos e que tinha cinqüenta anos de idade quando morreu? Todavia, basicamente existe apenas o seu testemunho para a data mais antiga! O “tirano” e a Data do Apocalipse_________
Uma outra questão externa sobre a data do Apocalipse é com relação ao “tirano” citado em alguns documentos antigos. Quem seria ele? Se ele foi Domiciano, então há fortes argumentos de que o Apocalipse foi escrito tardiamente, bem depois do ano 70 d.C.
Sobre este assunto a Tekton Apologetics nos dá algumas informações:
“Bem no mínimo, a evidência de Ireneu é ambígua e aberta a interpretações. Mas temos de alguma maneira uma afirmação mais clara e convincente de Clemente de Alexandria (189-215), escrito logo após Ireneu. Acerca de João ele afirma:
“Quando após a morte do tirano ele se retirou da ilha de Patmos para Éfeso, ele costumava viajar a pedido para os distritos vizinhos dos gentios, em alguns lugares para apontar bispos, em outros para regular igrejas inteiras…”.
O argumento aqui torna-se o que parece ser um descritor ambíguo – “o tirano”. De um lado está Nero; do outro está Domiciano.
Quem merece melhor o título? Sem dúvida, é Nero – de fato, temos clara evidência que ele foi chamado por este nome:
Apolônio de Tiana diretamente diz de Nero, que ele era “comumente chamado Tirano” (e também se refere a ele como “besta”!)
Nero se encaixa na definição de tirânico com uma certeza: Ele “pôs para a morte muitos inocentes” (Tácito); “destruidor da raça humana, veneno do mundo” (Plínio, o Ancião); “natureza cruel” (Tácito); “crueldade de disposição” (Suetônio); “cruel e sanguinário tirano” (Juvenal). Ele cometeu atos de perversidade e atrocidade tão nojentos que não os imprimiremos aqui. Nero foi pesadamente ridicularizado e odiado em trabalhos posteriores como um cruel e vingativo líder, e foi amplamente reconhecido como o primeiro imperador a perseguir cristãos. “Mas bem, Domiciano não foi também um tirano? Ele também não perseguiu cristãos?” Sobre o último, não é tão claro se Domiciano agia para cristãos como ele agia para qualquer um que o incomodasse, o que algumas vezes ocorria a cristãos próximos a ele – não existe evidência de uma perseguição
geral em volta do seu reinado. Significantemente, cristãos posteriores falavam de Domiciano em termos de Nero – não vice-versa.
Sobre ser tirano, deixe Suetônio (Os Doze Césares) contar a história. Domiciano não foi um cara legal, mas chamá-lo de tirano seria gastar uma palavra sem necessidade quando existe mais alguém que a mereça melhor…
Nero encontrou diversões em todas as formas de perversões e perseguiu e matou muitos inocentes. As atividades favoritas de Domiciano eram sexo recreacional, jogos de dados, caminhadas, e atirar canetas em insetos (no qual ele gastava horas nos primeiros anos de seu reinado). Um de seus últimos projetos, enquanto ele ficava careca, foi um livro sobre cuidados capilares.
Mais tarde em seu reinado Domiciano fez alguns atos irracionais de relevância – executar um garoto porque ele parecia e atuava como um ator que ele não gostava; teve um autor executado, e seus escravos secretariais crucificados, para colocar algumas alusões em uma obra literária; colocou senadores à morte por conspiração; pôs outra pessoa à morte por querer celebrar o aniversário de um imperador anterior. Tempo mais tarde Domiciano inventou uma nova forma de tortura. Suas várias irracionalidades o fizeram odiado e temido em todo lugar. Mas ele nunca chegou ao nível de crueldade e irracionalidade que Nero chegou.
Como o público em geral reagiu às suas mortes? Com Nero houve “generalizado e amplo regozijo” dado que os “cidadãos correram pelas ruas vestindo capas de liberdade”. Algumas pessoas esquisitas ainda apoiavam Nero, mas não muitos. Por outro lado, na morte de Domiciano, o público em geral “recebeu a notícia… com indiferença”, apesar de os militares estarem descontentes e os senadores de Roma estarem felizes.
