Rádio Renovada

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Apêndice.



Importante: O texto a seguir é de autoria do Rev. William J. Grier (1868-19??).

As setenta semanas de Daniel 9.

As setenta semanas de Daniel (ou os setenta "setes") constituem a base de muitos esquemas de épocas. É bom observar o fim para o qual foram decretadas as setenta semanas:
"Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo." (Daniel 9:24)
De acordo com Daniel, esses seis resultados têm de ser obtidos antes que terminem as setenta semanas. É, portanto, errado considerar todos, ou alguns deles, como devendo ser cumpridos em um milênio depois das setenta semanas, como geralmente se faz.
O acabar com o pecado e a expiação da iniquidade tiveram lugar através dEle, que "se manifestou para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo" (Hb 9:26). Ele trouxe uma justiça que permanece para sempre (2ª Cor. 5:21). Após seu ministério e o de Seus apóstolos, nenhuma outra revelação profética seria necessária e Ele foi o Santíssimo, ungido com o Espírito (At 10:38).
Cristo é o personagem proeminente no trecho. Dele se diz, no versículo 26, que "já não estará" [1], isto é, será desprezado e rejeitado. É Ele quem "confirma" ou "faz prevalecer" a aliança (v. 27). Deve-se notar que a palavra empregada não significa "fazer aliança", e sim, "fazer prevalecer" a aliança, que é a Aliança da Graça, existente desde a antiguidade. (Ver nota abaixo).
Aquele que traz a desolação (fim do v. 27) é Tito, o comandante romano, cujas destruições horríveis são descritas por Josefo.
Não se justifica, absolutamente, o procedimento dos que tentam separar a 70ª semana da 69ª por um intervalo já muito mais longo que o total das 70 semanas. Se alguém alegar ter o próprio Daniel feito um intervalo, devemos responder que ele faz dois - 7 semanas e 62 semanas e 1 semana. Todos os intérpretes consideram as 62 semanas como vindo imediatamente depois das primeiras sete, sem qualquer interrupção. O intervalo assinala, apenas, um grande acontecimento na história de Israel: a restauração de Jerusalém sob a liderança de Esdras e Neemias. Semelhantemente, não há quebra de continuidade entre a 69ª e a 70ª semanas. Somente entre elas está o aparecimento portentoso de Cristo.
Não existe qualquer motivo para tomarmos os 70 "setes" como 490 anos. Em lugar algum do Velho Testamento se chama de "semana" ou "um sete" a um período de sete anos. É melhor interpretar esses "setes" como "uma designação propositadamente indefinida de um período de tempo medido pelo número 7, cuja duração cronológica tem de ser determinado sobre outras bases", conforme sugere Keil.

[1] Nota da tradutora: O autor segue uma versão inglesa que, conforme a tese de Edward J. Young ("The Preacher of Daniel"), representa melhor o sentido do texto hebraico. Duas frases de nossa Versão Revista e Atualizada no Brasil carecem de revisão. No v. 26 (cap. 9 de Daniel), a frase "já não estará" deve ser traduzida por "nada há para ele" ou "nada terá". No v. 27, "fará firme concerto" deve ser "fará o concerto prevalecer" (Novo Comentário da Bíblia) ou "confirmará a aliança", ou, ainda, "fará prevalecer a aliança".

Chegamos ao final da série de estudos intitulada "O Maior de Todos os Acontecimentos", pelo ponto de vista do amilenista Rev. William J. Grier.



