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sábado, 18 de abril de 2015

Artigo

As Sete Igrejas de Apocalipse: Filadélfia
Mark Bates
Muitas igrejas evangélicas têm se esforçado por encontrar estratégias que as capacitem a alcançar efetivamente as pessoas com o evangelho de Jesus Cristo. A despeito da rica herança de ensinamento evangélico neste continente, há um senso de desencorajamento, até de desânimo, entre muitos cristãos quanto às perspectivas para a evangelização em nosso tempo. Por isso, uma variedade de modelos pragmáticos tem sido empregada para garantir o sucesso na comunicação do evangelho.

Contudo, antes de a igreja evangélica sucumbir à tentação de conceber estratégias que acomodem o evangelho ao espírito desta época, precisamos ouvir cuidadosamente a carta de Cristo à igreja em Filadélfia. Nessa carta, Cristo fala a uma pequena e encurralada igreja, assaltada por feroz oposição à sua confissão cristã, e calorosamente lhes assegura que poria diante deles uma “porta aberta” de oportunidade para o testemunho de seu nome (Apocalipse 3.8). Por causa de seu firme apego à verdadeira confissão acerca de Jesus Cristo, o testemunho da igreja em Filadélfia será um farol a conduzir os seus membros e outros à comunhão com o Deus vivo e à entrada em seu templo-santuário.

O arranjo dessa carta em muito se assemelha ao das outras. Ela começa com uma importante identificação do autor da carta, o qual sozinho detém a “chave de Davi” e possui a autoridade para conceder entregada no reino de Deus (v. 7). Então a carta estende uma palavra de encorajamento à igreja em Filadélfia, prometendo uma “porta aberta” de oportunidade em vista de sua obstinada perseverança (v. 8). E conclui com uma rica segurança de comunhão com o Deus vivo em seu eterno templo-santuário.

O modo como o autor dessa carta identifica a si mesmo apresenta um pano de fundo especialmente importante para a sua mensagem. As palavras dessa carta vêm daquele que é “o santo, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá”. “Santo” e “verdadeiro” são atributos divinos na Escritura e no livro do Apocalipse (6.10). Cristo, assim, assegura os cristãos da Filadélfia de que suas palavras têm autoridade divina. O próprio Cristo é a verdadeira testemunha cuja palavra é absolutamente confiável. Os destinatários dessa carta são assegurados desde o princípio de que Jesus é o verdadeiro Messias e de que o testemunho deles acerca de Cristo é completamente verdadeiro.

Essas palavras iniciais de identificação são reminiscentes da linguagem que identifica Cristo em Apocalipse 1.18. Elas também invocam explicitamente a linguagem de Isaías 22.22, onde Eliaquim é identificado como o servo do Senhor a quem havia sido outorgada autoridade para administrar as chaves de acesso à casa de Davi. O que Isaías profetizou acerca de Eliaquim prenunciava Jesus Cristo, que tem autoridade absoluta sobre a chave da casa de Deus e do reino eterno. Ninguém, seja judeu ou gentio, entra na casa de Deus ou tem lugar entre o povo de Deus a menos que Cristo lhe conceda acesso ou entrada.

Com essas notáveis palavras de identificação ressoando em seus ouvidos, a carta se volta à promessa que Cristo estende à igreja em Filadélfia. Cristo “conhece” as obras dela. Ele está ciente de que a igreja em Filadélfia era, quando vista sob a perspectiva de números ou de prestígio social, uma igreja de “pouca força” (Apocalipse 3.8). Contudo, essa igreja havia “guardado” a palavra de Cristo e não havia “negado” o seu nome. O seu testemunho da verdade acerca de Jesus havia permanecido firme, mesmo quando aqueles da “sinagoga de Satanás” se opuseram ao seu testemunho e confissão de Cristo.

A essa igreja fiel Cristo promete uma “porta aberta” de oportunidade para o testemunho do evangelho da salvação por meio da fé em Jesus Cristo, o verdadeiro Rei do povo de Deus. Por causa de sua perseverante fidelidade ao evangelho, essa igreja, localizada numa posição geográfica estratégica no mundo antigo, desfrutará do privilégio de chamar tanto judeus como gentios a reconhecerem Jesus como Salvador e Senhor. O Cristo, que detém a chave da entrada no reino de Deus, reassegura a essa encurralada igreja que ela será singularmente privilegiada no testemunho e na missão do evangelho.

Porque a igreja em Filadélfia guardou a palavra de Cristo com paciente resignação, ela pode estar confiante de que será poupada na “hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro” antes da vinda de Cristo. Essa segurança, ao contrário da interpretação de alguns, não é uma promessa de que os crentes em Filadélfia serão “arrebatados” antes de a hora da provação chegar, mas sim que eles serão preservados em meio a toda prova que vier. Nada os separará do amor de Deus em Cristo. E, assim, à medida que eles seguram com firmeza a sua “coroa”, são encorajados a olharem adiante, para o futuro, quando eles e todos aqueles que compartilham da sua fé em Cristo habitarão na presença de Deus para sempre.

A mensagem dessa carta à igreja contemporânea é surpreendentemente clara. Nenhuma mensagem poderia ser mais relevante para uma igreja evangélica sob risco de perder a fé no antigo evangelho e em seu poder de transformar pecadores segundo a imagem de Jesus Cristo.

Tradução: Vinícius Silva Pimentel
Revisão: Vinícius Musselman Pimentel
Fonte:http://www.ministeriofiel.com.br

sábado, 11 de abril de 2015

Precisamos voltar novamente às Escrituras.

A Reforma Protestante do século XVI voltou à doutrina apostólica da salvação pela graça independente dos méritos humanos. Agostinho de Hipona no século V já havia condenado o Pelagianismo, que ensinava que o homem não está em estado de depravação total e que ele é tão livre quanto Adão antes da queda para escolher o bem e o mal e que o homem tem poder em si mesmo para escolher e fazer o bem. A doutrina da salvação conforme a interpretação romana desviou-se da verdade bíblica, pregando o sinergismo, ou seja, a salvação como resultado de cooperação humana-divina. Essa idéia popularizou-se até mesmo entre o evangelicalismo brasileiro, quando muitos crêem que Deus não negará sua graça àqueles que fazem o que lhes é possível fazer ou seja, “Deus ajuda quem cedo madruga”.
A doutrina bíblica da sola gratia precisa ser resgatada novamente. A igreja evangélica brasileira precisa passar por uma nova reforma. Precisamos voltar novamente às Escrituras e enfatizar alguns pontos fundamentais, como seguem:
1. O homem, morto em seus delitos e pecados não pode jamais escolher a Deus por si mesmo – A salvação do homem é uma iniciativa divina. Tudo provém de Deus. A queda não trouxe apenas alguns transtornos e feridas para o homem, trouxe-lhe morte. O homem não está apenas ferido, mas morto em seus delitos e pecados. O homem em seu estado natural é inimigo de Deus. Ele é escravo do pecado. Ele é prisioneiro de Satanás, do mundo e da carne. Se Deus não tomasse a iniciativa da nossa salvação estaríamos rendidos ao pecado e condenados à perdição eterna.
2. A escolha da graça é soberana e não depende de méritos humanos – Foi Deus quem nos escolheu e não nós a ele. Foi ele quem nos amou primeiro e não nós a ele. Até nossa resposta ao amor de Deus é obra de Deus em nós. É ele quem opera em nós tanto o querer quanto o realizar. Nossa salvação foi planejada e determinada por Deus na eternidade, consumada por Cristo na cruz e aplicada pelo Espírito Santo em nós sem qualquer mérito nosso. O apóstolo Paulo diz: “Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia” (Rm 9.16). Não depende do desejo nem do esforço do homem, mas da misericórdia de Deus. A Reforma insistia nesse conceito teocêntrico, exaltando a eleição divina contra o livre-arbítrio e o descer divino contra o ascender humano em todas as suas formas.
3. A graça de Deus é suficiente para a nossa salvação – A nossa salvação é resultado da obra única e monergista do Espírito Santo em nós, aplicando em nosso coração os efeitos do sacrifício de Cristo. Não podemos nem precisamos cooperar com obras, sacrifícios ou penitências para sermos salvos ou aceitos por Deus. Somos aceitos no Amado, o eterno Filho de Deus. Qualquer esforço humano para ajudar Deus em seu propósito redentor é uma pretensão tola e um atentado inconseqüente à soberania divina. A salvação é pela graça mediante a fé e isto não vem de nós, é dom de Deus, não de obras para quem ninguém se glorie, diz o apóstolo Paulo (Ef 2.8,9). A salvação é de Deus, é realizada por Deus, é aplicada por Deus, é garantida por Deus, para que a glória seja só de Deus.

segunda-feira, 2 de março de 2015

O grande amor de Deus.



