quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Halloween: uma tradição exótica que teimamos em importar



Qual seria a necessidade de um estudo
sobre o Halloween, se esta é uma festa americana
e de alguns países europeus?

É que, apesar de essa festividade não ser muito
conhecida pela maioria das pessoas no Brasil,
ela vem ganhando grande espaço
em nossa cultura através de escolas primárias,
escolas de inglês, TV, clubes, etc.
Por essa razão, pais, professores e pastores
precisam saber mais sobre esta festa pagã.

O que são as festas de Halloween? O Halloween acontece nas noites dos dias 31 de outubro quando são geralmente celebradas as festas à fantasia, fogueiras e com crianças vestidas de monstros, fantasmas, bruxas, etc., as quais saem de casa em casa pedindo doces (brincadeira de "trick or treat", "travessuras ou doces").

Simbolismos e suas origens
Definição: "Hallowed" é uma palavra do Inglês antigo que significa "santo", e "een" também de origem inglesa significa "noite", então o significado é "Noite Santa" ou "All Hallows Eve", "Noite de Todos os Santos".
 
        O dia 31 de outubro
O dia 31 de outubro não é uma escolha por acaso. No calendário celta, este é um dos quatro principais dias de descanso das bruxas, os quatro dias de "meio trimestre". O primeiro, 2 de fevereiro, conhecido como Dia da Marmota, honrava a Brigite, a deusa pagã da cura. O segundo, um feriado de maio chamado Beltane, era, entre os bruxos, o tempo de plantar. Neste dia os druidas executavam ritos mágicos para incentivar o crescimento das plantações. O terceiro, uma festa de colheita em agosto, era comemorado em honra ao deus sol, a divindade brilhante, Lugh. Esses três primeiros dias marcavam a passagem das estações, o tempo de plantar e o tempo de ceifar, bem como o tempo da morte e ressurreição da terra. O último, Samhain, marcava a entrada do inverno. Nesse tempo, os druidas executavam rituais em que um caldeirão simbolizava a abundância da deusa. Dizia-se que era tempo de "estado intermediário", uma temporada sagrada de superstição e de conjurações de espíritos.
Para os druidas, 31 de outubro era a noite em que Samhain voltava com os espíritos dos mortos. Eles precisavam ser apaziguados ou agradados; caso contrário, os vivos seriam ludibriados. Acendiam-se enormes fogueiras nos topos das colinas para afugentar os espíritos maus e aplacar os poderes sobrenaturais que controlavam os processos da natureza. Recentemente alguns imigrantes europeus, de um modo especial os irlandeses, introduziram o Halloween nos Estados Unidos. No final do século passado, seus costumes se haviam tornado populares. Era ocasião de infligir danos às propriedades, e consentir que se praticassem atos diabólicos não tolerados noutras épocas do ano
A Igreja Católica celebrava originalmente o "Dia de Todos os Santos" no mês de maio e não dia 1 de novembro como é feito atualmente. O Papa Gregório III, em 835, tentando apaziguar a situação nos territórios pagãos recém conquistados no noroeste da Europa, permitiu-lhes combinar o antigo ritual do "Dia de Samhain" ou "Vigília de Samhain" (algo parecido com o que os católicos fizeram no Brasil com os deuses africanos e os santos da igreja no tempo da escravidão). O Panteão de Roma, templo edificado para adoração de uma multiplicidade de deuses, foi transformado em igreja. Os cristãos celebravam ali o dia dos santos falecidos no dia posterior ao que os pagãos celebravam o dia de seu Senhor dos Mortos.

       
Druidas
Estes eram membros de um culto sacerdotal entre os celtas na antiga França, Inglaterra e Irlanda que adoravam deuses semelhantes aos dos gregos e romanos, mas com nomes diferentes. Pouco se sabe sobre eles, pois os sacerdotes passavam seus ensinamentos apenas oralmente jurando e fazendo jurar segredo. Algumas práticas porém são conhecidas. Eles moravam nas florestas e cavernas, e diziam dar instruções, fazer justiça e prever o futuro através de vôo de pássaros, do fogo, do fígado e outras entranhas de animais sacrificados. Os druidas também ofereciam sacrifícios humanos e tinham como sagrados a lua, a "meia-noite", o gato, o carvalho, etc. Os druidas foram dizimados pelos romanos na França e Inglaterra antes do final do primeiro século, mas continuaram ativos na Irlanda até o quarto século.