quinta-feira, 8 de maio de 2014

BREVE APRESENTAÇÃO DO AMILENISMO


Por Danyllo Gomes



A volta de Cristo. Um tema que apesar de tantas divergências, é de grande importância para a vida da igreja. É uma doutrina que abraça o coração do povo de Deus e os faz ter esperança num Cristo que já veio, e que voltará. A esperança do Cristão, ou é a morte e o encontro com o Senhor, ou a Sua volta. De ambos os lados temos a felicidade e a esperança de estarmos com Ele. Com Aquele que “por meio Dele e para Ele foram” Deus fez todas as coisas.
A escatologia é o estudo das ultimas coisas, do alvo do plano de Deus, da consumação da história, entre outros, ou seja, é a matéria onde é estudado a respeito sobre: como será o fim? Cristo voltará? Como Ele voltará? Ele irá reinar por mil anos literalmente, ou apenas simbolicamente? Dentre essas perguntas tantas outras surgem nesse assunto que é tão bom e gostoso de ser estudado. Eu, particularmente, tenho um grande apreço por esse assunto, porque foi por meio dele que meus olhos se abriram para o verdadeiro evangelho. A partir dele minha busca pelo conhecimento do Senhor cresceu. Portanto, além de ser um assunto de esperança para o povo de Deus, também é um assunto que desperta uma certa curiosidade, e Deus, pela sua soberania pode levar pessoas a se interessarem mais a partir de assuntos como esse, como foi meu caso.
Então, qual a importância deste assunto para nós? A importância é saber que as promessas do Senhor nunca falham, que podemos e devemos ter esperança num Deus que enviará Seu filho mais uma vez, como já o fez no passado. Porém, com a consciência que a volta de Cristo será com um caráter diferente da primeira vinda. Na primeira vinda ele veio em amor, porém na segunda virá como reto juiz.
No estudo da escatologia temos uma divisão de assuntos que nos ajuda a entender melhor cada área. Temos a escatologia individual/pessoal que estuda: a morte; o estado intermediário, a ressurreição; céu; inferno e tantos outros assuntos que são tratados de forma pessoal. E do outro lado temos a escatologia geral/cósmica que estuda as ultimas coisas em relação ao mundo, como, por exemplo: volta de Cristo; o milênio, novos céus e nova terra. Neste estudo estarei apresentando apenas uma área da escatologia cósmica, que será o milênio.
Antes de entrarmos no assunto específico do amilenismo tentarei dar uma explanação geral e rápida das outras correntes para entendermos por completo.

  • Pré-milenismo:

Os pré-milenistas, antes de tudo, seguem uma linha de interpretação mais literal das Escrituras. Portanto, as conclusões que são feitas acerca desta posição, grande parte delas, são argumentadas nos textos bíblicos de forma literal. É importante discernirmos isto para termos um melhor entendimento de como há duas interpretações tão diferentes em um texto só.
O coração do pré-milenismo se dá na crença de que o reino terreno de Cristo será feito pelo próprio Jesus Cristo em um período de aproximadamente mil anos onde Cristo, presentemente em carne e osso, estará reinando na terra durante esse tempo. Portanto antes do milênio começar Cristo deverá ter voltado. Sua crença de baseia no texto de Apocalipse 20:4-6.
Dentro dessa ideia temos os seguintes pensamentos/características desta linha:
- haverá uma ressurreição antes do milênio (entende-se então que é depois da tribulação, porque o milênio ocorre depois da tribulação), e depois dos mil anos haverá a ressurreição dos descrentes.

- o milênio é considerado um reino futuro, que ainda irá acontecer.
- acredita-se que tudo se iniciará com o “evento cataclísmico” da volta de Cristo
- o milênio será um período de paz mundial, harmonia universal (inclusive com os animais). Período que os santos reinarão na terra.
No meio pré-milenista há outra divergência quanto ao lugar de Israel no reino milenar. As posições são:
- dispensacionalismo: acreditam que todas as promessas que foram feitas a Israel vão ser cumpridas em Israel (nação).
- não-dispensacionalistas pré-milenistas (pré-milenistas históricos): acreditam que Israel herdará as promessas sim, mas estando na igreja.
De forma geral esse é o pensamento dos pré-milenistas. Como o meu foco aqui não é expor todas as linhas, mas apenas explicar mais detalhadamente o amilenismo, não vou aprofundar.