  1.      Deus é amor é verdadeiro amor e um amor perfeito . Podemos ver esse amor de Deus na sua criação ,tudo que existe não é por acaso. Isso é revelação do amor de Deus.
  2.      Esse amor ele coloca em nossos corações por intermédio do Espírito Santo que atua nos filhos,(Gl 4;6).” E porque vós sois filhos,envio Deus ao nosso coração o espírito de seu filho,que clama :Aba pai!.
  3.      Os filhos de Deus tem amor verdadeiro,isso não vem de baixo mas vem de cima vem da parte de Deus.
  4.       Deus é bom e cheio de misericórdia ,ele nos amou com tão grande amor que expressou esse amor, na cruz em seu filho Jesus Cristo.
  5.        O Apostolo Paulo em romanos fala que o amor de Deus é,derramado em nosso coração pelo o Espírito Santo,que nos foi outorgado.(Rm 5;5).
  6.        É impossível um cristão não ter amor uma vez que nascemos de novo já não estamos sós. Nascimento espiritual implica conversão em Cristo.
  7.       O amor de uma pessoa pode acabar ou esfriar de acordo com (Mt 24:12) mas o amor de Deus já mais passara o amor do Senhor não acaba.
  8.        No entanto,para expressar o amor divino conosco o termo utilizado é ágape (João 17:26). Portanto fale a verdade mesmo que isso te custe conseqüência.O amor não se conforma com a mentira não aceita o erro,o amor não se corrompe não se vende.
  9. Pelo o amor em Deus devemos nos consumir pela verdade,da palavra ela é vida eficaz Inerrante absoluta fiel e verdadeira. Viva a fé em Cristo como vemos,em dois pontos da reforma: SOLO CHRISTUS, SOLA FIDE.Que esse amor do senhor encha seu coração de paz alegria e gozo, de saber que o amor dele esta em nós, que somos seus filhos amados.

  10. (Autor: Pr Valdir Dvalos)

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Como o Inferno Glorifica a Deus?

Para entendermos a maneira como o inferno glorifica a Deus, precisamos ver o inferno à luz da grande história da Bíblia, do seu ponto de vista e da sua caracterização de Deus e do homem.
A Grande História da Bíblia
A história da Bíblia, como todas as histórias, tem um começo, um meio e um fim.
O começo
Deus cria um lugar perfeito e coloca nele um homem e uma mulher inocentes. Deus estabelece os termos e afirma, com clareza, a consequência de transgredirem seus termos. Um inimigo mente para a mulher inocente. Ela acredita na mentira, quebra os termos de Deus, e o homem a acompanha no pecado. Deus amaldiçoa o inimigo e dá início às consequências da transgressão, amaldiçoando também a terra. Na maldição lançada sobre o inimigo, Deus afirma que o descendente da mulher ferirá a cabeça do inimigo, enquanto o inimigo ferirá o calcanhar do descendente. O homem e a mulher são banidos do lugar perfeito.
Meio
A humanidade foi dividida em dois grupos: a descendência da mulher e a descendência da serpente, os justos e os ímpios. Os descendentes da mulher são inicialmente um subconjunto da nação de Israel, uma linhagem de descendentes que Deus escolheu abençoar. Eles experimentam um refazer do começo da história. Deus os coloca em uma terra prometida e estabelece os termos. Eles quebram os termos e são banidos dessa terra, mas Deus continua a prometer que o inimigo será derrotado, ainda que isso tenha que acontecer por meio de um doloroso derramamento de sangue do descendente da mulher.
Então, Jesus vem como o descendente prometido da mulher. Ele esmaga a cabeça do inimigo, e o inimigo fere o seu calcanhar – Jesus morre na cruz. Por ser ele inocente e haver resistido a todas as tentações, a morte não pode retê-lo. Jesus vence triunfantemente a morte, satisfazendo a justiça de Deus contra o pecado e abrindo o caminho de salvação para todos os que crerão nele.
Fim
A criação será como uma mulher que sofre dores em trabalho de parto: os ímpios atacarão perversamente os justos, que confiam em Deus e dão testemunho da verdade de Deus, até serem mortos. Isto continuará até que Jesus venha de novo. Quando Jesus vier de novo, julgará os ímpios e os enviará à punição eterna. Ele levará aqueles que creram na Palavra de Deus e no testemunho de Jesus para um novo lugar perfeito.
A Bíblia nos Dá o Ponto de Vista de Deus...
Esta história não é simplesmente uma história; ela apresenta o ponto de vista de Deus sobre o mundo. Pense comigo no ponto de vista da Bíblia, a perspectiva dos autores bíblicos.
O ponto de vista deles é que Deus estabelece os termos e que Deus sempre está certo. Aqueles que rejeitam os termos de Deus estão errados e enfrentam as consequências que Deus afirmou quando estabeleceu os termos. Além disso, a Bíblia não somente representa o ponto de vista dos autores bíblicos, mas também reivindica falar por Deus. Ou seja, a Bíblia reivindica apresentar o ponto de vista de Deus sobre o assunto.
...Sobre Deus, o Homem e o Nosso Estado Diante de Deus
Como são apresentados os personagens na Bíblia? Eles são apresentados principalmente por suas palavras e ações, mas a Bíblia também avalia seus personagens. Pensemos brevemente como a Bíblia caracteriza Deus, os homens e Jesus.
A Bíblia ensina que Deus sempre faz e diz o que é correto. Ele sempre cumpre a sua Palavra. Nada pode frustrar o seu propósito. Deus é livre e bom. A Bíblia sempre justifica a Deus. Ou seja, a Bíblia sempre mostra que Deus é justo. Paradoxalmente, a Bíblia também mostra que Deus é misericordioso.
Por outro lado, todos os homens fazem e dizem o que é errado, o que revela falta de confiança em Deus. Por palavras e atos, os humanos transgridem os mandamentos de Deus. Os homens corromperam a boa criação de Deus, perverteram seus ótimos dons e, de toda maneira, têm atacado a Deus, que lhes dá vida e todas as coisas boas. Por isso, todos os humanos merecem condenação.
Como afirmamos antes, há dois grupos de humanos. Um grupo é caracterizado por confiar em Deus, concordar com seus termos, confessar que têm quebrado os termos, abandonar suas transgressões e procurar crer nas promessas de Deus, de modo que possam viver de acordo com os seus termos. O outro grupo rejeita Deus e seus termos, se recusa a admitir sua culpa, se recusa a abandonar o mal e se une ao inimigo.
Jesus mostrou por suas palavras e atos que era plenamente humano e plenamente Deus. Jesus nunca transgrediu os mandamentos de Deus. Ele resolveu o grave problema. Jesus se deu em favor de outros. Qualquer que se opõe a ele ou o rejeita está se opondo à bondade e ao amor e rejeitando-os. Qualquer que se opõe a ele e o rejeita merece condenação. Aqueles que o recebem e se unem a ele, fazem isso nos termos dele, que são os termos de Deus e envolvem confissão de pecado, arrependimento e confiança em Jesus.
Então, Como o Inferno Glorifica a Deus?
Como tudo isto nos ajuda a entender como o inferno glorifica a Deus?
Este mundo é a história de Deus. Ele falou e o trouxe à existência, e o mundo continua a existir porque Deus continua falando. O universo é sustentado pela palavra do poder de Deus. É a sua história. Ele é o Autor cujo ponto de vista é comunicado na Bíblia e cujas caracterizações definem os participantes no drama.
O inferno é um ato de Deus em cumprir sua Palavra. O fato de que Deus manda os ímpios para o inferno mostra que ele é fiel e justo. Se Deus não aplicasse os termos que ele mesmo estabeleceu, não cumpriria sua Palavra e seria infiel. Se Deus não enviasse os ímpios para o inferno, ele não manteria seu próprio padrão de justiça e não seria justo. Se Deus não punisse os rebeldes no inferno, os justos não seriam vindicados. De fato, se não houvesse realmente inferno, poderíamos concluir que os justos estavam errados por terem confiado em Deus.
No entanto, o inferno existe e os justos são sábios por confiar em Deus. O inferno mostra a glória da justiça de Deus. O inferno vindica aqueles que obedecem aos termos de Deus, ainda que sofram terrivelmente por fazerem isso. O inferno vindica os justos que foram perseguidos pelos ímpios. O inferno glorifica a Deus.
Você não concorda com isso? Pode muito bem se unir a Shere Khan em opor-se a Rudyard Kipling. Ou, de novo, poder ter tanta chance de mudar o enredo, o ponto de vista ou a definição dos personagens, quanto Sauron teve de mudar a mente de Tokien. Isso não acontecerá. Você é uma criatura na obra de arte do Criador. Aceite o fato. Ele é o Criador, não você. Quanto deveríamos levar a sério aqueles que se opõem ao inferno ou tentam reescrever a história para que o inferno não seja parte dela? Com tanta seriedade quanto tomamos Hamlet criticando a obra de Shakespeare. Hamlet não teve existência independente. Ele só poderia criticar Shakespeare se o autor decidisse escrever essa cena.
Deus criou um universo em que a sua misericórdia tem significado precisamente porque não anula a sua justiça. Para ser justo e demonstrar misericórdia, Deus tem que cumprir sua promessa de punir a transgressão. Na apresentação bíblica da verdadeira história do mundo, Deus mantém a justiça na cruz e no inferno. Jesus morreu na cruz para estabelecer a justiça de Deus e garantir que os que se arrependem do pecado e creem em Cristo recebam misericórdia que é também justa. Deus pune os ímpios no inferno para manter a justiça contra todos os que se recusam a arrepender-se do pecado e dar graças a ele.
Em resumo, o inferno glorifica a Deus porque:
· Mostra que Deus cumpre sua palavra;
· Mostra a infinita dignidade de Deus, a qual dura para sempre;
· Demonstra o poder de Deus em subjugar todos os que se rebelam contra ele;
· Mostra quão indizivelmente misericordioso ele é para com aqueles que confiam nele;
· Confirma a realidade do amor por trazer justiça contra aqueles que rejeitam a Deus, que é amor;
· Vindica todos os que sofreram por ouvir ou proclamar a verdade da Palavra de Deus;

