terça-feira, 19 de junho de 2012

AMILENISTA-ou-POS-MILENISTA


Raniere Menezes:
NOVIDADE:

Mais um meio de guardarmos nossos registros na Rede: http://www.scribd.com/doc/38280903/A-verdade-escatologica-e-AMILENISTA-ou-POS-MILENISTA

Esse foi apenas o primeiro doc. ;) :D
joabe:

   Estou estudando  o pós milenismo (Raniere estou terminando de ler aqueles livros) e gostaria que os defensores desta linha interpretativa analizasse esse argumentos que postarei  ;)
joabe:
    "CRÍTICA AMILENARISTA AO PÓS-MILENARISMO


  Richard B. Gaffin Jr. levanta quatro críticas principais ao pósmilenarismo,do ponto de vista da teologia reformada conservadora.
  A primeira é que ele “‘de-escatologiza’ a existência presente (e passada) da igreja”. Para o pós-milenarismo, a “era de ouro” está sempre no futuro. Isto contrasta com a visão do Novo Testamento, que afirma “que o reinado escatológico de Cristo inicia já na sua primeira
vinda, culminando em sua ressurreição e ascensão”. Gaffin reconhece que alguns pós-milenaristas realmente consideram o milênio já acontecendo durante todo o período entre os dois adventos de Cristo.

Ele argumenta que a questão principal não é se o milênio iniciou quando Cristo veio pela primeira vez, mas “que implicações são tiradas deste reconhecimento [...] A vitória do milênio é apenas uma expectativa futura ou também uma realidade presente?”

   Uma segunda crítica é o que Gaffin considera sua “reserva mais
substancial”. Refere-se à negação prática do aspecto do “sofrer com Cristo”, que caracteriza a Igreja durante o período entre os dois adventos. Gaffin usa passagens como 2 Co 4.7-11; Fp 3.10; Rm 8.17ss.
para mostrar que uma visão triunfalista da igreja durante este tempo vai contra o testemunho do Novo Testamento.

   A terceira reserva que Gaffin tem em relação ao pós-milenarismo é que este priva a igreja da expectativa do retorno iminente de Cristo.
A urgência e realidade da vigilância perdem seu valor diante destas.Há pontos de contato entre o amilenarismo e o pós-milenarismo. Hoekema, em sua resposta ao capítulo de Boettner (no livro, Four Views), aponta quatro aspectos nos quais há concordância: (1) a maneira como o reino de Deus se amplia hoje, i.e., através da obra do Espírito Santo e da pregação do evangelho; (2) o retorno visível de Cristo e a subseqüente ressurreição dos mortos e o julgamento geral; (3) uso tanto de interpretação literal como de figurativa da Escritura; (4) uma interpretação não-literal do milênio como um período que dura mais de mil anos.

  O ponto de discordância refere-se a “como devemos entender o milênio“ (Four Views, 149).
 Chilton, em seu Paradise Restored, diz: “Este mundo tem dezenas de milhares, talvez centenas de milhares de anos de crescentes bênçãos a sua frente antes da segunda vinda de Cristo”.
Gaffin comenta apropriadamente: “Esta predição, ao contrário das profecias de Hal Lindsay e outros, pode ser imune ao embaraço da não-confirmação nos eventos do futuro imediato, mas está no mesmo nível de cálculos quiliásticos”.
Uma dificuldade final na abordagem pós-milenarista, para Gaffin, é a negação prática de uma tensão importante que o Novo Testamento anuncia para a vida cristã neste mundo e em relação ao próprio mundo.
Conforme 1 Co 7.29-31,61 há uma tensão na maneira como os cristãos vivem durante este breve tempo, até que este mundo passe.
Para Gaffin,parece que o pós-milenarismo reconstrucionista omite ou ao menos emudece substancialmente este “como se não” (hos me) paulino, esta tensão paradoxal do ‘desinteresse completamente envolvido’ ou, se preferir,"envolvimento desinteressado" nas coisas deste mundo. [...] Esta tensão [...] reflete uma qualidade essencial do próprio Evangelho; ela exibe uma dimensão daquela ‘ofensa’ e ‘loucura’ referidas por Paulo, que a incredulidade inevitavelmente atribui ao Evangelho (1.23). Certamente o equilíbrio que buscamos aqui é difícil de manter; não há fórmulas fáceis ou sistemas
óbvios. O caminho que a igreja é chamada a seguir até a vinda de Cristo, caminho permanentemente exigente, que frequentemente nos deixa perplexos, pode ser negociado somente na medida em que vivemos
por fé e não pelo que vemos (2 Co 5.7). [...] a fé permanecerá alerta para não ser tirada do equilíbrio – seja pelas tendências pré-milenaristas (ou amilenaris-. “Uma consideração básica é que de acordo com o Novo Testamento, Cristo poderia ter voltado a qualquer tempo desde o ministério dos apóstolos; tudo o que se esperava a partir das profecias, exceto o retorno de Cristo e suas consequências, foram satisfeitas no decurso da história da redenção, terminando com o ministério deles“
  