  • Pós-milenismo

Diferentemente do pré-milenismo, o pós-milenismo não observa os textos bíblicos a respeito deste assunto de forma tão literal. Os pós-milenistas interpretam esses textos de forma mais simbólica.
A visão pós-milenista é uma visão conhecida como “otimista”, pois acreditam que a pregação do evangelho obterá um sucesso tão considerável que o mundo será convertido a Cristo. O reino de Cristo completará e será universal em toda a terra.
Características/pensamentos desta visão:
- Segundo o texto de Marcos 3:27, eles acreditam que na primeira vinda de Cristo Ele amarrou o valente, portanto, agora o evangelho está “livre para dominar todo o mundo”.
- normalmente são preteristas, ou seja, acreditam que os eventos de Mateus 24 e 25 e os eventos descritos no livro de Apocalipse se cumpriram no primeiro século da era cristã.
- acreditam que o reino está crescendo de forma gradual (otimismo) segundo Mateus 13.
- Entendem que o milênio é um período prolongado de tempo em que Cristo, embora ausente, Ele reina sobre o seu povo aqui e agora, e este reino está tendo sucesso. Está se expandindo. E o objetivo é que o reino de Cristo tome toda a terra.

  • Amilenismo

O termo “amilenismo” significa literalmente “não-mil anos”. A posição não defende a ideia de que a Bíblia fala que existe mil anos literais (pré-milenismo) e nem de que será um período de paz, tranquilidade e justiça sobre a terra antes do retorno de Cristo. O amilenismo defende a crença de que o milênio citado em Apocalipse 20 refere-se ao período entre a primeira vinda e a segunda vinda de Cristo, ou seja, os nossos tempos.
O livro de Apocalipse precisa ser entendido de forma simbólica. Os seus capítulos não retratam acontecimentos consecutivos, mas sim os mesmos acontecimentos retratados de forma diferente. Como evidencia de que o livro se apresenta de forma figurada temos uma grande quantidade de números. Os números requerem uma interpretação mais figurativa no contexto de apocalipse, portanto entende-se que o livro precisa ser interpretado de forma figurada. E além dos números também existem várias simbologias.
O diabo hoje tem um poder limitado. No milênio Satanás estará preso; esse é o ensinamento bíblico. Porém devemos entender também que hoje, com o diabo no mundo, com sua influencia sobre as pessoas, seus poderes estão totalmente limitados. Ele tem muitas maldades em mente a fazer, porém ele não tem o poder suficiente para fazê-lo, e por isso está limitado. Esse é o sentido da prisão de Satanás quando se refere ao milênio. Desde o tempo da vinda de Cristo, onde Ele amarrou o valente, até a Sua volta ele estará preso, limitado; até que Cristo volte gloriosamente e o mande para o lago de fogo.
O irmão Cleómines A. F. descreve muito bem em que sentido Satanás será solto, ele diz: Esta limitação, entretanto, terá fim, de certo modo, isto é, ele será solto (ou,quem sabe já esteja?); e quando for solto, isto será concomitante com a grande tribulação (MT 24.29-30), com a apostasia (II Ts 2.8), e isto por breve tempo (Ap.20.8), na iminência da volta do Senhor, que descerá dos Céus e destruirá o Anticristo e seus aliados. E então se seguirão o novo e a nova terra, onde, em justiça, habitaremos com o Senhor não por mil anos,para sempre (I Co 15.52).
Entende-se portanto que o milênio consiste no reinado espiritual de Cristo no Seu povo. Isto ocorreu na primeira vinda de Cristo onde o valente foi amarrado, e culminará na Sua volta em poder e glória como juiz. Além disso também existe o texto de 2 Pedro 3:8 que ele nos diz que “um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.”. O texto é claríssimo ao afirmar a não-literalidade dos mil anos. Algumas pessoas vem com o argumento: “Ah, se realmente formos considerar isso vamos ter que acreditar que Deus não criou o mundo em 6 dias, porque um dia pra ele é como mil anos”. Esse pensamento está totalmente equivocado. O contexto deste texto se dá exatamente no assunto da Sua vinda, portanto não há problema em se referir aos mil anos de Apocalipse como não literal e continuar crendo que o mundo foi criado realmente em 6 dias literalmente. A ideia se aplica ao assunto do contexto, não podemos expandir.
A primeira ressurreição de Apocalipse 20 é entendida como sendo a ressurreição espiritual dos incrédulos. Em toda a Bíblia é apresentada a ideia de apenas uma ressurreição, como, por exemplo: Jo 5:28-29, Dn 12:2; At 24:15.
Por fim, Berkhof faz uma análise interessante acerca do suposto convívio entre pessoas glorificadas e pecadoras. Ele diz: “É impossível entender como uma parte da velha terra e da humanidade pecadora poderá coexistir com uma parte da nova terra e de uma humanidade já glorificada. Como poderão os santos em corpos glorificados ter comunhão com pecadores na carne? Como poderão os santos glorificados viver nesta atmosfera sobrecarregada de pecado e em cenário de morte e decadência?”
Apesar de ser um assunto complicado e longo, tentei ao máximo passar a visão simples e enxuta da visão amilenista das Escrituras. Depois disto mostrado, espero que a cada dia que passe tenhamos mais confiança no Deus que uma vez prometeu o messias e cumpriu a promessa. Esperemos nele agora a volta do glorioso filho Cristo Jesus para nos levar e viver com Ele eternamente. A nossa confiança não está apenas baseada no futuro, mas no passado também.
Soli Deo Gloria.
via; http://verdadedocristianismo.blogspot.com.br