Obviamente, alguém poderia justificadamente chamar ou Nero ou Domiciano de tirano. Mas concordo com os escritores patrísticos que descreveram Domiciano em termos de Nero. Por comparação
Domiciano era um “aspirante a tirano” e as referências de Clemente fazem bem mais sentido se aplicadas a Nero (especialmente como a real palavra “tirano” foi usada sobre ele na literatura).
No mesmo passe, as atividades que Clemente atribui a João – percorrer toda a Ásia, montado a cavalo atrás de um líder apóstata – fazem mais sentido se atribuídas a um homem em seus 50 ou 60 anos do que fariam a um homem em seus 90 ou 100.
Finalmente, em outro lugar Clemente afirma que o ensino dos apóstolos foi completado nos tempos de Nero.
Gentry oferece outras evidências externas, algumas delas equívocas. O que permanece como sendo as mais convincentes e relevantes pontos são:
Orígenes (185-254) se refere a João como condenado a Patmos pelo “rei dos romanos”. Os imperadores julianos, dos quais Nero foi o último antes dos generais tomarem o título de César, foi o último a ser saudado por este título.
Um dos poucos advogados claros de uma datação domiciânica é Victorinus (304 AD) que se refere a João sendo sentenciado a ir a Patmos, trabalhar nas minas, por Domiciano. Gentry aponta que isto seria esquisito para João, na idade de 90 a 100 anos, sobreviver à jornada para ser julgado, o açoitamento público, e as chicotadas nas minas, e então seguisse para mais trabalho na Ásia. [...]
Os Atos de João reportam que João de fato foi exilado sob Domiciano, mas a razão dada para o exílio foi que Domiciano ouviu sobre a influência de João, e de seu ensino ele espalhou pela Roma deveria ser arrancado e destruído. Por causa disso ele foi mandado para Patmos. Gentry nota que [...] o ensino descrito casa com o que é encontrado em Revelação [ou Apocalipse] e sugere [...] que João pode ter sido exilado mais de uma vez, a primeira sob Nero.
Eusébio é uma das mais fortes testemunhas domiciânicas, como ele nota que João foi condenado a Patmos, apesar de que ele não estabelece diretamente que este é o tempo que João escreveu Revelação (pois de fato ele nem pensa que João escreveu Revelação afinal!), e ele claramente depende de Ireneu.
Eusébio também fornece dados contraditórios: em um lugar ele fala do exílio de João sob Domiciano, mas em outros lugares “fala da execução de Pedro e Paulo na mesma sentença com o banimento de João”, sugerindo uma data neroniana. (Um duplo exílio resolveria o assunto [...]
Epifânio (315-403) coloca o banimento de João sob Cláudio e afirma que foi ali que ele escreveu Revelação. Alguns sugerem que ele está confundindo Cláudio com Nero, porque um dos nomes secundários de Nero era Cláudio. Jerônimo (340-420) afirma diretamente que João escreveu Revelação enquanto sob o exílio nos tempos de Domiciano. A História Siríaca de João afirma diretamente que João foi exilado sob Nero, e as duas versões siríacas de Revelação (600 AD) e seu título dizem que João fora banido por Nero.
André de Capadócia (sexto século) claramente apóia uma data domiciânica, mas reconhece em um comentário de Revelação que existem diversos comentaristas em seu tempo que discordam e preferem uma datação nerônica. Um deles era Aretas, um contemporâneo.
