sábado, 21 de abril de 2012

CAMISA CLERICAL PARA PASTOR - VESTES LITURGICAS

Estamos vivendo uma época na qual as pessoas vêem nas tradições e nas simbologias que alas carregam uma espécie de empecilho ou peso que atrapalha a caminhada rumo ao moderno e a melhores momentos.

No campo religioso isso não tem sido diferente. Se no passado os pastores se vestiam muito bem e com formalidade, usando, pela ordem na tradição calvinista, toga, terno (paletó e gravata) e colarinho clerical, hoje em dia estes são paramentos completamente dispensáveis, obsoletos, e até odiados e desconhecidos, em algumas igrejas das mais diversas denominações.

Nesta quinta-feira, dia 18 de março de 2010, recebi um e-mail interessante, enviado pelo Rev. Jaziel Campinha Cunha, sobre a história da gola clerical, escrito pelo Rev. Vanderly. Como julguei o assunto relevante decidi publicá-lo.

Eis o texto do Rev. Vanderly, intitulado: História da Gola Clerical.



O uso de vestes especiais por parte dos oficiais da igreja serve para representar o seu ministério entre o povo. Entre estas vestes especiais se destaca o colarinho clerical. Este é normalmente o colarinho de uma camisa ou colete com uma aba branca destacável frente. Originalmente era feito de algodão ou linho, mas normalmente é feito hoje de plástico. Às vezes (especialmente na prática católica romana) a aba é fixa com um colarinho que cobre quase completamente, deixando um quadrado branco pequeno à base da garganta. Em muitas igrejas e em muitos locais, por não saberem da origem e do significado, não se aceita o uso de colarinho clerical. Com a devida orientação os cristãos passarão a entender a conveniência e a oportunidade do seu uso.

Origem e uso

O colarinho clerical é uma invenção bastante moderna (é provável que tenha sido inventado em 1827). Aparentemente, foi inventado pelo Rev. Dr. Donald McLeod, pastor anglicano. Foi desenvolvido para ser usado no trabalho cotidiano do ministro (mais prático que a batina). Hoje é usado por pastores nas diversas denominações Cristãs como presbiteriana (é dito que o colarinho clerical se originou na Escócia), luterana, metodista, pentecostais e, também, por ministros Cristãos não denominacionais.

Os católicos romanos passaram a usá-lo a partir do Concilio Vaticano II, em substituição a batina, em situações especiais, essa adoção deve-se aos padres Jesuítas. É usado por todos os graus de clero: bispos, presbíteros (padres) e diáconos, e também por seminaristas. Na tradição Oriental, às vezes, os subdiácono e leitores também o usam.

Significado

O colarinho clerical simboliza que quem o usa é um servo, pois este colarinho estava ao redor do pescoço dos escravos no mundo antigo. As pessoas que o usam servem como Ministros de sua Palavra. Toda a igreja tem compromisso com o testemunho de Cristo no mundo, no entanto, o pastor compromete-se de modo específico com o Ministério da Palavra. Assim, o colarinho clerical simboliza esse compromisso pastoral com o anúncio do Evangelho. O colarinho branco sobre fundo preto envolvendo a garganta é simbólico da Palavra de Deus proclamada.

Relevância

O uso de símbolos é um sinal e um testemunho vivo de Deus no mundo secularizado. Pois uma das características do movimento de secularização o desprezo por sinais e símbolos religiosos. Para as pessoas o fato de ver um ministro com o colarinho clerical já é um testemunho de fé. Assim como vendo um militar lembramo-nos da Lei, e vendo um enfermeiro (a) com seu uniforme branco lembramos o hospital. Igualmente é válido para os pastores que freqüentam lugares públicos usar o colarinho clerical.