· E mostra a enormidade do que Jesus realizou quando morreu para salvar, do inferno que mereciam, todos os que creriam nele. Se não houvesse o inferno, não haveria a necessidade da cruz.

POR:James M. Hamilton Jr.

Fonte:http://www.ministeriofiel.com.br

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

NÃO SE PREOCUPEM COM PROFESIAS OU SONHOS DE PESSOAS A RESPEITO DA VOLTA DE JESUS CRISTO,PORQUE A BIBLIA JÁ FALA SOBRE ISSO.



O maior sinal é Jesus para toda humanidade. O pai não vai dar sinal seja ela em sonhos ou em profecia pra ninguém nem o Espírito Santo e nem os Anjos farão isso. A respeito da vinda de Jesus ,veja o que ele mesmo falou: Marcos 13:26-32: "E então verão vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória... Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai". .O PAI NÃO ESTA PREPARANDO Jesus para voltar como diz Fernanda Brum em sua falsa profecia. As escrituras já falam da vinda do Senhor Jesus.Ele prometeu aos Seus discípulos que Ele regressaria de novo. A Bíblia diz em João 14:1-3 Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.
Os anjos prometeram que Jesus viria de novo. A Bíblia diz em Atos 1:10-11 “Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.”
Como regressará Jesus? A Bíblia diz em Lucas 21:27 “Então verão vir o Filho do homem em uma nuvem, com poder e grande glória.”
Quantos o verão quando Ele vier? A Bíblia diz em Apocalipse 1:7 “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.”
Que veremos e ouviremos quando Ele voltar? A Bíblia diz em 1 Tessalonicenses 4:16-17 “Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.”

... permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como não pode o ramo
produzir fruto de si mesmo, se não permanecer na videira, assim, nem vós o
podeis dar, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, vós, os ramos.
Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim
nada podeis fazer. Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.
E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. João 14:1-3.
"Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai. Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem. Pois nos dias anteriores ao Dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o Dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem. Mateus 24:36-39.
 Um dos pontos da Reforma é Sola scriptura, unicamente devemos crer na bíblia como bons cristãos e não no modismo,de pessoas que se dizem profetas por ai .Sempre surgem falsos profetas de tempo em tempo mas isso é bíblico. Se, então, alguém disser: 'Vejam, aqui está o Cristo!' ou: 'Ali está ele!', não acreditem. Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos. Vejam que eu os avisei antecipadamente. "Assim, se alguém disser: 'Ele está lá, no deserto!', não saiam; ou: 'Ali está ele, dentro da casa!', não acreditem. Mateus 24:23-26 .  E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.
E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.Mateus 24:11-12. Que a graça e a paz esteja com todos!.

. (Pr Valdir Davalos)


sábado, 7 de fevereiro de 2015

O carnaval é uma festa pagã .Qual é objetivo do carnaval, qual a sua finalidade?



A ORIGEM DO CARNAVAL.

ORIGEM E COMEMORAÇÕES DO CARNAVAL

O carnaval tem a sua origem em épocas e civilizações muito antigas, derivando a sua comemoração de crenças e costumes de vários povos. Os festejos atuais tem suas raízes em comemorações muito antigas, sendo adaptadas a cada povo e cultura. Vejamos as linhas gerais dessa origem e comemoração nos diversos povos e cultura no decorrer da historia da humanidade:
No Egito antigo
Em tempos remotos, ou Egito festejava suas grandes divindades, o boi Àpis e Ísis com grandes celebrações populares nestas o povo participava com procissões e oferendas, musicas e danças num misto de devoção e euforia coletivas, prestando homenagem a essas divindades tão estimadas. Especificamente na festa ao boi Ápis, os egípcios pintavam um boi branco com vários símbolos e cores, o cortejavam festivamente pelas ruas, com toda a sociedade egípcia fantasiada ou mascarada e em grande devassidão, até que finalmente no rio Nilo afogassem esse boi. E a deusa Ísis também era homenageada com folguedos populares, com pompa, devoção e euforia dos seus adoradores.
NA GRÉCIA ANTIGA
Os gregos foram a civilização mais intelectual do mundo antigo, não só criando e desenvolvendo uma cultura nova, como também assimilando e reformulando conceitos e costumes de outros povos. Em matéria de costumes religiosos, eles criaram e viveram em função de uma mitologia tão diversificada, que não havia nada no seu cotidiano que não fosse regido por uma divindade especifica. E nessa diversidade de crenças e celebrações algumas divindades tinham seus cultos que consistiam em festins de grande euforia popular, como no caso do culto a Dionísio, considerado filho de júpiter. Dionísio era do deus do vinho e em sua homenagem o povo bebia e se embriagava, saia em grandes procissões com toda sensualidade e devassidão.
NO IMPÉRIO ROMANO
O império Romano, englobando muitas nações com seus vários costumes, sintetizou muito deles em certas comemorações novas, ou apenas adaptou os mesmo para sua mentalidade ou interesses próprios. È por isso que os deuses da mitologia antiga tem nomes gregos e latinos.
A Roma antiga era cheia das mais variadas diversões para agradar a todos, e assim tinha seus muitos carnavais Deu outra forma á crença e comemoração gregas a Dionísio transformando-o em Baco e celebrando-lhe os famosos “bacanais”
E meados de dezembro realizavam –se as “Saturnais”, que eram festividades a saturno, que segundo a crença geral era do deus expulso do  Olimpo, tornando-se o doador da alegria, em contraposição à miséria e pobreza, tão comuns na sociedade daquele tempo. fevereiro celebravam as “lupercais”, que eram cortejos dos sacerdotes do deus Pã chamados “lupercos”,que despidos e sujos de sangue agitavam as multidões. Em março comemoravam com grande algazarra a festa ao deus Baco, os conhecidos “bacanais”romanos, que possivelmente eram a maior celebração popular antiga, em que seus participantes embriagados cometiam todos os devaneios possíveis. Nessas festas os participantes, tais como os hindus, usavam mascaras e invocavam seus antepassados mortos e lhes celebravam homenagens. Em todos esses festins o Império Romano praticamente parava, para que o povo ficasse por conta das comemorações. As diversas classes sociais se misturavam desfazendo-se a desigualdade, a ordem publica era quase abolida, escolas, tribunais e repartições publicas do governo fechavam suas portas, a imoralidade e a libertinagem ficavam liberadas. E como usava-se mascaras e fantasias, era difícil identificar os participante em seus devaneios!
 Nesta celebração abolia-se a decência, e o povo extravasava suas euforias sufocadas pela moral de outras épocas do ano, escarnecia-se das realidades gerais do seu cotidiano, e numa total liberdade de expressão física e verbal, sem restrição alguma dramatizava e até ridicularizava tudo que era considerado motivo pra farras. Acredita-se que a origem dos carros alegóricos seja a maneira de ridicularizar os carros dos generais romanos e suas entrada triunfais após as grandes vitórias militares...
Como Roma influenciou tantos povos e culturas, o seu carnaval foi exportado para grande parte do mundo, sendo celebrado em cada lugar com os estilos próprios dos povos que o incorporaram ao seu folclore local.
E no decorrer da historia, mesmo com o advento do Cristianismo, o Carnaval não foi abolido das celebrações anuais. Autoridades eclesiásticas de grande expressão como Tertuliano,Cipriano e Clemente de Roma se posicionaram contra tal costumes, mas mesmo assim o Carnaval continuou e chegou inclusive a ser incentivado e patrocinado pelo Papa Paulo II, pois em meados do século XV  durante seu pontificado, perto do seu palácio, na Via Lata, se celebrava os festejos carnavalescos com mascaras, corridas de cavalos, carros alegóricos e batalha de ovos, farinha e água entre os participantes!

