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domingo, 9 de dezembro de 2012

Quando será o fim do mundo? Que sinais o antecederão?

Quando será o fim do mundo? Que sinais o antecederão?



“Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?”    (Mt 24.3b NVI)


Quando será o fim do mundo?


Segundo as Escrituras, vivemos, hoje, o tempo que ela designa como “últimos dias” ou “últimos tempos” (1 Tm 4.1; 2 Tm 3.1; 1 Pe 1.20; 1 Jo 2.18; Jd 1.18).

São os dias que antecedem o “Dia do Senhor”, o “último tempo”, “a revelação de Jesus Cristo” (1 Pe 1.5).

A Bíblia ensina que a data deste dia final não será revelada a ninguém, pois é de conhecimento exclusivo do Pai (Mt 24.36).

Por sua vez, nos exorta a não cair em dois extremos: O da indiferença para com este dia (Mt 24.38-39; 2 Pe 3.1-10), nem na precipitação de abandonar todas as nossas responsabilidades terrenas, achando que o fim é chegado e que desnecessário se faz cumprir nossas obrigações ou fazer quaisquer investimentos neste mundo (Mt 25.14-30; 2 Ts 2.1-3; 3.10-12).

Qual a atitude correta, então, para quem vive estes últimos dias, em relação ao derradeiro fim? O da vigilância (Mt 24.42.44; 1 Ts 5.1-11).

Por outro lado, embora não possamos saber qual será o dia exato em que o fim virá, podemos, outrossim, e até devemos, atentar para os sinais que apontam para “a consumação dos séculos”. O próprio Jesus ensinou sobre isto quando inquirido pelos discípulos a respeito do fim (Mt 24.3, cf. 24.32-33).
Quais os sinais do fim do mundo?


a) O princípio das dores para os judeus. No capítulo 24 de Mateus, Jesus faz referência a um período de grande tribulação à qual passaram os judeus no séc. I da era cristã, precisamente no ano 70, quando houve a queda de Jerusalém (Mt 24.3-29, cf. Lc 21.7-28). Note que este acontecimento está inter-relacionado com o que ocorrerá com o fim do mundo e fatos que o antecederão. Isto ocorre porque a grande tribulação pela qual passaram os judeus é tomada como um símbolo, sinal, amostra dos acontecimentos do fim do mundo.

Importante também considerar que eventos ocorridos neste período de grandes dores para os judeus se repetiram pontualmente várias outras vezes na história da humanidade de lá para cá. Como disse Jesus, são dores de parto que anunciam que os acontecimentos iminentes ao fim estão chegando.

Obs.: Este recurso de tomar julgamentos ou catástrofes pontuais sob a soberania de Deus a cidades, povos ou nações é usual nas Escrituras. Note, por exemplo, que os julgamentos divinos nos dias de Noé (Mt 24.37-39), das cidades de Sodoma e Gomorra (Mt 11.23-24) e da Babilônia (Is 13.9-13,19; 14.12-15; 21.9; Ap 18.1-2), entre outros, são tomados como sinais ou amostras do julgamento divino ocorridos ou a ocorrer em outros tempos, bem como no final do mundo.

b) A pregação do evangelho por todo o mundo (Mt 24.14). Não significa que cada pessoa no mundo será evangelizada, pois o texto fala de nações, nem deve ser entendido que o mundo todo se converterá à mensagem do evangelho. O texto afirma que a mensagem do evangelho chegará a todos os povos.

c) A Grande Tribulação, a Grande Apostasia e o Anticristo.

Segundo as Escrituras, o que está referido acontecer nestas três situações simultâneas e conexas, já pode ser visto e sentido em certa dosagem no tempo atual dos últimos dias. O diferencial com o que ocorrerá no fim dos tempos e na aproximação deles é da intensidade e especificidade de tais ocorrências:

c.1. A Grande Tribulação, um período muito difícil de passar por ele (Mt 24.15-30).

c.2. A Grande Apostasia, um movimento grande e intenso de afastamento definitivo, deliberado e de renúncia total da fé e doutrina cristã (Mt 24.24, 10-12; 2 Ts 2.3, com manifestações que já podem ser sentidas nos últimos dias: 1 Tm 4.1-5; 2 Tm 3.1-5; Jd 1.17-19).

c.3. O Anticristo, entendido não apenas como alguém que se opõe a Cristo, mas um que se faz rival dele, que pretende tomar o seu lugar. Ele está simbolizado em Antíoco Epifânio [175-164 a.C] (Mt 24.15 cf. Dn 11.31; 12.11) como também nas abominações cometidas pelos romanos na destruição de Jerusalém em 70 d.C. (Mt 24.16-28; 2 Ts 2.3-12; 1 Jo 2.18,22; 4.3).