No mínimo, a evidência externa para a datação de Revelação9 é equívoca. Mas o peso detalhado das mais antigas testemunhas claras lançam o veredicto ligeiramente para uma data mais antiga”.10
Um dos motivos pelos quais é defendido uma data recente para a escrita do Apocalipse, é o liberalismo. Segundo Gentry, “à medida que o liberalismo cresceu nos anos de 1800, houve uma considerável pressão para determinar datas mais recentes para muitos dos livros do Novo Testamento. Isso fortaleceu o argumento dos liberais que os redatores tinham adicionado, modificado ou deletado porções da Bíblia. Contudo, no final dos anos 1800, a evidência para uma data mais antiga do Apocalipse foi considerada tão convincente que a grande maioria dos eruditos favoreceram uma data antiga. Desde então, contudo, a opinião tem mudado para uma data mais recente com pouca razão aparente para fazê-lo”.11 Antipas e a Data do Apocalipse___________
“Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás, e que conservas o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha testemunha, meu fiel, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita”. (Apocalipse 2.13) A figura do mártir cristão Antipas também é usada como prova de que o Apocalipse foi escrito no final do reinado de Domiciano, em 95 d.C. Veja o que um defensor desta idéia escreveu: ““Ok” – você pode pensar – “mas como este versículo [Apocalipse 2.13] prova que o Apocalipse não foi escrito antes de 70 d.C”? Isso nós descobrimos quando analisamos a época que este mártir da Ásia, Antipas, foi morto. Aqui João está escrevendo cartas direcionadas às sete igrejas da Ásia. Essa carta foi direcionada aos cristãos de Pérgamo. Nela, João faz menção de um acontecimento passado que certamente ainda estaria conservado na mente dos cristãos daquela cidade, que foi o martírio de um de seus maiores líderes, Antipas, que foi bispo da cidade de Pérgamo. Acontece que, se João escreveu antes de 70 d.C e relata a morte que já tinha acontecido de Antipas, isso significa obrigatoriamente que – de acordo com a datação preterista – esse Antipas tem que ter morrido antes de 70 d.C, evidentemente. Porém, a tradição histórica da Igreja em seu testemunho unânime (inclusive por fontes católicas)
em uma só voz proclama que Antipas foi martirizado durante o reinado de Domiciano, e não de Nero! Aqui nós temos que fazer uma pequena pausa para uma observação histórica. Se João escreveu antes de 70 d.C, então ele escreveu na época do imperador romano Nero, que reinou em Roma entre 13 de Outubro de 54 até 9 de Junho de 68. Porém, ele relata o martírio de Antipas que havia ocorrido alguns anos antes. Portanto, Antipas deve, pela lógica preterista, ter sofrido o martírio durante o reinado de Nero. Entretanto, o que vemos é que o consenso unânime entre os Pais da Igreja, os Doutores da Igreja Católica e os historiadores, conforme a tradição da Igreja, é que Antipas não foi martirizado durante o reinado de Nero, mas sim de Domiciano.
Ora, Domiciano reinou em Roma entre 14 de Setembro de 81 até 18 de Setembro de 96. Portanto, se Antipas morreu durante o reinado de Domiciano e João escreveu o Apocalipse depois disso (citando a morte de Antipas que já tinha ocorrido), então logicamente João escreveu bem depois de 70 d.C! Ele necessariamente escreveu depois de 81 d.C, quando Domiciano começou a reinar em Roma, perseguir os cristãos e matar Antipas. As provas disso são abundantes, tanto em fontes evangélicas, como também em fontes da Igreja Ortodoxa e da Igreja Romana”.12
Esta citação acima tem pelo menos dois equívocos, são eles:
1º - Sobre Antipas ser líder e bispo da cidade de Pérgamo;
2º - Basear-se na tradição da igreja católica.A verdade é que Apocalipse 2.13 nada fala sobre Antipas ter sido líder ou bispo de Pérgamo. Apenas diz: “minha testemunha, meu fiel”.
O martírio de Antipas como bispo de Pérgamo é coisa da TRADIÇÃO católica romana e Ortodoxa, e também de alguns evangélicos equivocados. Tenho achado muito interessante como a tradição católica tem tido valor quando é de interesse para alguns. Se for para aceitar a tradição católica, porque não à aceitamos por inteira (inclusive naqueles equívocos históricos e doutrinários)? A tradição é falha como toda fonte extra-bíblica (ver Mateus 15.3, 6). Devemos unicamente ter a Palavra de Deus como nosso guia. Aliás, perdemos muito tempo com a questão da data do Apocalipse justamente por causa dos falsos sistemas que ficam disputando sobre ela. De outra forma, jamais deveríamos perder tanto tempo falando sobre a data do Apocalipse uma vez que os cristãos do primeiro século não agiram assim. A Escritura Sagrada por si só é SUFICIENTE e SEGURA para dizer quando o Apocalipse foi escrito.