domingo, 4 de maio de 2014

A Marca da Besta.




 “fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na testa, para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal…” (Ap 13:16-17)
Assim como é o caso do número da besta, a marca da besta também sempre foi causa de muita especulação. Muitos daqueles que interpretam a besta como significando algo contemporâneo ou futuro a nós que estamos no século XXI acreditam que a marca da besta será algum tipo de chip implantado sob a pele das pessoas de forma que esse se torne o único meio de efetuar transações econômicas. Costumam acreditar que existe em nosso próprio tempo uma conspiração mundial para unificar todo o sistema econômico do mundo de forma que tudo seja submetido ao poder da besta. Mas em um livro cheio de dragões, bestas e criaturas semelhantes, é fatal achar que não devemos pensar duas vezes antes de entender as visões literalmente. Devemos comparar Escritura com Escritura e não Escritura com nossa própria imaginação para chegar a conclusões sólidas sobre o que cada símbolo significa. Devemos procurar na própria Bíblia pistas pra compreender o que o Apocalipse significa em fez de deixar nossa imaginação voar com base no noticiário do dia.
A ideia de um povo sendo marcado na testa ou na mão tem origem no livro de Deuteronômio: “Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás porsinal na tua mão e te serão por frontais entre seus olhos”. (Dt 6.4-8) Este mandamento foi citado por Jesus Cristo como sendo maior de todos os mandamentos da Lei de Deus: “Mestre, qual é o grande mandamento na lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento”. (Mt 22.36-38) O coração, sendo um órgão de nosso corpo, não pode ser aberto por meio de uma cirurgia pra que literalmente escrevamos palavras lá. Também não era possível que toda a Lei de Deus fosse literalmente atada na mão ou na testa entre os olhos . A ordem de Deus aqui não pode possivelmente ser entendida literalmente. A linguagem aqui é evidentemente figurada.
Na Bíblia o coração costuma se referir figuradamente ao centro das vontades, desejos e intenções do homem. Quando Deus diz que sua Lei deve ser inscrita em nossos corações, ele não está mandando que façamos uma cirurgia. Ele está ordenando que nossas vontades e desejos sejam submissos aos seus mandamentos. Assim também, quando ele fala da Lei de Deus na testa diante de nossos olhos, ele está falando figuradamente que devemos amar a Deus “de todo o teu entendimento”. (Mt 22.37) E quando Deus fala de sua Lei atada em nossa mão, ele está falando figuradamente do dever de amá-lo “de todas as tuas forças”. (Dt 6.5)
Esse é o pano de fundo para a visão da marca da besta. Os servos da besta não tem a Lei de Deus atada na testa (mente) ou na mão (força). Eles não prestam obediência a Deus e sim a besta. O objetivo do Apocalipse não era alertar sobre um chip que só viria séculos depois. Era alertar sobre o perigo de prestar obediência e culto aos imperadores de Roma. Era alertar sobre o perigo de substituir os mandamentos de Jesus Cristo pelos mandamentos de deuses pagãos. Quando João mandou seus destinatários não fossem marcados pela besta, isso realmente era uma possibilidade a eles. Não seria possível somente para nós mais de dois mil anos depois, mas era algo para aqueles que estavam sendo perseguidos e caçados por Roma. Aqueles que se recusavam a adorar Nero eram brutalmente perseguidos. Não podiam levar suas vidas normalmente. Não podiam comprar ou vender. Perdiam a casa, a família, os bens, a honra e até a própria vida.
A marca da besta não é a única marca do Apocalipse. Alguns versos depois, lemos sobre outros que também foram marcados: “E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na testa escrito o nome dele e o nome de seu Pai”. (Ap 14.1) Esta não era uma tatuagem que Deus faria na testa de seus eleitos. É somente uma forma figurada de falar da obediência daqueles que tiveram coragem de resistir ao Império. Podiam ser roubados, perseguidos e brutalmente assassinados. Mas “venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte”. (Ap 12.11) Isto é o que o próprio Jesus já havia ensinado: “Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á”. (Mt 10.39)