Segundo João, anticristos já podem ser sentidos nos tempos atuais. Não obstante, é aguardado o Anticristo na iminência da volta de Cristo.

Aos tessalonicenses, Paulo diz que ele está impedido de aparecer até o tempo estabelecido. Há algumas especulações sobre a identificação deste impedimento ao surgimento do Anticristo. Cogita-se nas leis romanas da paz e justiça, na pregação do evangelho que se opõe e contêm as forças satânicas, o próprio Espírito Santo e até o anjo Miguel. Mas o texto não elucida, de fato, a questão. Cabe-nos apenas entender que, nos planos de Deus, está determinado o tempo certo do Anticristo aparecer e, seja o que for que o detenha até lá, na ocasião será removido.

d) Perturbações da natureza (Mt 24.29). Descrições deste tipo foram muito utilizadas pelos profetas do A.T. (Is 13.10; 24.16b-23; 34.4; 51.6,16; 60.18-21; Ez 32.7-8; Jl 2.28-32; Am 8.9), indicando grandes mudanças no mundo a serem operadas por Deus. Que grandes mudanças o mundo aguarda? Purificação, renovação, paz e harmonia total (2 Pe 3.7-13; Rm 8.19-23; Is 11.6-10; 65.25).

Como estas passagens devem ser interpretadas? O que elas querem dizer?

a) Elas indicam a transitoriedade de todas as coisas (céus e terra) quando comparadas com a eternidade de Deus e a infalibilidade das promessas e dos decretos de Deus, especialmente da libertação, salvação e bênçãos ao seu povo (Mt 24.35).

b) Também se referem, figurativamente, às trevas que se abaterão sobre a humanidade quando a mão do Senhor, no dia do juízo, pesar sobre toda a maldade que há na terra. Algo assim ocorreu no Egito (Êx 10.21; Ez 32.7-8).

c) Também se referem à impossibilidade da humanidade de escapar ou de resistir à manifestação da ira de Deus no dia do juízo (Ap 6.12-17).

d) Mostram que o juízo de Deus sobre a humanidade, punindo os que são rebeldes a ele e salvando os que o temem, será sentido pela natureza que, de algum modo, está contaminada com o mal da humanidade e precisa ser renovada e restaurada (Gn 3.17-19; Rm 8.19-23).

e) Mostram que a suposta luz dos homens e dos seus impérios mundiais, simbolizados nos astros celestes, não poderão subsistir face à verdadeira luz que será a única a iluminar o mundo após a intervenção de Deus (Is 14.12-23).

f) Colocam os deuses e ídolos, simbolizados nas luzes dos astros, em sua verdadeira condição de anulação total e escuridão no Dia do Juízo. Só o verdadeiro Deus, fonte da luz, permanecerá após a sua intervenção (Is 2.12-22 cf. Gn 1.3-5,14-19 ao mostrar que anterior aos luzeiros a luz já existia, desmitificando qualquer divindade destes astros celestes).

g) Apresentam o abalo profundo e definitivo que as forças do mal, as hostes celestes, experimentarão no dia em que o Senhor purificar e libertar o mundo de toda maldade e malignidade (Ef 6.12; Ap 20.10).

h) Ensinam que, seguido às convulsões da natureza, ou seja, a aplicação total e definitiva do juízo de Deus, tudo será novo, restaurado em uma condição ideal de harmonia e paz de toda a criação, com ela mesma e com Deus. É o retorno ao estado paradisíaco do princípio do mundo relatado em Gênesis (Gn 1-2; Ap 21-22).

i) Que apesar de todas as convulsões da natureza, não se descreve a destruição da humanidade, pelo contrário, os textos afirmam que haverá pessoas vivas na volta de Cristo (Mt 24.30b; 1 Co 15.51-52; 1 Ts 4.17).

De tudo o que está elencado acima, podemos concluir que o mundo (kosmos) passará por cataclismos, isto é, transformações geológicas, grandes inundações, terremotos, relacionados à ação purificadora, restauradora, renovadora de Deus, quando a antiga criação, manchada e marcada profundamente pelo pecado e malignidade dominante, dará lugar para a nova era do novo céus e nova terra, onde somente a justiça, paz e harmonia do reino eterno do Senhor prevalecerá e permanecerá.