O CARNAVAL É FESTA IDÓLATRA PARA dEUSES PAGÃOS

Uma séria razão para o cristão não participar do carnaval é devido a origem, essência e motivos antigos ou modernos dessa festa, pois antes de se tornar um folclore ela era feita para divindades pagãs, sendo essencialmente idolatra, e com motivações extremamente contrarias à conduta cristã. Uma simples avaliação dessa festa evidencia que sua celebração não é própria para quem conhece e serve ao senhor, pois ele diz em sua palavra...”todos os deuses dos povos não  passam de ídolos”, (Sl.96:5).Realmente, os povos criaram seus ídolos pagãos e alguns deles sendo servidos com o Carnaval. O cristão não pode se comportar assim.
Tristes são as referencias bíblicas, que descrevem as abominações praticadas pelo povo de Deus nessa área de festividade idólatras: ”... se mesclarem com as nações e lhes aprenderam as obras; deram culto a seus ídolos os quais se lhes converteram em laço”, “... com deuses estranhos o provocaram a zelos, com abominação O irritaram. Sacrifícios ofereceram... não a Deus”,(Sl.106:35-36; Dt.32:16-17). E o pior de tudo é que tais sacrifícios e cultos, segundo o senhor Deus, eram essencialmente para ‘demônios’, (Dt.32:17;Lv.17:7;Sl. 106:37; I Co.10:19-22).
O cristão não participa do carnaval pois não serve a ídolos, sendo assim fiel à ordem divina: “ Ao senhor teu Deus adorarás, e só a Ele darás culto”, (Mt.4:10).
O CRISTÃO É ALHEIO A DEUSES E COSTUMES PAGÃOS
O servo de Deus não se envolve com o paganismo, com seus deuses, crenças ou costumes. Sendo o Carnaval algo essencialmente pagão, por questão de amor e fidelidade ao senhor. O cristão é alheio a essa celebração. Ao se comportar assim, o cristão está obedecendo ao mandamento do senhor dado ao seu povo desde o passado em relação Às nações pagas da antiga Canaã: “Quando entrares na terra que o senhor teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos”, (Dt.18:9); “Guarda-te, que te não enlaces em imitálas...e que não indagues acerca de seus deuse, dizendo: assim como serviram estas nações aos seus deuses, do mesmo modo também farei eu “, (Dt.12:30). Os israelitas infelizmente imitavam os pagãos, pois Moisés quando este estava no monte para receber a lei, decidiram fazer um bezerro de ouro, oferecer sacrifícios e festejar com cânticos e danças, pois o povo “... assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se”,(Ex.32:1-8,18-21),ta como faziam os egípcios pagão com quem conviveram.Tempos depois, esse mesmo povo,agora já estabelecido na terra prometida, se rebela contra Deus, que os pune com o cativeiro, que segundo ele era porque”...seguiram ídolos e se tornaram vãos, e seguiram as nações que estavam em derredor deles, das quais o senhor lhes havia ordenado que não imitassem”,(II Rs.17:15). Na era apostólica, os moradores pagãos de listra, quando prepararam um verdadeiro Carnaval, foram advertidos por Paulo e Barnabé, no sentido de que toda expressão de culto à manifestação idólatra são “cousas vãs”, e que esses que assim se comportam devem se converter ao Deus vivo e Criador supremo.(At.14:13-15).
Portanto, o cristão é alheio ao Carnaval porque não imita os costumes dos que estão ao seu redor, sendo conhecendo do que o senhor abomina essas celebrações pagãs, e que na sua ira executa justo juízo sobre os que o trocam por ídolos pagãos e suas manifestações de culto ao festividades profanas.

O CARNAVAL É FESTA ESSENCIALMENTE CARNAL
Outra razão tem o servo de Deus para não participar do Carnaval: é porque tal festa é a grande celebração pecaminosa da carne. De todas as comemorações o Carnaval é a maior expressão de sensualidade profana, quando se dá vazão à  toda forma de manifestação carnal no que se refere ao erótico, bizarro e ridículo, promovendo assim a imoralidade e devassidão. É uma festa tão desregrada que os governos reconhecem a necessidade de conter a proliferação de doenças sexualmente transmissíveis, e também providencia meios de minimizar ou atender transtornos oriundos de desordens gerais ocorridas nessa comemoração. Todos os anos, após o Carnaval se contabiliza os tristes resultados conseqüentes dessa festa, quanto à toda sorte de prejuízos morais , sociais, físicos e financeiros, muitos dos quais sem possibilidade de serem reparados.
O cristão está no Espírito e não na carne, pois os que estão na carne não podem agradar a Deus,(Rm.8:8-9); e tem como ordens divinas: “Não ameis o mundo, nem as cousas que há no mundo... porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do pai, mas do mundo”, (I Jo.2:15-16). “E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as”, (Ef.5:11); “ ...nada disponhais para a carne, no tocante às suas concupiscência”,

Conclusão:

O carnaval é a grande festa da humanidade, sobressaindo às demais celebrações populares. Todos os anos é a comemoração tão espera e, independente de vises e dificuldades, é o festejo mais expressivo do ano. De origens tão remotas, influenciado pelas culturas mais diversas, tem se firmado como folclore vivo no decorrer da história. Celebrado originalmente para deuses da mitologia pagã ou como expressões dos apetites carnais, neste festim se extravasa as euforias ou desabafos populares das mais diversas formas. Visto por muitos como uma demonstração de alegria, é comemorado por todas classes sociais, tornando-se uma diversão comum a muitos povos.
Diante de tal realidade, o cristão avalia essa festa pelo prisma da verdade bíblica, e se posiciona como alheio a tal celebração, convicto de que sua conduta cristã não se harmoniza como Carnaval. Quem conhece, ama e serve a Deus, tem o discernimento espiritual para entender que o carnaval é festa profana e pagã, oriunda de homenagens a falsos deuse, e expressão dos sentimentos carnais contrários à boa conduta moral, pois nessa festa se extravasa toda as manifestações dos prazeres sensuais, uma promoção de imoralidade, como também se escarnece e ridiculariza tudo e todos.
O servo de Deus vive dentro de um contexto cultural e não é alguém alienado; porém aceita e vive somente aquilo que não contradiz a sua fé. Nesse particular do carnaval, a sua essência e pratica são muito mais que um simples folclore, e contraria completamente os princípios da fé e ética cristã, e o sevo de Deus não pode abrir mão desses princípios sagrados para se associar com tal celebração profana e inconveniente.
Deus deseja a santificação de cada um de nos seus servos, nos encaminhando às veredas da sua graça e conhecimento, e o Carnaval é, em sua essência e pratica, contrario a tudo isso, razão pela qual não somos participantes do mesmo. Tudo o que o Carnaval promove, oferece ou expressa, não serve para a vida cristã, antes, são coisas que reprovamos e das quais fugimos.
É assim que encaramos o Carnaval, como festa imprópria a todo aquele que se firma nos bons preceitos da vida cristã genuína e da moralidade séria, nobre e respeitável. E mais, devido a fascinação que temos por Jesus e gosto pela nova vida que dEle recebemos, as profanações e manifestações da natureza carnal não fazem mais parte da nossas conduta, que agora é pra servir ao senhor, e usufruir das maravilhas do seu reino.


Fonte: Livro Resposta da fé cristã (Rer :  Salvador Moisés da Fonseca)


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O Calvinismo e a Velha Heresia Arminiana

Gunnar Lima

O nosso estudo visa ser apenas introdutório acerca do Calvinismo. Fazendo levar cada um a uma reflexão quanto à fé que professam. Mesmo sem saber muitas vezes, somos armianianos em nossa teologia ou quando não, somos ensinados nos fundamentos de uma crença com elementos puramente humanistas (Não acreditamos na justificação pela fé somente). O debate entre Calvinismo e Arminianismo é antigo e vem de muitas épocas, assumindo através da história vários nomes e grandes defensores que marcaram a teologia da Igreja. A lista desses defensores da Fé Bíblica é enorme e cobre muitas páginas. São eles numa ordem mais importante para o estudo:

Agostinho versus Pelágio
Agostinho Versus João Cassiano (Semipelagianismo)
Lutero Versus Erasmo
Gomaro versus Arminius (Os Remonstrantes)

Alista é quase sem fim, pois a cada instante surge um arminiano que conhece as “Antigas” doutrinas da graça tornando-se calvinista, da mesma forma em cada igreja pentecostal cresce o número de armianianos. A razão disso é que a velha heresia arminiana está na raiz do coração do homem não regenerado. Todos nós nascemos arminianos como afirmou Charles Spurgeon (1843-1892), e cabe tão somente a graça de Deus fazer-se conhecida. Assim, de forma breve, vejamos o que é e o que ensina o Calvinismo versus Arminianismo quanto à salvação do pecador. Mas antes, olhemos para o pano de fundo histórico para compreender melhor o nosso assunto.

Agostinho versus Pelágio

Agostinho fora um dos maiores Pai da Igreja que viveu no IV século da era cristã. Foi capaz de influenciar a Idade Média e a Reforma no século XVI. Podemos afirmar que tenha sido um pré-calvinista onde teve lampejos da graça divina, antes do Reformador Calvino. Este grande mestre e bispo de Hipona da África do Norte, combateu de forma magistral a heresia de Pelágio, monge irlandês ou galês que apareceu em Roma por volta de 400 d.C. O ensino de Pelágio consistiu em negar o pecado original (palavra cunhada por Agostinho) que significa o estado de depravação que se seguiu à transgressão de Adão. Trata-se da raiz principal do pecado e de todos os males. Pelágio afirmava que não somos pecadores por natureza, mas pecamos por imitação.
O ensino do monge irlandês era nocivo à Fé cristã. Ao negar o pecado original, Pelágio passou a enfatizar o livre-arbítrio humano, por não ter sido a vontade do homem totalmente escravizada pelo pecado. Segundo Wright
As idéias de Pelagio foram energeticamente refutadas por Agostinho em uma séria de estudos agora conhecidos como escritos antipelagianos. O pelagianismo foi finalmente condenado como uma heresia nos Concílios de Cartago (418), Éfeso (431) e Orange II (529). A partir de então e a até Reforma, a igreja ocidental foi principalmente agostiniana no seu entendimento da livre graça (WRIGHT, 1998, pg. 22).
Outro renomado escritor resume muito bem o ensino herético ao afirmar:
Pelágio, destituído da idéia do todo orgânico da raça ou da natureza humana, via Adão meramente como indivíduo isolado; ele não deu a Adão nenhum lugar representativo, logo seus atos não acarretavam conseqüências além de si mesmo. Em sua visão, o pecado do primeiro homem consistiu de um único e isolado ato de desobediência ao comando divino. Juliano o compara à ofensa insignificante de uma criança que se permite ser desencaminhada por alguma tentação sensual, mas que depois se arrepende de sua falha... Esse ato de transgressão único e desculpável não gerou conseqüências à alma e nem ao corpo, muito menos à sua posteridade, onde todos se mantêm ou caem por si mesmos (Apud, SPROUL, 2001, pg. 35).    
Em Éfeso (431) foi realizado o terceiro conselho ecumênico realizado um ano após a morte de Agostinho, condenando assim o pelagianianismo escreveu Sproul. Schaff faz o seguinte comentário acerca do pensamento pelagiano:
Se a natureza humana não é corrupta, e a vontade natural é competente para todo bem, não precisamos de um Redentor para criar em nós uma nova vida, mas apenas de alguém que nos melhore e enobreça; e a salvação é, essencialmente, obra do homem. O sistema pelagiano realmente não tem lugar para as idéias de redenção, expiação, regeneração e nova criação. Ele as substituiu pelos nossos próprios esforços de aperfeiçoar os nossos poderes naturais e a mera adição da graça de Deus como suporte e ajuda valiosa (...) (Apud, SPROUL, Op.Cit, p.43).

Agostinho versus João Cassiano (O semipelagianismo)

João Cassiano foi discípulo de Pelágio e oponente ferrenho da teologia de Agostinho. O semipelagianismo foi o ensino precursor do arminianismo do século XVII e, acima de tudo da igreja de Roma. Cassiano concordava em parte com Agostinho quanto à questão do pecado original, mas afirmava que este pecado não deixava tolhida a capacidade de decisão do pecador, nasce assim, o sistema antibíblico de salvação por obras ou a cooperação do homem com a graça de Deus.
Sproul com muita propriedade diz:
Para Agostinho, a vontade do homem, embora ainda capaz de fazer escolhas é moralmente incapaz de se inclinar em direção ao bem. A vontade não é espiritualmente débil, mas espiritualmente morta. Apenas a graça eficaz de Deus pode libertar o pecador para crer (...). Cassiano e o semipelagianismo são, com relação ao passo inicial do pecador em direção à salvação, decididamente sinergísticos. Deus torna sua graça disponível ao pecador, mas o pecador deve, com sua vontade débil, cooperar com essa graça a fim de ter fé ou para ser regenerado. A fé precede a regeneração. Para Agostinho, a graça da regeneração é monergística. Isto é, a iniciativa divina é uma condição prévia necessária para fé (SPROUL, 2001, pg.75).