No entanto, as provas fora da Escritura a respeito de Antipas são tão falhas, que existem até mesmo controvérsias sobre quem foi ele. Por exemplo, se buscarmos informações sobre Antipas na wikipédia em inglês veremos que não existe certeza se o São Antipas martirizado durante o reinado de Domiciano, seria o mesmo de Apocalipse 2.13. Observe o que esta enciclopédia diz:
“Muitas tradições cristãs acreditam que São Antipas seja o Antipas que se refere o Livro do Apocalipse (Apocalipse 213) como o "fiel testemunha" de Pérgamo", onde Satanás habita". De acordo com a tradição cristã, o apóstolo João havia ordenado Antipas como bispo de Pérgamo durante o reinado do imperador romano Domiciano. O relato tradicional continua dizendo que Antipas foi martirizado em 92 AD...”.13 (o grifo é meu)
Veja o que diz outra fonte sobre Antipas: “Enquanto Antipas foi martirizado no final da vida do apóstolo João, muito pouco mais se sabe factualmente sobre Antipas a partir de fontes históricas respeitadas.
No entanto, as tradições de origem dentro da Igreja Cristã Ortodoxa, em torno e depois 1000 d.C., pintam um quadro mais completo que só se pode acreditar neles como factual.
Os Antipas tradicionais (possivelmente fictícios) tinham fama de ser o bispo da igreja cristã em Pérgamo, e que ele foi martirizado por sua fé por causa de seu fiel testemunho consistente em face de todo o mal satânicos ali presentes”.14 (o grifo é meu)
Na verdade - como deu para notar até agora - são as tradições que associam São Antipas ao Antipas descrito em Apocalipse 2.13. A situação fica mais obscura ainda quando levamos em conta que naquela época o nome Antipas era comum o suficiente para não podermos ter a certeza se temos o direito de associá-lo com São Antipas, morto no durante o tempo de Domiciano. Considere, por exemplo, que até mesmo existe um debate sobre se o João que escreveu o Apocalipse (Apocalipse 1:9) seria o mesmo João dos evangelhos (lembrando também que João era um nome comum naqueles dias). Por outro lado, o nome Antipas pode ser simbólico apenas. Segundo Edmilson Silva em seu comentário sobre as sete igrejas “a palavra “Antipas” vem de “Ant” que quer dizer “contra” e “pas” que quer dizer “tudo”. Logo, Antipas quer dizer “contra tudo”. Este nome deveria fazer a igreja de Pérgamo se lembrar que, uma vez que eles habitavam no lugar em que estava o trono de satanás, eles deveriam ser “Antipas”, contra tudo”.15 Para finalizar, cito as palavras do grande estudioso do Apocalipse, Ralph E. Bass, Jr. Ele escreveu:
“Nós não sabemos nada sobre Antipas (2:13), além do que nos é dito no versículo 13. O que nos é dito pelo Rei da Glória é que ele era fiel de Cristo (2:13), um grande elogio de fato. Quem o matou e por quê, não nos é dito. Como era tão frequentemente o caso, no entanto, podemos supor que foi por aprovação do governo, se não por ação do governo. Historicamente, os dois grandes inimigos do cristianismo do primeiro século foram o judaísmo e o estatismo humanista”.16
Você prefere se apoiar na tradição ou no que a Bíblia nos diz sobre Antipas?

APRESENTAÇÃO SOBRE O LIVRO DE APOCALIPSE.


APRESENTAÇÃO SOBRE O LIVRO DE APOCALIPSE.O livro do Apocalipse tem despertado à atenção e a curiosidade dos cristãos ao longo das eras. Sua linguagem altamente simbólica tem sido um enigma para muitos crentes e descrentes. Além disto, o livro do Apocalipse tem sido alvo de diversas distorções e gravíssimos erros de interpretação, pois muitas pessoas - senão a maioria - procuram nele por explosões atômicas, implantes de chips (suposta marca da besta), aviões de guerra etc., ou seja, transformaram o Apocalipse num verdadeiro filme “guerra nas estrelas”.
