quarta-feira, 14 de maio de 2014

Apêndice.



Importante: O texto a seguir é de autoria do Rev. William J. Grier (1868-19??).

As setenta semanas de Daniel 9.

As setenta semanas de Daniel (ou os setenta "setes") constituem a base de muitos esquemas de épocas. É bom observar o fim para o qual foram decretadas as setenta semanas:
"Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo." (Daniel 9:24)
De acordo com Daniel, esses seis resultados têm de ser obtidos antes que terminem as setenta semanas. É, portanto, errado considerar todos, ou alguns deles, como devendo ser cumpridos em um milênio depois das setenta semanas, como geralmente se faz.
O acabar com o pecado e a expiação da iniquidade tiveram lugar através dEle, que "se manifestou para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo" (Hb 9:26). Ele trouxe uma justiça que permanece para sempre (2ª Cor. 5:21). Após seu ministério e o de Seus apóstolos, nenhuma outra revelação profética seria necessária e Ele foi o Santíssimo, ungido com o Espírito (At 10:38).
Cristo é o personagem proeminente no trecho. Dele se diz, no versículo 26, que "já não estará" [1], isto é, será desprezado e rejeitado. É Ele quem "confirma" ou "faz prevalecer" a aliança (v. 27). Deve-se notar que a palavra empregada não significa "fazer aliança", e sim, "fazer prevalecer" a aliança, que é a Aliança da Graça, existente desde a antiguidade. (Ver nota abaixo).
Aquele que traz a desolação (fim do v. 27) é Tito, o comandante romano, cujas destruições horríveis são descritas por Josefo.
Não se justifica, absolutamente, o procedimento dos que tentam separar a 70ª semana da 69ª por um intervalo já muito mais longo que o total das 70 semanas. Se alguém alegar ter o próprio Daniel feito um intervalo, devemos responder que ele faz dois - 7 semanas e 62 semanas e 1 semana. Todos os intérpretes consideram as 62 semanas como vindo imediatamente depois das primeiras sete, sem qualquer interrupção. O intervalo assinala, apenas, um grande acontecimento na história de Israel: a restauração de Jerusalém sob a liderança de Esdras e Neemias. Semelhantemente, não há quebra de continuidade entre a 69ª e a 70ª semanas. Somente entre elas está o aparecimento portentoso de Cristo.
Não existe qualquer motivo para tomarmos os 70 "setes" como 490 anos. Em lugar algum do Velho Testamento se chama de "semana" ou "um sete" a um período de sete anos. É melhor interpretar esses "setes" como "uma designação propositadamente indefinida de um período de tempo medido pelo número 7, cuja duração cronológica tem de ser determinado sobre outras bases", conforme sugere Keil.

[1] Nota da tradutora: O autor segue uma versão inglesa que, conforme a tese de Edward J. Young ("The Preacher of Daniel"), representa melhor o sentido do texto hebraico. Duas frases de nossa Versão Revista e Atualizada no Brasil carecem de revisão. No v. 26 (cap. 9 de Daniel), a frase "já não estará" deve ser traduzida por "nada há para ele" ou "nada terá". No v. 27, "fará firme concerto" deve ser "fará o concerto prevalecer" (Novo Comentário da Bíblia) ou "confirmará a aliança", ou, ainda, "fará prevalecer a aliança".

Chegamos ao final da série de estudos intitulada "O Maior de Todos os Acontecimentos", pelo ponto de vista do amilenista Rev. William J. Grier.



quinta-feira, 8 de maio de 2014

BREVE APRESENTAÇÃO DO AMILENISMO


Por Danyllo Gomes



A volta de Cristo. Um tema que apesar de tantas divergências, é de grande importância para a vida da igreja. É uma doutrina que abraça o coração do povo de Deus e os faz ter esperança num Cristo que já veio, e que voltará. A esperança do Cristão, ou é a morte e o encontro com o Senhor, ou a Sua volta. De ambos os lados temos a felicidade e a esperança de estarmos com Ele. Com Aquele que “por meio Dele e para Ele foram” Deus fez todas as coisas.
A escatologia é o estudo das ultimas coisas, do alvo do plano de Deus, da consumação da história, entre outros, ou seja, é a matéria onde é estudado a respeito sobre: como será o fim? Cristo voltará? Como Ele voltará? Ele irá reinar por mil anos literalmente, ou apenas simbolicamente? Dentre essas perguntas tantas outras surgem nesse assunto que é tão bom e gostoso de ser estudado. Eu, particularmente, tenho um grande apreço por esse assunto, porque foi por meio dele que meus olhos se abriram para o verdadeiro evangelho. A partir dele minha busca pelo conhecimento do Senhor cresceu. Portanto, além de ser um assunto de esperança para o povo de Deus, também é um assunto que desperta uma certa curiosidade, e Deus, pela sua soberania pode levar pessoas a se interessarem mais a partir de assuntos como esse, como foi meu caso.
Então, qual a importância deste assunto para nós? A importância é saber que as promessas do Senhor nunca falham, que podemos e devemos ter esperança num Deus que enviará Seu filho mais uma vez, como já o fez no passado. Porém, com a consciência que a volta de Cristo será com um caráter diferente da primeira vinda. Na primeira vinda ele veio em amor, porém na segunda virá como reto juiz.
No estudo da escatologia temos uma divisão de assuntos que nos ajuda a entender melhor cada área. Temos a escatologia individual/pessoal que estuda: a morte; o estado intermediário, a ressurreição; céu; inferno e tantos outros assuntos que são tratados de forma pessoal. E do outro lado temos a escatologia geral/cósmica que estuda as ultimas coisas em relação ao mundo, como, por exemplo: volta de Cristo; o milênio, novos céus e nova terra. Neste estudo estarei apresentando apenas uma área da escatologia cósmica, que será o milênio.
Antes de entrarmos no assunto específico do amilenismo tentarei dar uma explanação geral e rápida das outras correntes para entendermos por completo.