Na obra História da Igreja Cristã Schaff comenta:
Em oposição a ambos os sistemas [pelagianismo e agostinianismo], ele [Cassiano] pensava que a imagem divina e a liberdade humana não haviam sido aniquiladas, mas apenas enfraquecidas pela queda; em outras palavras, que o homem estava doente, mas não morto, que não podia, de fato, ajudar-se, mas podia desejar a ajuda de um médico e aceitá-lo ou recusa-la quando oferecida, e que ele devia cooperar com a graça de Deus na sua salvação (Apud, SPROUL, 2001, pg. 77).  
O ensino do Concilio de Trento que foi a resposta da igreja Católica Romana a teologia bíblica dos Reformadores, mostra de forma categórica ser a heresia do livre-arbítrio a pedra fundamental dos seus dogmas, pois afirma entre as muitas maldições lançadas contra os teólogos Reformados o seguinte:
Se alguém disser que o livre-arbítrio do homem [quando] movido e despertado por Deus, por consentimento ao chamado e ação de Deus, não coopera de forma alguma com respeito ao inclinar-se e preparar-se para obter a graça da justificação, [e] que ele não pode recusar seu consentimento se o desejar, mas que, como algo inanimado nada faz e é meramente passivo, que seja anátema (Apud, SPROUL, 2001, pg. 80).
Qual o ensino dos Reformadores? Não é que após a queda os homens são incapazes de crer? Que são passivos na regeneração? Que não cooperam de forma alguma com a graça? Que nem mesmo pode se quer se preparar para tal coisa? Não estaria esse novo evangelho de mão dadas com Roma ao querer afirmar, uma cooperação entre Deus o pecador?

A Reforma Protestante (Lutero Versus Erasmo)

Podemos afirmar que a Reforma eclodiu na Alemanha fazendo nascer as maiores mentes que o mundo não era digno de conhecer! Todos de alguma forma tiveram e têm conhecimento deste evento no século XVI. As Igrejas de modo geral lembram o seu dia em 31 de Outubro, apenas como uma referência histórica não levando em conta toda a sua herança doutrinal e importância para a crise que vivemos seja no campo litúrgico ou na vida prática.
Segundo Wright:
Os Reformadores foram todos agostinianos de fato, Martinho Lutero começou a sua carreira como um monge agostiniano. John Wyclife (e seu discípulo Jan Hus), Ulrich Zwinglio, Marinho Lutero e João Calvino, todos negaram o livre-arbítrio em qualquer sentido que poderia ser aceito pelos arminianos, considerando-o como totalmente incompatível com a graça gratuita (WRIGHT, 1998, pg.27).
Mesmo vendo esses Reformadores se divergirem entre si, sendo o Reformador francês João Calvino (1509-1564), aquele que veria ser a mente e o exegeta por excelência da Reforma Protestante; fazendo surgir a partir da exposição fiel das Escrituras o Cristianismo e o homem Reformada; podemos afirmar que algo mais os unia de maneira perfeita.
(...) Para os reformadores, a questão crucial não era simplesmente se Deus justifica os crentes sem as obras da lei. Era a questão mais ampla, se os pecadores são totalmente impotentes nos seus pecados, e se devemos pensar que Deus os salva mediante uma graça invencível, incondicional e livre, não apenas os justificando em nome de Cristo quando chegam à fé, mas também os ressuscitando da morte do pecado pelo estímulo do Espírito a fim de conduzi-los para a fé (Apud, SPROUL, 2001, pg. 19).
Leith no seu livro A Tradição Reformada diz o seguinte:
Os teólogos reformados foram além e declararam que Deus não somente chamou todas as pessoas à existência, mas também elegeu-as, ou pelos menos a algumas, para um destino elevado e santo(..). Para Calvino, a predestinação era a maneira mais enfática de dizer que a salvação é trabalho da graça de Deus, assim como a justificação pela graça, através da fé, era a maneira mais enfática de Lutero afirmar a mesma coisa (LEITH, 1996, pg. 156).
A soberania de Deus e a livre graça eram vínculos que unia homens tão diferentes entre si. A história registra de maneira memorável um embate entre um gigante da Fé evangélica e um grande pastor que se voltou para o catolicismo romano. De um lado, um erudito humanista da Renascença do norte que publicou o Novo Testamento em grego (1516), por nome de Erasmo de Roterdã. O escritor Wright que citamos acima nos diz que “ele queria reformar a vida da igreja sem, contudo, mudar a sua teologia. Ele era mais moralista do que um teólogo analítico” (WRIGTH, Op. Cit. 1998, Pg. 27).
Do outro lado, temos um retrato de um homem sem muita expressão facial, típico de um alemão do século XVI cujas convicções após a leitura de Romanos, comentado por Santo Agostinho mudaram drasticamente sua vida e o mundo, passando a considerar a graça de Deus como o Sumo favor dos céus aos pecadores.
No prefácio da obra resumida intitulada Nascida Escravo (2001) que foi feita da obra magna a Escravidão da Vontade (1525), lemos a mais bela refutação a Erasmo concernente a crença pagã do livre-arbítrio.
A questão é: Possui o homem algo chamada “livre-arbítrio”? Pode um ser humano, voluntariamente e sem qualquer ajuda, voltar-se para Cristo, para ser salvo de seus pecados? Erasmo respondia com  um “Sim”! Lutero, com um ressoante “Não”! Lutero estava convencido de que o conceito do “livre-arbítrio” fere no âmago a doutrina bíblica da salvação exclusivamente pela graça divina. Necessitamos ter a mesma convicção. Precisamos combater o “livre-arbítrio” tão vigorosamente quanto o fazia Lutero. Erasmo, o seu opositor, dizia: “Posso conceber o ‘livre-arbítrio’ como um poder da vontade humana, mediante o qual um homem pode aplicar-se àquelas coisas que conduzem à eterna salvação, ou pode afastar-se delas”. A isso devemos replicar com um resoluto “Não! O homem já nasce como escravo do pecado!” O homem não é livre (LUTERO, 2001, pg.5).
A Reforma e a Teologia dos Reformadores estão apoiadas bem como fundamentados nos tão conhecidos Solas (Somente) da Reforma Protestante. Ao afirmarem que somente a fé sem as obras e somente a graça sem esforço ou cooperação humana é que podem salvar o pecador, todo o sistema de salvação por obras estava sendo comprometido pela teologia bíblica. Quando Erasmo escreveu Tratado Sobre a Liberdade da Vontade (1524), ele tão somente sonhou com um homem supostamente livre, mas logo acordado com o grito da Escritura sendo ressoado da boca do monge Lutero.    

Holanda 1610

Gomaro versus Arminius (Os remonstrantes)

No século 17 surgiu o nome Tiago Armínio (1560-1609). Foi primeiramente pastor e depois professor, crendo a princípio nas “Antigas” doutrinas da graça, mas sendo influenciado pelos escritos semipelagianos e por sua vez encontrando abrigo em Erasmo que acabamos de comentar. Armínio começou a ensinar um evangelho segundo a capacidade do homem, antes não foi assim, quanto à queda afirmou:
Nesse estado, o livre-arbítrio do homem em direção ao verdadeiro Bem fica não apenas ferido, mutilado, débil, torto e enfraquecido [attenuatem], mas também prisioneiro [captivam], destruído e perdido. E seus poderes não são apenas debilitados e inúteis a não ser que sejam assistidos pela graça, como não tem quaisquer podres exceto os que são despertados pela graça divina (Apud, SPROUL, 2001, pg. 137).
Escreveu ser os comentários de Calvino os melhores livros para leitura depois da Bíblia. “Eu exorto os estudantes que depois das Sagradas Escrituras leiam os comentários de Calvino, pois eu lhes digo que ele é incomparável na interpretação das Escrituras” (Apud, MAIA, 2007, Pg. 116). Podemos dizer que há uma fase na vida do herege em que é ortodoxo, mais logo que sua “vista começa a escurecer e a caneta a escorregar da mão”, surge à heresia – demonstrando para todos o que é. Foi assim, que nasceu o arminianismo.
Sproul nos diz que:
O próprio Arninio saiu de um sistema calvinista e abraçou muitos princípios do calvinismo histórico. Ele frequentemente queixava-se, num espírito moderado, sobre as diversas formas nas quais era deturpado. Ele amava as obras de Agostinho e, em muitos circunstancias, buscou advogar a causa agostiniana. (SPROUL, Op. Cit pg. 138).
Ainda que educado na tradição reformada, ele se inclinou para doutrinas humanistas de Erasmo, para nunca mais voltar de lá. Ao defender sua tese sobre predestinação um dos seus colegas, Franciscus Gomaro, viu em Armínio um contestador da confissão reformada e por isso tornou seu adversário.
A Igreja na Holanda professava nos seus Símbolos de Fé o ensino sistemático do reformador João Calvino. Desta forma:
Após ter passado a era dos Reformadores, os principais frutos do seu labor foram preservados nas nascentes igrejas estatais protestantes da Europa. Os 39 artigos da Igreja da Inglaterra eram francamente luteranos, enquanto que a igreja estatal da Holanda foi fortemente calvinista, tendo a Confissão Belga como o principal padrão doutrinário (WRIGHT, Op. Cit. Pg.30).
Depois da morte de Armínio em 1609, o grupo arminiano publicou, em 1610, “A Remonstrância” (Pleiteio, pedido). Os remonstrantes, discípulos e alunos de Armínio compilaram uma afirmação e defesa das cinco doutrinas contrárias ao calvinismo.
Os teólogos calvinistas constituídos de 84 renomados eruditos reformados reuniram-se na cidade de Dort, na Holanda, sendo desta forma o arminianismo condenado como heresia em 1619, após sete meses de discussões em 154 seções. Esses teólogos também formularam cinco respostas às doutrinas arminianas que ficaram conhecidas em homenagem ao grande reformador João Calvino como Os Cinco Pontos do Calvinismo. O nosso próximo assunto.