Conclusão

O Revmº. Robinson Cavalcanti, Bispo anglicano, testemunha: “Sempre viajo, e me dirijo a eventos públicos, vestido de colarinho clerical (clergyman), sem vergonha de ser cristão e de ser ministro do Evangelho. Se pouquíssimas vezes fui por isso hostilizado na Universidade, perdi a conta das centenas de oportunidades para testemunhar de Cristo, a partir desse aspecto visual”. Em nosso mundo dessacralizado, os símbolos não podem ser esquecidos. Não podemos nos conformar com o século. O colarinho clerical é um símbolo importante. Sacraliza visivelmente o mundo sinalizando a dedicação ao ministério.

Fonte: http://sementepalavra.blogspot.com/2008/07/colarinho-clerical-orige.... Acesso 18/03/10 às 14h47min.

No rastro do assunto, achei também, outro artigo muito interessante, que versa sobre uma pergunta feita por leitor católico a um blog católico. Tanto a pergunta como a resposta, transcrevo na íntegra.

LEITOR PERGUNTA SOBRE O USO DE CAMISA CLERGYMAN POR PASTORES PROTESTANTES

Por Rafael Cresci

Fonte: Enciclopédia Católica e Wikipédia

O leitor Francisco Diego, de Fortaleza/CE, nos enviou a seguinte pergunta:

Mensagem:

Salve Maria! Por que há pastores protestantes usando clérigo que os padres usam?Obrigado!

Prezado Francisco,

A sua pergunta está equivocada. Ela deveria ser exatamente o contrário! A veste correta e oficial da Igreja para todo clérigo é a veste talar (batina/sotana para clérigos até o grau de presbítero, e simarra para os bispos) com o colarinho romano. É proibido a um clérigo, por várias decisões de vários concílios, constituições apostólicas e também no direito canônico, usar roupas de um leigo e também ele deve se abster de cores berrantes incompatíveis com seu estado de vida (cf. Enciclopédia Católica, verbete Cleric, seção Obligations of Clerics, parágrafo 1).

O colarinho romano foi inventado por volta do século 17. Os anglicanos o passaram a utilizar no final do século 19. Em vários verbetes da mesma Enciclopédia Católica e também em outros da Wikipédia há excelentes fontes descritivas da história das vestimentas eclesiásticas. Como, neste artigo, não é nossa intenção estudar o histórico completo e são vários os artigos, não os citarei aqui.

A "camisa de clergyman" com colarinho em forma de tira removível (e também o rabbat, que é uma falsa camisa de frente única ou colete com colarinho, para ser usada em conjunto com um blazer e assim imitar uma camisa ou batina) foi inventada pelos protestantes "evangélicos" anglicanos nos idos de 1960, para se diferenciar dos sacerdotes católicos e também dos sacerdotes anglicanos (rejeitando assim por completo a doutrina do sacerdócio). Logo logo esta camisa foi assumida por vários outros ramos "evangélicos" mais "tradicionais" dos Estados Unidos, desde os Episcopalianos até os Metodistas. Algumas seitas evangélicas neopentecostais também encorajam seus pastores a utilizar a camisa de clergyman, mas a maioria mesmo rejeita por completo qualquer coisa que tenha colarinho e que o faça parecer um Católico Romano.

O uso da camisa de clergyman por sacerdotes católicos em substituição à batina é regulamentado por cada bispo em sua diocese (ou pelas conferências episcopais), como uma exceção/concessão/dispensa e não como regra. A princípio não é permitido, a menos que o bispo assim o diga. Nos EUA, por exemplo, só se pode usar camisa clergyman preta. Em algumas dioceses, porém os diáconos têm de usar camisa clergyman cinza ou azul-escura, para diferenciar dos presbíteros. Já aqui no Brasil, com ou sem regulamentações da CNBB a respeito, vemos qualquer clérigo utilizando camisas clergyman corais, multicoloridas, quadriculadas, listradas, com florzinhas, verde musgo, neon, e seja lá mais o que a imaginação e o mau-gosto permitirem, indo contra o princípio de que a cor da vestimenta clerical deve ser sóbria...


Em Cristo Jesus,

Rev. Marcos André Marques

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