       
Bruxas e fantasmas
Os antigos druidas acreditavam que em uma certa noite (31 de outubro), bruxas, fantasmas, espíritos, fadas, e duendes saiam para prejudicar as pessoas.

       
Lua cheia, gatos e morcegos
Acreditava-se que a lua cheia marcava a época de praticar certos rituais ocultos. O gato estava associado as bruxas por superstição. Acreditava-se que as bruxas podiam transferir seus espíritos para gatos, então acreditava-se que toda bruxa tinha um gato. O gato era tido como "um espírito familiar" e muitos eram mortos quando se suspeitava ser uma bruxa. Os druidas também tinham os gatos como animais sagrados, acreditando terem eles sido seres humanos transformados em gatos como punição por algum tipo de perversidade. Representavam portanto seres humanos encarnados, espíritos malvados, ou os "espíritos familiares" das bruxas. A cor do gato originalmente não era um fator importante. O morcego, por sua habilidade de perseguir sua presa no escuro, adquiriu a reputação de possuir forças ocultas. O mamífero voador também possuía as características de pássaro (para o ocultismo, símbolo da alma) e de demônio (por ser noturno). No período medieval acreditava-se que demônios transformavam-se em morcegos. 

       
Cabeças de Abóbora ("Jack-o-lanterns")
A lanterna feita com uma abóbora recortada em forma de "careta", veio da lenda de um homem notório chamado Jack, a quem foi negada a entrada no céu, por sua maldade, e no inferno, por pregar peças no diabo. Condenado a perambular pela terra como espírito até o dia do juízo final, Jack colocou uma brasa brilhante num grande nabo oco, para iluminar-lhe o caminho através da noite. Este talismã (que virou abóbora) simbolizava uma alma condenada.
 
         "Travessuras ou Doces" - "Trick or Treat"
Acreditava-se na cultura celta que para se apaziguar espíritos malignos, era necessário deixar comida para eles. Esta prática foi transformada com o tempo e os mendigos passaram a pedir comida em troca de orações por quaisquer membros mortos da família. Também neste contexto, havia na Irlanda a tradição, que um homem conduzia uma procissão para angariar oferendas de agricultores, a fim de que sua colheitas não fossem amaldiçoadas por demônios. Uma espécie de chantagem, que daí deu origem ao "travessuras ou doces" "Trick or Treat".
 
        As máscaras e fantasias
As máscaras têm sido um meio de supersticiosamente afastar espíritos maus ou mudar a personalidade do usuário e também de comunicação com o mundo dos espíritos. Acreditava-se enganar e assustar os espíritos malignos, quando vestidos com máscaras. Também em outras culturas pessoas tem usado máscaras para assustar demônios que acreditavam trazer desastres como epidemias, secas, etc. Grupos envolvidos com magia negra e bruxaria também usam máscaras para "criar uma ligação" com o mundo dos espíritos.
 
        As fogueiras
A palavra inglesa para fogueira (de acampamento, festas, etc.) é "Bonfire". Alguém pode até pensar que quer dizer "fogo bom", mas na verdade vem de "Bone" (osso) + "Fire" (fogo). Nas celebrações da "Vigília de Samhain" nos dias 31 de outubro, os druidas acreditavam poder ver boas coisas e mal agouros do futuro através do fogo. Nestas ocasiões, os druidas construíam grandes fogueiras com cestas de diversos formatos e queimavam vivos prisioneiros de guerra, criminosos e animais. Observando a posição dos corpos em chama, eles diziam ver o futuro.

       
As cores laranja e preta
As cores usadas no Halloween, o laranja e o preto, também tem sua origem no oculto. Elas estiveram ligadas a missas comemorativas em favor dos mortos, celebradas em novembro. As velas de cera de abelha tinham cor alaranjada, e os esquifes eram cobertos com tecidos pretos.