Os Cinco Pontos da Remonstrância

Este manifesto “A Remonstrância” (Pleiteio, pedido) pedia uma revisão tanto do Catecismo de Heidelberg como da Confissão Belga (1563), eles queriam remodelar ou acomodar o seu “novo” ensino que na verdade tratava-se da velha heresia da salvação por obras.  Os armianianos, assim ensinavam:
Livre-arbítrio ou capacidade humana
O homem, mesmo caído, ainda tem condições de atender por si mesmo ao chamado do evangelho, vindo por seus próprios recursos a arrepender-se e exercer a fé; para os arminianos não existe morte espiritual em termos absolutos (FABIANO, 2009, Pg. 1).
Eleição Condicional
Deus não teria marcado ninguém para salvar-se ou perder-se, mas a eleição antes da fundação do mundo seria baseada na presciência divina, que elegeria aqueles que de antemão previu que iriam arrepender-se e crer, sendo, portanto, o conjunto dos eleitos aberto, sem garantir a segurança de qualquer pessoa antes do encerramento de sua história (FABIANO, Op. Cit. Pg. 1).
Expiação Geral ou Ilimitada
Segundo o arminianismo, Cristo morreu para salvação não um em particular, porém somente àqueles que exercem sua vontade livre e aceitam o oferecimento de vida eterna. Daí, a morte de Cristo foi um fracasso parcial, uma vez que os que têm volição negativa, isto é, os que não a querem aceitar, irão para o inferno (SPENCER, 2000, Pg. 16).
Graça Resistível
O arminianismo crê na graça resistível. Ou seja, que depende do pecador permitir que a graça de Deus o alcance, ou resistir a ela. Crer que aplicação da redenção ao coração dos pecadores não é obra soberana do Espírito Santo, mas depende da vontade livre do homem que pode submeter-se ou resistir à graça de Deus (ANGLADA, 2000, Pg. 6).
Insegurança da Salvação
Deus de fato provê os crentes de suficientes forças para perseverar e está pronto para preservar tais forças neles, se estes cumprirem seu dever; mais ainda que todas estas coisas tenham sido estabelecidas como necessárias para preservar a fé, ainda assim dependerá da vontade humana perseverar ou não (DORT, 1998, Pg.50).
O Doutor Fabiano Antônio nos lembra que, do sistema arminiano formulado pelos remonstrantes, Armínio discordaria do 5º ponto, pois apesar de toda a sua incapacidade de entender o que os reformadores ensinaram, jamais duvidou da Perseverança dos Santos. Assim, percebemos desde o inicio a inconsistência do pastor e teólogo; fazendo-nos pensar no que seja o sistema arminiano conhecido hoje.  

Os Cinco Pontos Calvinismo

A resposta dada ao partido arminiano foi a seguinte:
Depravação Total
Refere-se à queda completa e abrangente da natureza humana, como explicada na concepção agostiniana da seriedade do pecado. A mente e a vontade em particular são ambas escravas da natureza pecaminosa (WRIGHT, Op. Cit. Pg.108).
O Calvinismo entende a queda com o Q maiúsculo e a morte espiritual em termos absolutos. Desta maneira não há meio termo na visão Calvinista quando a Escritura diz que somos escravos do pecado.
Os homens não regenerados, após a queda, são totalmente incapazes de escolher o bem quanto a questões espirituais, visto que estão mortos em delitos e pecados, sendo habilitados apenas por um milagre de ressurreição espiritual (FABIANO, Op. Cit. Pg. 2).
Eleição Incondicional
É a ideia de que Deus elege ou escolhe aqueles a quem ele vai salvar, sem levar em conta qualquer mérito ou condição da parte deles. Todos os pecadores merecem igualmente a morte – não há qualquer base na alma humana, na natureza humana caída, ou nas iterações da natureza humana com verdade do evangelho, que recomende o pecador a um Deus Santo. Portanto, se Deus escolhe um qualquer para salvação, deve ser por razões encontradas especialmente em Deus, não no pecador  (WRIGHT, Op. Cit, Pg.110).
Expiação Limitada
Ensina que Deus determinou que a morte de Cristo fosse um sacrifício substitutivo para realmente efetuar a salvação dos eleitos somente. Cristo não gerou meramente uma massa abstrata de expiação que, então estaria disponível a qualquer um sem distinção que venha pedi-la (Idem, Pg. 110).
Graça Irresistível
Os calvinistas crêem na graça irresistível; na soberania de Deus em aplicar a redenção no coração dos eleitos; no chamado eficaz de Deus para a salvação. Os calvinistas crêem que o que faz alguns submeterem-se e outros rejeitarem a vontade de Deus, em última instância, é graça irresistível de Deus em chamar eficazmente os eleitos para a salvação (ANGLADA, Op. Cit. Pg.6).
Perseverança dos Santos
 A salvação do eleito é eterna, uma vez que a mesma graça de Deus que os salvou agirá eficazmente em suas vidas, de maneira que não poderá cair total e finalmente, pois a justificação, regeneração e adoção são irreversíveis (FABIANO, Op. Cit. Pg.2).
J. I. Packer, outro renomado autor reformado no seu maravilhoso livro, O “Antigo” Evangelho esboça muito bem o sistema arminiano e calvinista da seguinte forma:

Os Cinco Pontos do Arminianismo Os Cinco Pontos do Calvinismo
1. O homem nunca e de tal modo corrompido pelo pecado que não possa crer salvaticiamente no evangelho, uma vez que este lhe seja apresentado. 1. O homem decaído, em seu estado natural, não tem capacidade alguma para crer no evangelho, tal como lhe falta toda a capacidade para dar credito a lei, a despeito de toda indução externa que sobre ele possa ser exercida.
2. O homem nunca e de tal modo controlado por Deus que não possa rejeitá-lo. 2. A eleição de Deus e uma escolha gratuita, soberana e incondicional de pecadores, como pecadores, para que venham a ser redimidos por Cristo, para que venham a receber fé e para que sejam conduzidos a gloria.
3. A eleição divina dos que serão salvos alicerça-se sobre o fato da provisão divina de que eles haverão de crer, por sua própria deliberação. 3. A obra remidora de Cristo teve como sua
finalidade e alvo a salvação dos eleitos.
4. A morte de Cristo não garantiu a salvação para ninguém, pois não garantiu o dom da fé para ninguém (e nem mesmo existe tal dom); o que ela fez foi criar a possibilidade de salvação para todo aquele que crê. 4. A obra do Espírito Santo, ao conduzir os homens à fé, nunca deixa de atingir o seu objetivo.
5. Depende inteiramente dos crentes manterem-se em um estado de graça, conservando a sua fé; os que falham nesse ponto desviam-se e se perdem. 5. Os crentes são guardados na fé e na graça pelo poder inconquistável de Deus, até que eles
cheguem a glória.