  
   *Richard B. Gaffin, Jr. é um teólogo calvinista,ministro presbiteriano professor de Bíblia e Teologia Sistemática no Seminário Teológico de Westminster em Filadélfia , Pensilvânia .
 
   *Harold Lee "Hal" Lindsey ([/b]nascido em 23 de novembro de 1929) é um americano evangélico e cristão escritor. He is a Christian Zionist and dispensationalist author. Ele é um cristão sionista e dispensacionalista autor. He currently resides in the Palm Springs area of Southern California. 

[/i]
Wagner SP:
Bom primeiramente eu quero agradecer a todos por esse excelente tópico, terminei de ler ele todo agora..rss. Eu era dispensacionalista, conheci a fé reformada me tornei pré histórico, conheci os puritanos e o pós e fiquei simplesmente encantado. Textos como Sl 2, 110 e outros começaram a brilhar diante dos meus olhos, as parábolas do Reino, com suas afirmações como: "um homem semeou boa semente em seu campo...a boa semente é os filhos do Reino e o campo é o mundo", me ajudaram a abandonar um pessimismo q tinha q aceitar porque era bíblico, e abraçar um otimismo advindo da pormessa do PAI ao Filho e da Ressurreição deste. Claro a questão ainda não esta resolvida para mim, tipo existem profecias no AT q como o Gruden diz exigem um cumprimento q não pode ser nem a eternidade e nem espiritualizado - mas ai me vem uma questão: é legítimo pegar certas profecias do AT q são usadas para falar do milênio e interpretá-las falando ainda do milênio, só q com uma visão pós? (por exemplo Is. 11). Além disso, caso não me engane, na teologia do Franklin e do Alan, se faz uma critica ao pós, dizendo q ele não leva em conta passagens como as de Timóteo q diz sobre os tempos difíceis (acho q foi o Raniere q tratou disto, falando q o tempo difícil era o do Timóteo)..tinha pensado nisso e procurei entender essa "tensão" entre idade de ouro e tempos difícieis usando a ideia de Edwards sobre o avanço e recuo das ondas...bom, estou aguardando o tratamento das criticas enviadas pelo joabe, principalmente a treceira...acho q a primeira não faz muito sentido, já q o Reino esta crescendo até se tornar a árvore na qual os passaros fazem seus ninhos, e em relação ao sofrimento, com certeza enquanto estivermos nesse mundo caído - mesmo em processo de restauração - não irá faltar oportunidades para se sofrer com Cristo..
LMB:
Vi o texto de uma amilenista criticando o pos-milenismo. Porém, numa sintese apertada:

1) Apontou em certos detalhes o embasamento do pos-milenismo
2) Criticou sem justuficar os apontamentos
3) Concluiu favorecendo o amilenismo sem justificar

http://www.cprf.co.uk/languages/portuguese_preterism.htm

Caso queiram opinar ...
Fonte:  www.monergismo.com

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