sábado, 3 de maio de 2014

O EVANGÉLICO SABOR DE MEL


Sua vida gira em torno de uma busca frenética por vitórias, campanhas de conquistas, por sentir algo de Deus. É produto midiático de pastores virtuais da TV e rádio. Suas orações não constam a frase "seja feita a tua vontade". Sua fé é baseada em frases prontas e sem qualquer conhecimento de causa. Apenas resultado de efeitos produzidos por teologias modernas e nada ortodoxas. Sua contribuição financeira em sua congregação é dada não com base na generosidade, gratidão ou fé. Mas, no anseio da barganha divina por estar dando dízimo ou oferta. Suas canções prediletas são aquelas pautadas na motivação, autoestima e triunfalismo. Não evangeliza ninguém, sua prática de evangelização consiste em flagrante proselitismo. Conhece superficialmente a mensagem do evangelho, desconhece totalmente os cinco pontos da reforma protestante. Discipular alguém nem passa por sua lembrança. Sua visão de igreja consiste meramente no prédio onde tem uma placa denominacional. Toda a responsabilidade de ser igreja é centrada na figura pastoral que é vista como “sacerdote” do Antigo Testamento em detrimento do: “consolar uns aos outros”, “amar uns aos outros”, “edificar uns aos outros”, “admoestar uns aos outros”, “honrar uns aos outros”, “servir uns aos outros”, “suportar uns aos outros”. Não tem maturidade se quer para discernir entre o bem e o mal. Precisa de uma listinha do que pode e não pode fazer publicada pelo vidente idolatrado do monte. Quem sabe você que ler esse texto, com muita má vontade (por ser fortemente pragmático), não seja esse tipo de evangélico?
 
Fonte:  http://anti-heresias.blogspot.com.br/

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Só lembram de Cristo na Semana Santa.