Após este exame introdutório à luz da história da Igreja, dos Reformadores no século 16 e observando a teologia já então madura e desenvolvida pela lavra dos puritanos no século 18; não pude permanecer nas fileiras do arminianismo cujo ensino católico romano de salvação por obras é negado pelas Escrituras e pelos antigos mestres que devemos imitar a Fé (Hb 13.7).
Depois de constatar como o Doutor Fabiano Antônio que também foi arminiano, “a total consistência desses ensinos com as Escrituras, não pude fazer outra opção e o meu pêndulo teológico se inclinou irresistivelmente para o calvinismo”.

O Que é Calvinismo?

Chegamos ao fim da nossa introdução, mas antes é preciso terminar com certa classe. Devemos responder a razão da nossa esperança mesmo que seja de maneira breve, o que é então esta força que varreu toda Europa nos séculos 16, 17 e 18, e ainda hoje continua em pleno século 21. Escritores e teólogos que são contra a Fé Calvinista não deixam de declarar todo o seu pessimismo e assim, sem buscar outros livros são pegos pela heresia humanista do arminianismo.
Abraham Kuyper (1837-1930), teólogo reformado na sua obra monumental sobre o Calvinismo, lemos a grande contribuição e influencia desse sistema. O referido autor pergunta o que seria do mundo sem o Calvinismo? Ao que o mesmo responde:
Para provar isto, perguntem-se o que seria a Europa e América teriam se tornado se, no século 16, a estrela do Calvinismo não tivesse subitamente nascido no horizonte da Europa ocidental. Neste caso, a Espanha teria esmagado a Holanda. Na Inglaterra e Escócia, os Stuart teriam executado seus planos fatais (...). O Protestantismo não teria sido capaz de manter-se na política (KUYPER, 2002, Pg. 48).
É importante lembrar que o Calvinismo não estar apenas associado com a doutrina da predestinação, mas também com artes, a libertação dos escravos na América, com o direito de aprender a ler e escrever, e mais ainda com a criação da escola pública para todos e etc. O professor John H. Leith diz:
A comunidade reformada dos séculos XVI e XVII, especialmente seu ramo calvinista, não teve como propósito estabelecer seja uma sociedade democrática ou a tolerância religiosa. Contudo, pode-se se argumentar que a comunidade reformada e mesmo o calvinismo, na sua forma assumida no puritanismo inglês, contribuíram significativamente para a democracia política liberal, para a liberdade religiosa e para o modelo denominacional de vida eclesiástica (LEITH, Op. Cit., Pg. 342).
Assim, antes do Calvinismo ser um apanhado de doutrinas sistemáticas à luz da Bíblia, vamos vê-lo como se opondo as desigualdades impostas e operando transformações sociais e econômicas. 
No aspecto doutrinário sabemos que:
A teologia Reformada reconhece a centralidade real de Deus em todas as coisas, tendo como alvo principal não o tão decantado bem estar humano (que tem sua relevância), mas a glória de Deus, sabendo que as demais coisas serão acrescentadas (Mt 6.33; Ef 1.12-11). Para a teologia reformada, entretanto, é a Palavra de Deus que deve dirigir toda a abordagem e interpretação teológica, bem como de toda a realidade: O Espírito através da palavra é que deve nos guiar à correta interpretação da revelação. As Escrituras são o padrão e apelo final (MAIA, Op. Cit., Pg. 34).
Spurgeon (1843-1892), grande pregador batista afirmou que não estava pregando nenhuma novidade; nenhuma doutrina nova – Gosto imensamente de proclamar essas antigas e vigorosas doutrinas que são conhecidas pelo cognome de Calvinismo e ainda; em sua opinião é que não há pregação de Cristo e este crucificado, a menos que se pregue àquilo que se chama Calvinismo (Apud, ANGLADA, Op. Cit. Pg.1).
O Calvinismo longe de ser mais uma novidade no campo evangélico ou quem sabe mais um “ismo” do momento, é a verdade revelada na Escritura e como bem afirmou o holandês Abraham Kuyper – Nele o meu coração tem encontrado descanso. O reverendo Paulo Anglada citado acima diz o seguinte:
O Calvinismo é a síntese das doutrinas dos reformadores; que por sua vez, é redescoberta da pregação apostólica do evangelho bíblico; e também é confessada na maioria das confissões de fé protestantes. O Calvinismo, portanto, são as antigas doutrinas da graça (ANGLADA, Op. Cit., Pg. 2).
O que é Calvinismo? Packer assim escreve:
O calvinismo é um ponto de vista universal, derivado de uma clara visão de Deus como o Criador e Rei do mundo inteiro. O calvinismo é a tentativa coerente de reconhecer o Criador como o Senhor, Aquele que faz todas as coisas segundo o conselho da Sua vontade. O calvinismo é uma maneira teocêntrica de pensar acerca da vida, sob a direção e controle da própria Palavra de Deus. Em outras palavras, o calvinismo é a teologia da Bíblia vista da perspectiva da Bíblia — a visão teocêntrica que vê o Criador como a origem, o meio e o fim de tudo quanto existe, tanto no âmbito da natureza quanto no âmbito da graça. O calvinismo, assim sendo, reflete o teísmo (a crença em Deus como o fundamento de todas as coisas), reflete a religião (a dependência a Deus como o doador de todas as coisas), e reflete a posição evangélica (a confiança em Deus através de Cristo, para todas as coisas), tudo na sua forma mais pura e mais altamente desenvolvida.
O calvinismo é uma filosofia unificada da história, que encara a inteira diversidade de processos e eventos que têm lugar no mundo de Deus, como nada mais e nada menos do que a concretização de Seu grandioso plano preordenado, visando Suas criaturas e Sua Igreja.
Os cinco pontos asseveram precisamente que Deus é sobe­rano quando salva o indivíduo; mas o calvinismo, como tal, preocupa-se com assertivas muito mais amplas, acerca do fato que Deus é soberano em tudo (PACKER, 1992, Pg. 6).
Mais uma definição do que seja ou o que é Calvinismo é que e um conceito dos modernos historiadores:
Calvinismo é um conceito que devemos aos historiadores modernos. Quando o usarmos, tenhamos a certeza que as Igrejas reformadas do século XVI, e do século XVII, e mesmo a do século XVIII, já mais se nomearam calvinistas (Apud, MAIA, Op. Cit., 9).
Quem pode ser calvinista? Somente aqueles que foram tocados pela majestade de Deus, como Isaías fora quando contemplou o Senhor (Is 6). Kuyper de maneira profunda afirmou:
Somente é verdadeiro calvinista e pode levantar a bandeira calvinista aquele que, em sua própria alma, foi tocado pela Majestade do Altíssimo, e submisso ao seu poder esmagador de seu amor eterno ousou proclamar este amor majestoso em oposição a Satanás, ao mundo e ao mundanismo de seu próprio coração, na convicção pessoal de haver sido escolhido pelo próprio Deus e, portanto, devendo agradecer a ele e a ele somente por toda graça eterna (KUYPER, Op. Cit., Pg. 77).
Depois de mostrar o pensamento de grades expoentes da Fé Calvinista, fica claro que a caricatura mal feita e absurda que fazem os oponentes e certos autores armianianos não condiz com a verdade. O Calvinismo é uma religião da mente e do coração. Dos livros e da piedade. “É o canal em que se moveu a Reforma do século 16, enriquecendo a vida cultural e espiritual dos povos que o adotaram. O sistema que hoje a igreja cristã deve reconhecer como bíblico” ou como bem disse o Pastor Antônio Carlos, “O santo reformado é alguém que vive sob a luz da doutrina, avalia suas experiências pela doutrina, vê sentido no que faz por causa da doutrina e não espera que suas afeições se elevem sem que primeiro lugar a mente tenha sido esclarecida pela doutrina” (COSTA, 2005, Pg. 120).
Por fim, faço das minhas últimas palavras a do grande teólogo suíço Karl Barth (1886-1968), cuja escrita calvinista é viva e profunda em dizer: “O verdadeiro discípulo de Calvino só tem um caminho a seguir: não obedecer ao próprio Calvino, mas àquele que era o mestre de Calvino” (Apud, COSTA, 1999, Pg. 181).
 
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Cada Dia