Mas, o propósito do livro do Apocalipse não é mostrar um cenário futurista de ficção e fantasia conforme à imaginação de alguns. O Apocalipse também não é um livro enigmático como os escritos de Nostradamus. O Apocalipse foi escrito para às sete igrejas da Ásia no primeiro século. Sua mensagem foi transmitida de maneira simbólica, por causa do clima de perseguição. Uma vez que foi escrito para aqueles leitores do primeiro século, é de se supor que eles tenham entendido o livro do Apocalipse, pois às sete igrejas da Ásia eram compostas de crentes judeus. Aqui está um dos grandes segredos para se entender o Apocalipse, pois segundo Hank Hanegraaff “o real decodificador para o apocalipse [...] é o Antigo Testamento. Na verdade, mais de dois terços (2/3) dos quatrocentos e quatro (404) versículos de Apocalipse aludem a passagens do Antigo Testamento. A razão pela qual freqüentemente não vemos nelas nem pé nem cabeça, é que não aprendemos suficientemente a ler a Bíblia da forma como ela merece.
Quando nossas interpretações estão presas às sensações mais quentes, e não à Sagrada Escritura, não somos capazes de captar nada – e geralmente erramos o alvo”.1
A regra da interpretação bíblica diz que são as passagens claras das Escrituras que devem lançar luz sobre as passagens obscuras. Assim, aliados ao conhecimento do Antigo e Novo Testamentos, seremos capazes de interpretar corretamente o livro do Apocalipse. Outro fator que ajuda complicar mais ainda o entendimento sobre o Apocalipse é o fato de que qualquer livro quando retirado de seu contexto original, automaticamente torna-se difícil de entender. De todos os livros da Bíblia nenhum outro foi mais removido de seu contexto histórico do que o livro do Apocalipse.
Portanto, resolvi escrever este ebook pensando nas dificuldades que muitos leitores têm em relação à interpretação do Apocalipse e também para combater as ficções e fantasias em torno do mesmo. Quero também que fique claro que todo o comentário feito neste ebook, não se constitui em uma interpretação nova ou arbitrária. Estou seguindo o mesmo padrão que os primeiros leitores do Apocalipse tiveram no primeiro século, ou seja, comparando Escritura com Escritura para lançar luz nas passagens mais obscuras. Não poderia finalizar esta apresentação sem antes agradecer aos irmãos Ralph E. Bass, Jr, Hermes C. Fernandes, Gary DeMar e tantos outros que disponibilizam seus textos na internet. Sem eles não seria possível a escrita deste ebook. Este trabalho foi inspirado e usa como texto base o trabalho desses irmãos. Tenho certeza que meus leitores terão em mãos uma obra inédita que faltava em língua portuguesa, e que causará muitas revoluções na maneira como a escatologia bíblica tem sido vista atualmente.

terça-feira, 22 de maio de 2018

As Duas Testemunhas e a Sétima Trombeta

As Duas Testemunhas e a Sétima Trombeta
“Foi-me dado um caniço semelhante a uma vara, e também me foi dito: Dispõe-te e mede o santuário de Deus, o
seu altar e os que naquele adoram...”. (Apocalipse11.1)
Este versículo é a prova de que o Apocalipse foi
Escrito antes da queda do templo de Jerusalém no ano 70 d.C.
Se a João é dito para medir o santuário é porque o mesmo
ainda estava de pé. Com base nesse versículo os dispensacionalistas afirmam que o templo de
Salomão será reconstruído no futuro. Não existe sequer uma
passagem em toda a Bíblia que sugira que o templo
de Jerusalém será reconstruído no futuro. Pode até ser que os judeus consigam reconstruí-lo, mas isto não seria cumprimento da profecia bíblica. Alguém poderá citar 2ª Tessalonicenses 2.1-
4 como prova de que no futuro o
templo será reconstruído e ocupado pelo Anticristo.
Veja o referido texto abaixo: “Irmãos, no que diz respeito
à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer
por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor.
Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não
acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto
de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus”.Para começo de conversa essa “vinda”de Cristo, “à nossa reunião com ele”
e o chamado “Dia do Senhor”foram eventos que
ocorreram no primeiro século, na geração dos discípulos. A“ vinda” de Cristo aqui descrita é a vinda em julgamento contra Jerusalém. A nossa reunião com ele é descrita em Mateus 24.31:“E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de
trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus”
.(o grifo é meu)Este versículo se baseia no imaginário do Antigo Testamento simbolizando a grande obra que estava prestes a ter início que é justamente o grande
ajuntamento do povo de Deus em uma nova
nação. Se a “vinda” descrita por Paulo era de fato o arrebatamento, porque razão os tessalonicenses estavam preocupados sobre a possibilidade de esse dia haver
chegado?E para fechar com chave de ouro
os versículos seguintes de 2ª Tessalonicenses 2 mostram
claramente que o “homem da iniqüidade” que haveria de assentar-se no santuário de Deus, foi um personagem
que estava vivo naquela ocasião, no primeiro século da era cristã, veja:“Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava dizer-vos estas coisas?E, AGORA, sabeis
o que o detém, para que ele seja revelado somente em ocasião própria.Com efeito, o mistério da iniqüidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que AGORA o detém;
então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda”.(2ª Tessalonicenses 2.5-8 –
o grifo é meu) Enquanto os dispensacionalistas discutem sobre quem é “aquele” detém o homem da iniqüidade, Paulo deixou claro que os tessalonicenses sabiam quem era. E, pior, a palavra “agora” é repetida duas vezes, provando assim que o homem da iniqüidade era alguém contemporâneo dos tessalonicenses. Diante de evidências tão simples, claras e objetivas, o grave problema que vejo no dispensacionalismo é que muitos de seus adeptos contornamos sentido claro das Escrituras apelando para especulações proféticas.
Muitos em suas apelações vão perguntar sobre quem foi, então, que era o homem da iniqüidade, qual base histórica
para identificá-lo etc. Tenho visto muito sobre isto!Identificar e situar historicamente o homem da iniqüidade não é o
problema. Tenho excelentes estudos que mostram a questão sobre vários ângulos. O que me incomoda é a leitura superficial do texto bíblico. Mesmo que não tivéssemos as obras do
historiador Flávio Josefo,e de nenhum historiador daquela época, deveríamos ficar agarrados ao texto da Escritura, ainda que sem evidências externas.
Está faltando mais respeito para com a Palavra de Deus
por parte de muitos.Os “dispensacionalistas reconhecem que deve haver um templo para que esta passagem [de Apocalipse 11.1] seja cumprida. Já que atualmente não há um, ele será reconstruído em breve [segundo eles]. Mas o pensamento aqui [em Apocalipse11.1] é o seguinte: esta passagem se cumpre na destruição do Templo no ano 70 d.C.!”1Apocalipse capítulo
11 ensina claramente que o templo será destruído durante a Grande Tribulação. Mas, o“Dispensacionalismo ensina-nos que haverá um templo durante o Milênio, que vem depois da
Grande Tribulação; o que significa que deve haver
dois templos reconstruídos, um reconstruído para ser destruído na Grande Tribulação e outro para a vinda do Milênio. Na verdade, eu nunca ouvi uma nota dispensacionalista assegurar
este ponto reconhecendo que sua teologia não abre
espaço para apenas um templo reconstruído, mas para dois!”
O fato é que o Dispensacionalismo é um sistema
recente com quase dois séculos de existência. Esse ensino foi ignorado durante os primeiros dezoito séculos da igreja cristã. Não é porque uma doutrina seja recente que poderia ser falsa,mas o Dispensacionalismo deixa
muito a desejar e ultrapassa o que está escrito
na Bíblia. O Dispensacionalismo é o causador de uma verdadeira confusão teológica, pois muitos autores dispensacionalistas listam até 22 eventos
separados sobre a vinda de Cristo e utilizam quadros
complicados para explicarem sua doutrina. Segundo
o reverendoD. H. Kuiper alguns dispensacionalistas ensinam sobre “sete dispensações, oito pactos, duas
segundas vindas, três ou quatro ressurreições, e pelo menos quatro julgamentos. É difícil conceber isto como sendo o ensino da Bíblia, que foi escrita numa linguagem
simples para pessoas simples; sim, para crianças”.3Por isto, devemos nos agarrar sempre a não complicada e clara Palavra de Deus, para obter luz nesses assuntos.Sobre “medir”
o santuário de Deus “João aqui não oferece detalhes, mas nos lembra da medição do templo em Ezequiel 40-42”.4Devemos observar “a importância das mensagens dos profetas
em relação ao cumprimento do mistério de Deus, notando que o contexto de Ezequiel 37-39 mostra o domínio do Messias sobre as nações. Em Ezequiel 40-42, o profeta assiste enquanto um homem mede o templo. A visão de Ezequiel mostra o povo de Deus
restaurado à glória e à proteção de Deus, o qual volta ao templo no capítulo 43.Zacarias 2:1-5 apresenta outra visão de medição, esta vez de Jerusalém. Como nos intervalos do Apocalipse, o propósito da visão de Zacarias é assegurar os fiéis da proteção divina: “Pois eu lhe serei,
diz o SENHOR, um muro de fogo em redor e eu mesmo serei, no meio dela, a sua glória” (Zacarias 2:5).