O Halloween hoje
Vejamos agora a celebração atual do Halloween. Não é uma temática de trevas, morte, medo, ameaças, destruição e mal? Há bruxas, vassouras, morcegos, corujas, esqueletos, morte e monstros. Há lugares do mundo (cada vez mais) em que as crianças se disfarçam de demônios, bruxas e fantasmas, e saem à rua quando já está escuro, para repetir o que faziam os Druidas: pedir comida – só que agora pedem guloseimas e, em vez de maldições, ameaçam com travessuras. No Halloween há adivinhações, velas e invocação de espíritos. Há sacrifícios de cães, gatos, ratos, galinhas, cabras e até de seres humanos! Podemos pensar: "não é para levar isso tão a sério". No entanto, o maligno leva a sério, e Deus também.

         
O que a Bíblia diz
·         Sobre o culto ao medo: 2Tim 1:7
·         Sobre um dia especial dedicado ao mal: Salmos 118:24
·         O que Deus pensa dessa práticas e seus praticantes: Deut.18:9-14; Isa. 8:19; Lev. 19:26, 31; 20:6-8; 20:27;
·         Sobre as chantagens da esmola: Salmo 37:25
·         No Novo Testamento: Gal. 5:19-21; Apoc. 21:8; 22:15
Nossa resposta: Rom. 12:2; 1João 4:4; Efés. 6:12; 1Pedro 5:8-9; 2Cor. 2:11

Refletindo ...
Existe algo de ruim nisto?
Quer dizer que esta simples festividade com pessoas e crianças se fantasiando, pedindo doces é um remanescente de antigas práticas de magia negra, culto aos mortos e outras coisas sinistras?

Tire suas conclusões:
Nos Estados Unidos foram proibidas as orações públicas. O princípio do sectarismo tirou das escolas a celebração do Natal. Mas o Halloween permanece.
O abrigo de gatos de Chicago tem uma procura muito grande de gatos pretos durante os festejos de Halloween. Temendo que os gatos estivessem sendo usados em rituais macabros pelos que se auto-proclamam bruxos, a Sociedade Protetora de Animais excluiu a adoção durante essa temporada.
No Brasil e no mundo estão aparecendo pessoas se auto-intitulando bruxos. Simbolismo apenas? Pense em alguns símbolos e analise-os. Há algum significado? Há alguma importância? Há alguma influência? Exemplo: bruxas, fantasmas, cabeças de abóbora, fantasias macabras, etc.

Deve uma igreja acolher tais festividades?

Deve um crente participar de tais festividades? Hoje, mais e mais casos de sacrifícios humanos ocorrem no mundo ocidental justamente nesta época.
Em Jeremias 10.2, lemos: "Não aprendais o caminho das gentes". Uma pessoa que deseja agradar a Deus deveria dedicar seu tempo e apoio a celebrações como esta? Deveria permitir que seus filhos participem nas atividades populares relacionadas com esse festival pagão? Estamos cultivando os frutos do Espírito ou permitindo que ocasiões como esta nos façam cultivar uma tendência à idolatria, inimizade, luta, ciúmes, ódio e egoísmo (Gl 5.19-23)? O Halloween promove o amor a Deus e a Seu Filho Jesus ou nos envolve com demônios, bruxarias e uma quantidade de outras atividades que são especificamente condenadas na Bíblia?
O Halloween nunca foi uma festividade cristã e não tem lugar na vida de um crente que nasceu de novo em Cristo Jesus. Na verdade, é uma abominação ao Senhor, e devemos tomar uma posição firme contra essa festa e tudo aquilo que ela encerra. Vemos que sua história é claramente pagã, e que a expressão moderna também o é.

 
Mário de Jesus Arruda
é pastor da IPRB desde 01/12/2007.

Pastor da IV IPR de Carapicuíba, SP (Vila Freida).
Portador do prontuário 1.502
Membro do Presbitério de Osasco.
Artigo publicado no Jornal Aleluia de outubro de 2003.

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