  • Pré-milenismo:

Os pré-milenistas, antes de tudo, seguem uma linha de interpretação mais literal das Escrituras. Portanto, as conclusões que são feitas acerca desta posição, grande parte delas, são argumentadas nos textos bíblicos de forma literal. É importante discernirmos isto para termos um melhor entendimento de como há duas interpretações tão diferentes em um texto só.
O coração do pré-milenismo se dá na crença de que o reino terreno de Cristo será feito pelo próprio Jesus Cristo em um período de aproximadamente mil anos onde Cristo, presentemente em carne e osso, estará reinando na terra durante esse tempo. Portanto antes do milênio começar Cristo deverá ter voltado. Sua crença de baseia no texto de Apocalipse 20:4-6.
Dentro dessa ideia temos os seguintes pensamentos/características desta linha:
- haverá uma ressurreição antes do milênio (entende-se então que é depois da tribulação, porque o milênio ocorre depois da tribulação), e depois dos mil anos haverá a ressurreição dos descrentes.

- o milênio é considerado um reino futuro, que ainda irá acontecer.
- acredita-se que tudo se iniciará com o “evento cataclísmico” da volta de Cristo
- o milênio será um período de paz mundial, harmonia universal (inclusive com os animais). Período que os santos reinarão na terra.
No meio pré-milenista há outra divergência quanto ao lugar de Israel no reino milenar. As posições são:
- dispensacionalismo: acreditam que todas as promessas que foram feitas a Israel vão ser cumpridas em Israel (nação).
- não-dispensacionalistas pré-milenistas (pré-milenistas históricos): acreditam que Israel herdará as promessas sim, mas estando na igreja.
De forma geral esse é o pensamento dos pré-milenistas. Como o meu foco aqui não é expor todas as linhas, mas apenas explicar mais detalhadamente o amilenismo, não vou aprofundar.

  • Pós-milenismo

Diferentemente do pré-milenismo, o pós-milenismo não observa os textos bíblicos a respeito deste assunto de forma tão literal. Os pós-milenistas interpretam esses textos de forma mais simbólica.
A visão pós-milenista é uma visão conhecida como “otimista”, pois acreditam que a pregação do evangelho obterá um sucesso tão considerável que o mundo será convertido a Cristo. O reino de Cristo completará e será universal em toda a terra.
Características/pensamentos desta visão:
- Segundo o texto de Marcos 3:27, eles acreditam que na primeira vinda de Cristo Ele amarrou o valente, portanto, agora o evangelho está “livre para dominar todo o mundo”.
- normalmente são preteristas, ou seja, acreditam que os eventos de Mateus 24 e 25 e os eventos descritos no livro de Apocalipse se cumpriram no primeiro século da era cristã.
- acreditam que o reino está crescendo de forma gradual (otimismo) segundo Mateus 13.
- Entendem que o milênio é um período prolongado de tempo em que Cristo, embora ausente, Ele reina sobre o seu povo aqui e agora, e este reino está tendo sucesso. Está se expandindo. E o objetivo é que o reino de Cristo tome toda a terra.