Ao ouvir a ordem para medir o santuário, João e seus leitores, sem dúvida, lembrariam dessas passagens proféticas e do consolo que oferecem aos servos do Senhor”.5O “objetivo p
ara medir o templo de Deus (11:1) foi para designar qual parte e rapara a preservação. Como Milligan diz: “...medir
expressa o pensamento de conservação, não de destruição”.
Embora o templo propriamente dito fosse bastante pequeno, o complexo do templo era muito grande. Apenas no templo, o que consiste no lugar santo e no santo dos santos, é o que está sendo medido simbolicamente para a proteção. E não é só o templo que está sendo medido, mas aqueles que adoram lá também. Como Carrington diz: “...ele só pode representar o corpo dos verdadeiros crentes que formam o templo espiritual onde Deus habita. Enquanto o pátio externo estão os judeus não-cristãos que serão“ entregues”ao poder dos gentios”.
Esta medida simbólica é para determinar que “
mede-se”no padrão de Deus. Na verdade, todo o templo foi destruído, não apenas o pátio dos gentios. No entanto, o povo de Deus não foi destruído: eles foram entregues. O resto que não estavam “à altura”foi destruído. Esta medição do Templo “
tem a ver com a edificação do templo
espiritual dos crentes verdadeiros, isto é, da igreja primitiva de
Jerusalém... Este círculo interno dentro do antigo Israel é
considerado por São João como o verdadeiro Israel reconhecido por Deus. O pátio externo, que é entregue aos gentios, simboliza os outros judeus que rejeitaram a Cristo e
que não estão sendo construídos em seu templo espiritual”.6“...
mas deixa de parte o átrio exterior do santuário e não o meças,
porque foi ele dado aos gentios; estes, por quarenta e dois meses, calcarão aos pés a cidade santa”.(Apocalipse 11.2)
A expressão “deixa de parte”vem da palavra grega ἐκβάλλω (ekballō)que é mais bem traduzida por“ jogar fora”ou “expulsar”. No Novo Testamento a expressão“ jogar para fora, ‘quase sempre se aplica a excomunhão ou exclusão’.7Aqui a nação de Israel está sendo excomungada. “
Os judeus não são mais o povo de Deus; a
Igreja agora preenche esse papel. Israel figurativamente e
literalmente Jerusalém foram expulsos, excomungados, e entregue aos gentios”.8“...porque foi ele dado aos gentios; estes, por quarenta e dois meses, calcarão aos pés a cidade santa”.O “átrio exterior do santuário”não é medido porque não está sob a proteção de Deus. O fato de ser dado aos gentios
foi anteriormente anunciado por Jesus em Lucas 21.20 24:“Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação.Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; os que se
encontrarem dentro da cidade, retirem-se; e os que estiverem nos campos, não entrem nela.
Porque estes dias são de vingança, para se cumprir tudo o que está escrito.Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Porque haverá grande aflição na terra e ira contra este povo.Cairão
a fio de espada e serão levados cativos para todas as
nações; e, até que os tempos dos gentios se completem,Jerusalém será pisada por eles”.“
Vespasiano recebeu sua comissão de Nero, e declarou guerra
contra Jerusalém em fevereiro do ano 67d.C.O cerco terminou com a queda de Jerusalém, a queima da cidade e o templo, em agosto do ano70 d.C.Este cálculo de datas soma quarenta e
dois meses para Jerusalém ser ‘pisada’ [...]
Os “tempos dos gentios”em Lucas são os
tempos de julgamento em Jerusalém e não
os tempos de salvação dos gentios”.9“Os tempos dos gentios foram cumpridos quando os
romanos completaram a destruição de Jerusalém, que levou 42
meses”.

Os Últimos Dias - David Chilton

Os Últimos Dias - David Chilton Os Últimos Dias   David Chilton  Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto Como começamos a ve...