Lamentávelmente as pessoas em geral só lembram-se do “Cristo da Paixão” na Semana Santa. Esqueceram ou nao sabem do verdadeiro Jesus Cristo, e do que ele fez por nos! Quero aqui lembrar que o sacrificio de Jesus Cristo não é apenas data  , e também, mais uma vez, lembrar o papel da igreja de Cristo.
A dita “Semana Santa” foi uma festa criada em 325 d.C. O célebre Concílio de Nicéia, patrocinado pelo imperador Constantino e regido pelo Papa Silvestre I, consolidou a doutrina da Igreja Católica, transformada em religião oficial do Império Romano A partir de então, em Jerusalém, teve início a celebração do martírio de Cristo em três dias consecutivos.
Sexta-feira da Paixão passou a ser o dia dedicado ao sacrifício e morte de Jesus, Sábado de Aleluia o dia consagrado ao luto, e Domingo de Páscoa a festa da ressurreição. Um decreto do Papa estabelecia o Domingo da Ressurreição como a data religiosa mais importante do ano, celebrada sempre no domingo seguinte à primeira lua cheia da primavera. No Hemisfério Sul, a estação correspondente é o outono. Depois de Jerusalém, diversas comunidades cristãs adotaram a Semana Santa, que, hoje em dia, começa sete dias antes da Páscoa, com o Domingo de Ramos, que comemora a entrada de Jesus em Jerusalém, saudado pelo povo com ramos de árvores.
Na quinta-feira é celebrada a Última Ceia, a última noite que Jesus passou com os discípulos. É um feriado lindo não acha? O problema que o sacrifício de Cristo, não era pra ser encarada como uma data comemorativa, para ai sim lembrarem de Cristo . Semana santa virou apenas a época de se encenar a “paixão de Cristo”, dar ovos de páscoa, e ir fazer as comemorações religiosas lembrando-se do sacrifício divino. Em João 3:16 diz assim: “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Paixão de Cristo? As sagradas escrituras são bem claras. João diz que Deus AMOU o mundo de TAL MANEIRA, ou seja, faltaram palavras para João expressar o quanto Deus amou sua criação, a Cruz representa muito mais que dor, muito mais que paixão, muito mais que uma data batida no calendário cristão e ocidental, a Cruz representa AMOR! Ai que vem meu questionamento: “Porque só nos lembramos de Cristo na semana de sua Paixão?” Isso eu sinceramente não entendo. Deus nos amou de tal maneira, e ainda nos ama, por isso estamos aqui, através da Graça e misericórdia de Deus. E o que fazemos em troca? Elegeram há muito tempo uma data para “celebrar” tal sacrifício, tal paixão. Isso é lamentável, vendo do ponto de vista do que Ele nos proporcionou: perdão, graça, misericórdia, amor, e a promessa de vida eterna como diz o final do versículo 16 do capitulo três do evangelho de João. Deus nos chama para uma vida santa, separada, uma vida de sacrifício vivo, cada um tomando sua Cruz (Mateus 10:38). O Sacrifício da cruz é bem maior do que uma simples sexta-feira da paixão. Não encare essa data da maneira como vinha encarando, entenda que Deus nos ama, e em virtude desse “tal amor” ele se entregou numa cruz, por mim e por você, e é por esse Cristo que estou aqui, para falar pra quem quiser ouvir(ler) que o meu Redentor vive e é poderoso, lavou os nossos pecados para nos salvar, e é através dessa fé em nosso Salvador e em seu sacrifício que  obtermos a vida de paz eterna na presença de Deus.
Amados, que não deixemos o verdadeiro sentido da cruz ser abafado por um pseudo-sentido, uma simples celebração, essa celebração deve ser vivenciada com nossas vidas. Paulo diz em 1ª Coríntios 1:17: “Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã.” É nosso papel fazer com que o Cruz não se faça vã. Ele veio e se entregou pra todos, e só ficaram de tal sacrifício, de tal amor, se nos, seus filhos, levarmos isso a serio e adiante, é a nossa missão, pra isso ele nos chamou. 
Fonte: http://cristianismosemhipocrisia.blogspot.com.br
     Lankaster Almeida Oliveira