  • Amilenismo

O termo “amilenismo” significa literalmente “não-mil anos”. A posição não defende a ideia de que a Bíblia fala que existe mil anos literais (pré-milenismo) e nem de que será um período de paz, tranquilidade e justiça sobre a terra antes do retorno de Cristo. O amilenismo defende a crença de que o milênio citado em Apocalipse 20 refere-se ao período entre a primeira vinda e a segunda vinda de Cristo, ou seja, os nossos tempos.
O livro de Apocalipse precisa ser entendido de forma simbólica. Os seus capítulos não retratam acontecimentos consecutivos, mas sim os mesmos acontecimentos retratados de forma diferente. Como evidencia de que o livro se apresenta de forma figurada temos uma grande quantidade de números. Os números requerem uma interpretação mais figurativa no contexto de apocalipse, portanto entende-se que o livro precisa ser interpretado de forma figurada. E além dos números também existem várias simbologias.
O diabo hoje tem um poder limitado. No milênio Satanás estará preso; esse é o ensinamento bíblico. Porém devemos entender também que hoje, com o diabo no mundo, com sua influencia sobre as pessoas, seus poderes estão totalmente limitados. Ele tem muitas maldades em mente a fazer, porém ele não tem o poder suficiente para fazê-lo, e por isso está limitado. Esse é o sentido da prisão de Satanás quando se refere ao milênio. Desde o tempo da vinda de Cristo, onde Ele amarrou o valente, até a Sua volta ele estará preso, limitado; até que Cristo volte gloriosamente e o mande para o lago de fogo.
O irmão Cleómines A. F. descreve muito bem em que sentido Satanás será solto, ele diz: Esta limitação, entretanto, terá fim, de certo modo, isto é, ele será solto (ou,quem sabe já esteja?); e quando for solto, isto será concomitante com a grande tribulação (MT 24.29-30), com a apostasia (II Ts 2.8), e isto por breve tempo (Ap.20.8), na iminência da volta do Senhor, que descerá dos Céus e destruirá o Anticristo e seus aliados. E então se seguirão o novo e a nova terra, onde, em justiça, habitaremos com o Senhor não por mil anos,para sempre (I Co 15.52).
Entende-se portanto que o milênio consiste no reinado espiritual de Cristo no Seu povo. Isto ocorreu na primeira vinda de Cristo onde o valente foi amarrado, e culminará na Sua volta em poder e glória como juiz. Além disso também existe o texto de 2 Pedro 3:8 que ele nos diz que “um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.”. O texto é claríssimo ao afirmar a não-literalidade dos mil anos. Algumas pessoas vem com o argumento: “Ah, se realmente formos considerar isso vamos ter que acreditar que Deus não criou o mundo em 6 dias, porque um dia pra ele é como mil anos”. Esse pensamento está totalmente equivocado. O contexto deste texto se dá exatamente no assunto da Sua vinda, portanto não há problema em se referir aos mil anos de Apocalipse como não literal e continuar crendo que o mundo foi criado realmente em 6 dias literalmente. A ideia se aplica ao assunto do contexto, não podemos expandir.
A primeira ressurreição de Apocalipse 20 é entendida como sendo a ressurreição espiritual dos incrédulos. Em toda a Bíblia é apresentada a ideia de apenas uma ressurreição, como, por exemplo: Jo 5:28-29, Dn 12:2; At 24:15.
Por fim, Berkhof faz uma análise interessante acerca do suposto convívio entre pessoas glorificadas e pecadoras. Ele diz: “É impossível entender como uma parte da velha terra e da humanidade pecadora poderá coexistir com uma parte da nova terra e de uma humanidade já glorificada. Como poderão os santos em corpos glorificados ter comunhão com pecadores na carne? Como poderão os santos glorificados viver nesta atmosfera sobrecarregada de pecado e em cenário de morte e decadência?”
Apesar de ser um assunto complicado e longo, tentei ao máximo passar a visão simples e enxuta da visão amilenista das Escrituras. Depois disto mostrado, espero que a cada dia que passe tenhamos mais confiança no Deus que uma vez prometeu o messias e cumpriu a promessa. Esperemos nele agora a volta do glorioso filho Cristo Jesus para nos levar e viver com Ele eternamente. A nossa confiança não está apenas baseada no futuro, mas no passado também.
Soli Deo Gloria.
via; http://verdadedocristianismo.blogspot.com.br
Fonte: http://eldersacalcunha.blogspot.com.br

domingo, 4 de maio de 2014

A Marca da Besta.