Não podemos inferir, porém, que a terra, lua e estrelas desaparecerão e deixarão de existir, embora haja quem prefira esta interpretação. Parece-nos mais coerente com as profecias do Antigo Testamento, com a compreensão antiga hebraica (que acreditava que os astros ficavam pendurados na abóboda celeste e que poderiam sair temporariamente de sua posição), com os textos paulinos, com a humanidade presente e viva no mundo na volta de Cristo e, finalmente, com a natureza de Deus e os propósitos perfeitos dele para com sua criação, que o mundo como hoje o conhecemos passará por um processo de fortes convulsões para dar nascimento a uma nova era, deixando de existir, de fato, o pecado e toda forma do mal que a humanidade em sua história ímpia expressou em suas atitudes pervertidas, ímpias e idólatras, seja nos indivíduos, seja nos governos. Não será uma mera melhoria. Trata-se de uma nova realidade que surgirá da antiga. Podemos entender que isto seja plenamente possível, assim como entendemos ser possível a ressurreição. Pois, assim como os corpos serão ressuscitados a partir do primeiro, porém numa nova natureza, a de um corpo glorificado, também a renovação do mundo será sob uma nova base (1 Co 15.35-49; 2 Co 5.17; Rm 8.18-23).

Portanto, estes textos sobre as convulsões da natureza, têm muito mais caráter metafórico (ainda que não desconsidere reais convulsões da natureza), próprio da linguagem apocalíptica, aludindo sempre ao juízo de Deus, à terrível experiência que será passar por ele e à novidade da realidade após este juízo.

Surge, a partir disto, a seguinte questão: Onde viverão os salvos depois que novo céu e nova terra forem criados, no céu ou na terra?

Segundo Ap 21.1-2, a morada eterna dos salvos será no novo céu e nova terra, que terá a Nova Jerusalém em pleno e perfeito contato e harmonia. A Nova Jerusalém, a cidade santa celestial, a morada de Deus, “descerá” para estar com a terra e os salvos poderão adentrar nela pelas suas 12 portas. Ou seja, o que aguardamos é um futuro em que não haverá mais separação entre o céu, morada de Deus, e a terra, morada dos salvos, podendo estes adentrarem livremente à presença de Deus. Ou seja, esperamos uma total harmonia entre Deus, os salvos e o universo.

e) O último sinal: Todas as pessoas da terra verão Jesus vindo sobre as nuvens (Mt 24.30, cf. At 1.11; 1 Ts 4.16).

Pastor Alexandre

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Artigo

A CEIA DO SENHOR - I Co 11:23 -33

* Ao celebrar a ceia do Senhor, precisamos observar a expressão do texto, proferida por Jesus “fazei isto”.
* Pois percebemos que se trata de uma ordem, logo a ceia é uma ordenança e fica ainda mais evidente ser uma ordenança para a Igreja, quando Jesus repete a expressão “todas as vezes que” mostrando que este ato deveria ser parte de uma nova prática cristã.

I. A ceia é um memorial:
* A Bíblia não diz que o pão e o vinho se transformam no corpo e no sangue de Cristo na hora em que partilhamos.
* Jesus deixa claro que a ceia é um ato simbólico, “em memória de mim”.
* É um momento de recordação do que ele fez por nós, morrendo na cruz, para nos remir dos pecados.
* Ao participarmos da ceia estamos anunciando Jesus, sua vida, sua morte, sua vinda “até que venha”.

II. É uma Aliança:
* Os orientais davam muito valor às alianças, e as representavam.
* Quando Jesus institui exatamente o pão e o vinho como os elementos da ceia, ele sabia exatamente o que estava fazendo.
* Para os judeus, o pão e o vinho faziam parte de um ritual de aliança, de sangue, o mais alto nível de aliança que alguém poderia se submeter. Ao contrair uma aliança deste nível, as duas partes estavam declarando que misturavam suas vidas e tudo o que era de um passava a ser do outro e vice-versa.
* Por isso Jesus declarou na ceia que o cálice era a aliança no seu sangue , estabelecendo com isto um ritual de aliança.
* Vemos no Velho Testamento Abraão indo ao encontro de Melquisedeque, sacerdote do Deus Altíssimo, e levando pão e vinho. O que era isto? Um ritual de aliança.
* Quando tomamos a ceia juntos estamos reconhecendo que estamos aliançados com Cristo, e que nossas vidas estão misturadas uma com a outra.
* Na Igreja, no Grupo Familiar e no Discipulado. A ceia do Senhor é a comunhão dos aliançados.