sexta-feira, 28 de março de 2014

Aliança por Charles Haddon Spurgeon




No capítulo 31 de Jeremias, versículo 31, essa aliança é chamada “nova aliança”. Isso contrasta com a aliança anterior que o Senhor fez com Israel quando o trouxe para fora do Egito. É nova no que diz respeito ao principio em que se baseia. o Senhor havia dito aos Seus que se guardassem as Suas leis e andassem nos Seus estatutos., Ele os abençoaria. Ele colocou diante deles uma longa lista de bênçãos, ricas e cheias; todas elas seriam a sua porção se escutassem o Senhor e obedecessem à Sua lei. Mas nos dias presentes o Senhor, em Cristo Jesus, tem feito com a verdadeira descendência de Abraão, com todos os crentes verdadeiros, um nova aliança; não segundo o teor da antiga, nem passível de ser quebrada, como aquela. Irmãos, tomem o cuidado de distinguirem entre a velha aliança e a nova aliança, porque nunca deverá haver confusão entre elas. Muitos nunca percebem a verdadeira natureza da aliança da graça; não entendem um concerto de pura promessa. Falam a respeito da graça, mas consideram que ela depende do mérito. Falam da misericórdia de Deus, porém a misturam com condições que fazem com que seja mais justiça do que graça. Irmãos, façam distinção entre coisas diferentes. Se a salvação é por graça, não é por obras, senão, a graça já não seria graça; e se é por obras, não é por graça, senão as obras já não seriam obras. (conforme Romanos 11:6). A nova aliança é toda pela graça, desde a primeira letra até à sua palavra final.
No entanto, é uma aliança “eterna”. E é nesse aspecto que o texto em Jeremias 32:40 insiste. A velha aliança foi de duração muito curta; mas esta é uma aliança “eterna”. A despeito de alguns pensadores modernos, espero que tenha licença para crer que a palavra “eterna” significa que dura para sempre.
A primeira razão porque é uma aliança eterna é que foi feita conosco em Jesus Cristo. A aliança das obras foi feita com a raça humana, no primeiro Adão; mas o primeiro Adão era falho, e fracassou bem rapidamente; ele não conseguiu suportar a tensão da sua responsabilidade, de modo que aquela aliança foi quebrada. Mas o Fiador da nova aliança é Jesus Cristo, e Ele não tem falhas; é perfeito. O Senhor Jesus é o cabeça federal dos Seus escolhidos, e Ele os representa; são considerados membros do Seu corpo, e Ele é seu cabeça, seu porta-voz, seu representante. Sendo que o Senhor Jesus representa todo o Seu povo fiel na aliança, é eterna essa aliança.
A segunda razão porque a aliança não pode falhar é devido o lado humano dela ter sido cumprido. O lado humano poderia ser considerado o lado fraco; no entanto quando Jesus Se tornou o representante do homem, esse lado ficou firme Até este momento Ele tem cumprido integralmente todas as exigências daquela parte da aliança em que Ele é o Fiador. Visto, portanto, que foi cumprida aquela parte da aliança que pertence ao homem, só falta ser cumprida a parte de Deus, que consiste em promessas (promessas incondicionais, cheias de graça e verdade) tais como estas: Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias, e de todos os vossos ídolos, vos purificarei. Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Ainda porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis as minhas ordenanças, e as observeis.” (Ezequiel 36:25-27). Porventura Deus não cumprirá Seu compromisso? Sim, certamente.
Além disso, a aliança forçosamente é eterna, porque é fundamentada na livre graça de Deus. A primeira aliança dependia da condição da obediência dos homens. Se guardassem a lei, Deus os abençoaria; mas fracassaram pela desobediência, e herdaram a maldição.
Demais disso, na aliança está fornecido tudo quanto se pode supor como condição prévia. É necessário que o homem, para ser perdoado, se arrependa; porém o Senhor Jesus está exaltado nas alturas para dar arrependimento e remissão de pecados. (conforme Atos 5:31). É necessário que o homem, a fim de ser salvo, tenha fé no Senhor Jesus Cristo; mas a fé é operada por Deus, e o Espírito Santo opera em nós esse fruto do Espírito (Paulo disse aos Efésios que a fé é dom de Deus). É necessário, antes de entrarmos no céu, que sejamos santos; mas o Senhor nos santifica mediante a Palavra, e opera em nós para desejarmos e praticarmos Seu próprio beneplácito (Jesus em João 17:17 orou:Pai, santifica-os na verdade, a Tua palavra é a verdade). Se houver, em qualquer parte da Palavra de Deus, qualquer ato ou graça mencionado como se fosse a condição prévia da salvação, noutro trecho bíblico isso é descrito como um dom da aliança que Jesus Cristo dará aos herdeiros da salvação. Isso é salvação pela graça, e não por obras!!!