 “fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na testa, para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal…” (Ap 13:16-17)
Assim como é o caso do número da besta, a marca da besta também sempre foi causa de muita especulação. Muitos daqueles que interpretam a besta como significando algo contemporâneo ou futuro a nós que estamos no século XXI acreditam que a marca da besta será algum tipo de chip implantado sob a pele das pessoas de forma que esse se torne o único meio de efetuar transações econômicas. Costumam acreditar que existe em nosso próprio tempo uma conspiração mundial para unificar todo o sistema econômico do mundo de forma que tudo seja submetido ao poder da besta. Mas em um livro cheio de dragões, bestas e criaturas semelhantes, é fatal achar que não devemos pensar duas vezes antes de entender as visões literalmente. Devemos comparar Escritura com Escritura e não Escritura com nossa própria imaginação para chegar a conclusões sólidas sobre o que cada símbolo significa. Devemos procurar na própria Bíblia pistas pra compreender o que o Apocalipse significa em fez de deixar nossa imaginação voar com base no noticiário do dia.
A ideia de um povo sendo marcado na testa ou na mão tem origem no livro de Deuteronômio: “Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te. Também as atarás porsinal na tua mão e te serão por frontais entre seus olhos”. (Dt 6.4-8) Este mandamento foi citado por Jesus Cristo como sendo maior de todos os mandamentos da Lei de Deus: “Mestre, qual é o grande mandamento na lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento”. (Mt 22.36-38) O coração, sendo um órgão de nosso corpo, não pode ser aberto por meio de uma cirurgia pra que literalmente escrevamos palavras lá. Também não era possível que toda a Lei de Deus fosse literalmente atada na mão ou na testa entre os olhos . A ordem de Deus aqui não pode possivelmente ser entendida literalmente. A linguagem aqui é evidentemente figurada.
Na Bíblia o coração costuma se referir figuradamente ao centro das vontades, desejos e intenções do homem. Quando Deus diz que sua Lei deve ser inscrita em nossos corações, ele não está mandando que façamos uma cirurgia. Ele está ordenando que nossas vontades e desejos sejam submissos aos seus mandamentos. Assim também, quando ele fala da Lei de Deus na testa diante de nossos olhos, ele está falando figuradamente que devemos amar a Deus “de todo o teu entendimento”. (Mt 22.37) E quando Deus fala de sua Lei atada em nossa mão, ele está falando figuradamente do dever de amá-lo “de todas as tuas forças”. (Dt 6.5)
Esse é o pano de fundo para a visão da marca da besta. Os servos da besta não tem a Lei de Deus atada na testa (mente) ou na mão (força). Eles não prestam obediência a Deus e sim a besta. O objetivo do Apocalipse não era alertar sobre um chip que só viria séculos depois. Era alertar sobre o perigo de prestar obediência e culto aos imperadores de Roma. Era alertar sobre o perigo de substituir os mandamentos de Jesus Cristo pelos mandamentos de deuses pagãos. Quando João mandou seus destinatários não fossem marcados pela besta, isso realmente era uma possibilidade a eles. Não seria possível somente para nós mais de dois mil anos depois, mas era algo para aqueles que estavam sendo perseguidos e caçados por Roma. Aqueles que se recusavam a adorar Nero eram brutalmente perseguidos. Não podiam levar suas vidas normalmente. Não podiam comprar ou vender. Perdiam a casa, a família, os bens, a honra e até a própria vida.
A marca da besta não é a única marca do Apocalipse. Alguns versos depois, lemos sobre outros que também foram marcados: “E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na testa escrito o nome dele e o nome de seu Pai”. (Ap 14.1) Esta não era uma tatuagem que Deus faria na testa de seus eleitos. É somente uma forma figurada de falar da obediência daqueles que tiveram coragem de resistir ao Império. Podiam ser roubados, perseguidos e brutalmente assassinados. Mas “venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte”. (Ap 12.11) Isto é o que o próprio Jesus já havia ensinado: “Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á”. (Mt 10.39)

sábado, 3 de maio de 2014

O EVANGÉLICO SABOR DE MEL


Sua vida gira em torno de uma busca frenética por vitórias, campanhas de conquistas, por sentir algo de Deus. É produto midiático de pastores virtuais da TV e rádio. Suas orações não constam a frase "seja feita a tua vontade". Sua fé é baseada em frases prontas e sem qualquer conhecimento de causa. Apenas resultado de efeitos produzidos por teologias modernas e nada ortodoxas. Sua contribuição financeira em sua congregação é dada não com base na generosidade, gratidão ou fé. Mas, no anseio da barganha divina por estar dando dízimo ou oferta. Suas canções prediletas são aquelas pautadas na motivação, autoestima e triunfalismo. Não evangeliza ninguém, sua prática de evangelização consiste em flagrante proselitismo. Conhece superficialmente a mensagem do evangelho, desconhece totalmente os cinco pontos da reforma protestante. Discipular alguém nem passa por sua lembrança. Sua visão de igreja consiste meramente no prédio onde tem uma placa denominacional. Toda a responsabilidade de ser igreja é centrada na figura pastoral que é vista como “sacerdote” do Antigo Testamento em detrimento do: “consolar uns aos outros”, “amar uns aos outros”, “edificar uns aos outros”, “admoestar uns aos outros”, “honrar uns aos outros”, “servir uns aos outros”, “suportar uns aos outros”. Não tem maturidade se quer para discernir entre o bem e o mal. Precisa de uma listinha do que pode e não pode fazer publicada pelo vidente idolatrado do monte. Quem sabe você que ler esse texto, com muita má vontade (por ser fortemente pragmático), não seja esse tipo de evangélico?
 
Fonte:  http://anti-heresias.blogspot.com.br/