III. A ceia do Senhor é um tempo para comunhão:
* Na Igreja primitiva era talvez chamada de “Ágapes” “Festa do Amor”.
* A expressão “corpo” que encontramos no ensino bíblico da ceia, reflete esta visão de unidade e comunhão.
* A mesa é um lugar de comunhão em praticamente quase todas as culturas e épocas, e a mesa do Senhor não deixa de ter também esta característica.

IV. Quem participa?
* Os que estão aliançados com Cristo pela fé nele.
* Pela confissão com lábios e fé no coração. Rm 10.
* O participante precisa estar aliançados com Cristo e com a vida espiritual em ordem.
* Não proibimos ninguém de participar da ceia, mas a Bíblia diz que cada pessoa julgue a si mesma “Examine-se a si mesmo”.
* Nem Judas Iscariotes em pecado e endemoninhado foi proibido por Jesus de participar da ceia. Lc 22.3,21.
* O que a Bíblia nos ensina é que cada pessoa deve fazer um auto-exame, “examine-se a si mesmo”, e não que seja examinado pelos outros.
* Portanto não examinemos ninguém, nem os proibamos, só instruímos. Se a pessoa insistir em participar de forma indigna colherá o julgo divino.

V. Onde devemos celebrar a ceia?
* Não há lugar determinado para se realizar a ceia, onde quer que estejam reunidos os cristãos ela pode ser celebrada.
* No livro de Atos, lemos que o pão era partido de casa em casa (Atos 2.46) o que nos deixa totalmente à vontade em relação a celebrá-la nos Grupos Familiares.
* Paulo também deixa claro que a ceia também era celebrada na Igreja “quando vos reunir na igreja..”, e “Se alguém tem fome coma a ceia” 1º Cor 11.18 e 34” revela que na cidade de Corinto a ceia era praticada também num lugar maior de reunião para toda a Igreja.
* Portanto, como nos reunimos no templo e nas casas, a semelhança dos dias do Novo Testamento, na visão de Grupos Familiares, devemos praticar a ceia do Senhor nos dois locais de reuniões, sendo que a maior incidência se da no templo quando reunimos todo o corpo local.

VI. Quando acontece?

* No nosso entendimento não há uma periodicidade definida pela Bíblia quanto à celebração da ceia, Jesus apenas disse: “Fazei isto, todas as vezes que o beberdes em memória de mim”.(1 Cor 11.2.56).
* Esta expressão “todas as vezes que” nos da liberdade de celebrarmos quando quisermos, mas sempre em memória do Senhor Jesus Cristo. Celebramos a ceia mensalmente na Igreja, e não temos periodicidade definida nas casas, talvez de 4 em 4 meses.

CONCLUSÃO:
Na igreja primitiva, quando celebrada nas casas, a ceia do Senhor era também chamada de Ágape ou Festa do Amor.
Os irmãos se reuniam para ter comunhão ao redor da mesa, onde tomavam suas refeições juntos e juntamente com as refeições celebravam a ceia do Senhor.