Finalmente, a aliança é eterna porque não pode ser ultrapassada por algo mais glorioso. Na ordem de Suas operações, Deus sempre avança do bom para o melhor. A antiga lei foi deixada de lado porque Ele achou nela falhas, e, portanto, a nova aliança deve durar até que seja achada nela uma falha; o que nunca acontecerá.
Quero repetir aquelas palavras: “Para que nunca se apartem de mim”. Se houvesse apenas esse texto na Bíblia a respeito do assunto, bastaria para comprovar a perseverança final dos santos: “Para que NUNCA SE APARTEM de mim”. A promessa não é cumprida por meio de alterar o efeito da apostasia. Se eles se apartassem de Deus, isto seria fatal. Suponhamos que um filho de Deus se afastasse totalmente de Deus, e perdesse totalmente a vida de Deus: o que seria dele então? Seria salvo da mesma forma? Respondo: sua salvação se acha no fato de que ele nunca perderá totalmente a vida de Deus. Por que devemos perguntar o que aconteceria num caso que nunca poderá ocorrer? Mas se devemos supor tal coisa, não hesitaremos em dizer que se o crente fosse totalmente separado de Cristo, teria, sem dúvida, que perecer eternamente. Se alguém não permanece em Cristo, é lançado fora como um sarmento, e secará. Se o Espírito Santo realmente regenerou uma alma, porém aquela regeneração não a salvar da apostasia total, o que mais poderá ser feito? Existe o “nascer de novo”; mas não existe o nascer e renascer várias vezes. A regeneração é de uma vez por todas: não pode ser repetida. As Escrituras não contêm nenhuma palavra ou indicação nesse sentido. Se os homens foram lavados no sangue de Jesus, e renovados pelo Espírito Santo, e esse processo sagrado fracassou, então não sobra outra alternativa.
Que ninguém diga, portanto: “Embora volte para meus velhos pecados, e cesse de orar, de me arrepender, ou de crer, ou de ter algo da vida de Deus em mim, ainda assim serei salvo porque tempo houve quando eu era crente”. Não, não, falador profano; o texto não diz: “Serão salvos embora se apartem de mim” ele diz “para que nunca se apartem de mim”, que é assunto bem diferente. Ai daqueles que se apartam do Deus vivo!
Essa perseverança dos santos não entra, tampouco, mediante a remoção da tentação. Podem ser tentados; no entanto nunca serão vencidos. Embora pequem em certa medida, não pecarão de tal maneira que se apartarão de Deus. Ainda se apegarão a Ele, e viverão em Cristo mediante a habitação neles do Espírito Santo.
Como pois são preservados ? Ora, não conforme alguns dizem falsamente, como se pregássemos “que o homem convertido pode viver como quiser”. Nunca dissemos isso; nunca sequer pensamos assim. O homem convertido não pode viver como quer; ou melhor, é tão transformado pelo Espírito Santo, que se pudesse viver como quer, nunca pecaria, mas viveria uma vida absolutamente perfeita.
Alguns pregam uma doutrina que tem uma porta bem larga, porém é só porta, e quem entra por ela, não recebe nada; não está mais seguro do que quando estava fora. As ovelhas não se apressam para entrar onde não há pastagem. Alguns têm pensado que esta doutrina é estreita, embora eu tenha certeza de que não é; contudo, se uma porta parecer estreita, e se há algo que valha a pensa ser recebido por quem entrar, muitos procurarão a admissão. “Oh”, diz alguém, “se a salvação é uma coisa permanente, se essa regeneração importa numa mudança da natureza de tal tipo que nunca poderá ser desfeita, quero tê-la. Se a salvação é meramente um artigo banhado a prata, que perderá seu brilho, não a quero; todavia se é prata de lei maciça, desejo recebê-la”.
Muitas pessoas têm crido em Deus para salvá-las, mas só por algum tempo; enquanto são fiéis, ou enquanto são sinceros. Amados, creiam em Deus para Ele mantê-los fiéis e sinceros durante toda a sua vida: comprem uma passagem até o ponto final. Obtenham um salvação que cubra todos os riscos.
Aqueles que não pode guardar vocês para sempre, não poderá guardá-los por um dia sequer. Se o poder da regeneração não perdurar por toda a vida, talvez nem dure uma hora. A fé na aliança eterna agita o sangue do meu coração, enche-me de confiança, inspira-me de entusiasmo. Nunca posso abrir mão daquilo que o Senhor tem dito: “Farei com eles aliança eterna segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim” (Jeremias 32:40).

Cada Dia