A doutrina da salvação pela fé

A doutrina da salvação pela fé em Cristo prova que o "livre-arbítrio" é falso. No trecho de Romanos 3.21-25. Paulo proclama com toda a confiança: "Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus. sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante o redenção que há em Cristo Jesus; a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé..." Essas palavras são quais raios contra a idéia do "livre-arbítrio". Paulo faz distinção entre a justiça conferida por Deus e a justiça que vem mediante a observância da lei. O "livre-arbítrio" só poderia ser uma realidade se o homem pudesse ser salvo mediante a observância da lei. Não obstante, Paulo demonstra claramente que somos salvos sem dependermos, em absoluto, das obras da lei. Sem importar o quando possamos imaginar um suposto "livre-arbítrio: capaz de praticar boas obras ou de tornar-nos bons cidadãos. Paulo continua asseverando que a justiça dada por Deus é de natureza inteiramente diferente. É impossível que o "livre-arbítrio" consiga resistir a assaltos de versículos como esses. Esses versículos desfecham ainda outro raio contra o "livre-arbítrio". Neles. Paulo traça uma linha distintiva entre os crentes e os incrédulos (Rm 3.22). Ninguém pode negar que o suposto poder do "livre-arbítrio" é bem diferente da fé em Jesus Cristo. Mas sem fé em Cristo, conforme Paulo esclarece, ninguém pode ser aceito por Deus. E se alguma coisa é inaceitável para Deus, então é pecado. Não pode ser algo neutro. Por conseguinte, o "livre-arbítrio", se existe, é pecado, visto que se opõe à fé e não redunda em glória a Deus. O trecho de Romanos 3.23 constitui-se em mais outro raio. Paulo não diz que todos pecaram, exceto aqueles que praticam boas obras mediante seu próprio "livre-arbítrio". Não há exceções. Se fosse possível nos tornarmos aceitáveis diante de Deus através do "livre-arbítrio", então Paulo seria um mentiroso. Ele deveria ter dado margem a exceções. No entanto, Paulo afirma, categoricamente, que em face do pecado ninguém pode realmente glorificar e agradar a Deus. Todo aquele que agrada ao Senhor deve saber que Deus está satisfeito com ele. Porém, a nossa experiência ensina-nos que coisa alguma em nós agrada a Deus. Pergunte àqueles que defendem o "livre-arbítrio" se existe neles alguma coisa que agrada a Deus. Eles serão forçados a admitir que não existe. E é isto que Paulo claramente afirma. Até mesmo aqueles que acreditam no "livre-arbítrio" precisam concordar comigo que não podem glorificar a Deus, contando apenas com os seus próprios recursos. A despeito do seu "livre-arbítrio", eles têm dúvida se podem agradar a Deus. Assim, eu provo, com base no testemunho da própria consciência deles, que o "livre-arbítrio" não agrada a Deus. Apesar de todos os seus esforços e de seu empenho, o "livre-arbítrio" é culpado do pecado de incredulidade. Portanto, vemos que a doutrina da salvação pela fé é completamente contrária a qualquer idéia de "livre-arbítrio".

Aqueda da graça

A QUEDA DA GRAÇA CONTRASTADA COM A PERSEVERANÇA DOS SANTOS

Arminianismo: aqueles que crêem e são verdadeiramente salvos, podem perder sua salvação por não guardar a sua fé. Nem todos os arminianianos concordam com este ponto. Alguns sustentam que os crentes estão eternamente seguros em Cristo; que o pecador, uma vez regenerado, nunca pode perder a sua salvação.

Calvinismo: todos aqueles que são escolhidos por Deus e a quem o Espírito concedeu a fé, são eternamente salvos. São mantidos na fé pelo poder do Deus Todos Poderosos e nele perseveram até. O fim.

Sumário dessas Posições :

De acordo com o Arminianismo: a salvação é realizada através da combinação de esforços de Deus (que toma a iniciativa) e do homem (que deve responder a essa iniciativa). A resposta do homem é o fator decisivo (determinante). Deus tem providenciado salvação para todos, mas Sua provisão só se torna efetiva (eficaz) para aqueles que, de sua própria e livre vontade, “escolhem” cooperar com Ele e aceitar sua oferta de graça. No ponto crucial, a vontade do homem desempenha um papel decisivo. Desta forma é o homem e não Deus, que determina quem será o recipiente do dom da salvação.

Esse era o sistema de doutrina apresentado na “ Remonstrance” (Representação) dos Arminianos e rejeitados pelo Sínodo de Dort em 1619,por não ser bíblico.

De acordo com o Calvinismo: a salvação é realizada pelo infinito poder do Deus Triuno. O pai escolheu um povo, o filho morreu por ele e o Espírito Santo torna a morte de Cristo eficaz para trazer os eleitos à fé e ao arrependimento, desse modo,fazendo os obedecer voluntariamente ao evangelho. Todo o processo (eleição,redenção,regeneração,etc) é obra de Deus e é operado tão somente pela graça. Desta forma, Deus e não o homem, determina quem serão os recipientes do dom da salvação.

Esse sistema de teologia foi reafirmado pelo Sínodo de Dort em 1619 como sendo a doutrina da salvação contida nas Escritura Sagradas. É o sistema apresentado na Confissão De Fé de westminster e em todas as Confissões Reformadas. Na época do Sínodo de Dort foi formulada em “cinco pontos” (em resposta aos cinco pontos submetidos pelos arminianos à Igreja da Holanda ) e têm sido, desde então , conhecidos como “os cinco pontos do Calvinismo”.

Rev: João Alves dos Santos.

 
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