segunda-feira, 28 de maio de 2018

A DATA DO APOCALIPSE.

A Data do Apocalipse.
Uma das disputas sobre o livro do Apocalipse é com relação a data de sua escrita. Segundo Kenneth L. Gentry, Jr., “as principais visões sustentadas pelos eruditos do Novo Testamento são:
(1) A visão da data antiga, que mantém que João escreveu o Apocalipse antes de agosto do ano 70 d.C., quando houve a destruição do templo.
(2) A visão da data mais recente, que argumenta que João compôs sua obra por volta de 95-96 d.C., nos últimos dias do principado de Domiciano César, que foi assassinado em 18 de setembro de 96 d.C.”.3
Ainda de acordo com Kenneth L. Gentry, “por muito tempo, os comentários populares têm posto de lado a evidência para a data antiga de Apocalipse. A despeito da opinião majoritária dos estudiosos atuais, a evidência de uma data antiga para Apocalipse é clara e convincente”.4
A datação do livro do Apocalipse é muito importante em como o livro pode ser interpretado. Sobre a questão da data, o “autor Milton Terry descreve sucintamente a importância de lidar com o momento exato da escrita do Apocalipse, dizendo: “A grande importância da determinação do ponto de vista histórico de um autor é notavelmente
ilustrada pela controvérsia sobre a data do Apocalipse de João. Se esse livro profético foi escrito antes da destruição de Jerusalém, uma série de suas alusões particulares devem mais naturalmente ser entendida como referindo-se a essa cidade e sua queda. Se, no entanto, foi escrito no final do reinado de Domiciano (cerca de 96 AD), como muitos acreditavam, é necessário um outro sistema de interpretação para explicar as alusões históricas”.5
A Evidência Externa____________________
Neste tópico vou tratar da evidência externa da data do Apocalipse. Vários pais da igreja afirmam que João escreveu o Apocalipse durante o reinado de Domiciano. Estariam eles certos ou seria possível estarem todos equivocados? Para tal análise, vamos ver em que Eusébio de Cesaréia, São Jerônimo, Sulpício Severo, Hipólito de Roma, Vitorino e Tertuliano se basearam para fazer afirmações de que João escreveu o Apocalipse no tempo de Domiciano.
Na verdade, toda a base para essa posição dos pais da igreja vieram do comentário de uma pessoa, Irineu, bispo de Lyon, na França que viveu aproximadamente entre 130 a 200 d.C. Irineu disse o seguinte: “Se fosse necessário ter seu nome distintamente anunciado no presente tempo, sem dúvida teria sido anunciado por aquele que viu o Apocalipse; pois não foi muito antes disto que ele foi visto, mas quase em sua própria geração, nos fins do reinado de Domiciano”.6
Segundo “à declaração acima, estudiosos têm reconhecido que não é possível determinar se Ireneu queria dizer que João foi visto pelo tutor de Ireneu, Policarpo, ou se “o Apocalipse foi visto nos fins do reinado de Domiciano”. Tal ambigüidade destrói este argumento como evidência. Mesmo Eusébio, que registrou essa declaração, duvidava que João, o apóstolo, tinha escrito do livro de Apocalipse. O ponto aqui é o seguinte: se a declaração não foi forte o suficiente para convencer Eusébio que João tinha sequer escrito Apocalipse,
por que muitos pensam hoje que ela é forte o suficiente para convencer a alguém que o apóstolo viu tal livro durante o reinado de Domiciano (95 d.C.)? O mínimo que se pode dizer é que esse argumento é fraco.
Outros que comentam sobre a declaração dizem: “Sua citação (de Eusébio) nem sequer menciona ‘a escrita’ de Apocalipse, mas refere-se somente ao tempo quando certas pessoas anônimas alegavam ter visto o apóstolo ou a profecia, ninguém sabendo qual. Isso não prova nada. E mais: isso se ele quis dizer que o Apocalipse foi visto, e se o que estava originalmente contido na citação pudesse ter referência à tradução grega, se é que de fato referia-se ao Apocalipse. Aí vai se embora o caso todo para a data mais antiga (Commentary on Revelation, Burton Coffman, p 4).7
O testemunho de Irineu é confiável? Não! Como toda fonte fora da Bíblia o testemunho de Irineu carece de confiança. Veja, por exemplo, o que o mesmo Irineu disse a respeito da idade de Jesus:
“...mas a idade de 30 anos é a primeira da mente de um jovem, e que essa alcança até mesmo os quarenta anos, todo o mundo concordará: mas após os quarenta e cinqüenta anos, começa a se aproximar da idade velha: na qual o nosso Senhor estava quando ensinou, como o Evangelho e todos os Anciãos testemunham…” (Citado em Before Jerusalem Fell, Kenneth L. Gentry, p. 63). Podemos confiar no testemunho de um homem que diz que Jesus ensinou por 15 anos e que tinha cinqüenta anos de idade quando morreu? Todavia, basicamente existe apenas o seu testemunho para a data mais antiga! O “tirano” e a Data do Apocalipse_________
Uma outra questão externa sobre a data do Apocalipse é com relação ao “tirano” citado em alguns documentos antigos. Quem seria ele? Se ele foi Domiciano, então há fortes argumentos de que o Apocalipse foi escrito tardiamente, bem depois do ano 70 d.C.
Sobre este assunto a Tekton Apologetics nos dá algumas informações:
“Bem no mínimo, a evidência de Ireneu é ambígua e aberta a interpretações. Mas temos de alguma maneira uma afirmação mais clara e convincente de Clemente de Alexandria (189-215), escrito logo após Ireneu. Acerca de João ele afirma:
“Quando após a morte do tirano ele se retirou da ilha de Patmos para Éfeso, ele costumava viajar a pedido para os distritos vizinhos dos gentios, em alguns lugares para apontar bispos, em outros para regular igrejas inteiras…”.
O argumento aqui torna-se o que parece ser um descritor ambíguo – “o tirano”. De um lado está Nero; do outro está Domiciano.
Quem merece melhor o título? Sem dúvida, é Nero – de fato, temos clara evidência que ele foi chamado por este nome:
Apolônio de Tiana diretamente diz de Nero, que ele era “comumente chamado Tirano” (e também se refere a ele como “besta”!)
Nero se encaixa na definição de tirânico com uma certeza: Ele “pôs para a morte muitos inocentes” (Tácito); “destruidor da raça humana, veneno do mundo” (Plínio, o Ancião); “natureza cruel” (Tácito); “crueldade de disposição” (Suetônio); “cruel e sanguinário tirano” (Juvenal). Ele cometeu atos de perversidade e atrocidade tão nojentos que não os imprimiremos aqui. Nero foi pesadamente ridicularizado e odiado em trabalhos posteriores como um cruel e vingativo líder, e foi amplamente reconhecido como o primeiro imperador a perseguir cristãos. “Mas bem, Domiciano não foi também um tirano? Ele também não perseguiu cristãos?” Sobre o último, não é tão claro se Domiciano agia para cristãos como ele agia para qualquer um que o incomodasse, o que algumas vezes ocorria a cristãos próximos a ele – não existe evidência de uma perseguição
geral em volta do seu reinado. Significantemente, cristãos posteriores falavam de Domiciano em termos de Nero – não vice-versa.
Sobre ser tirano, deixe Suetônio (Os Doze Césares) contar a história. Domiciano não foi um cara legal, mas chamá-lo de tirano seria gastar uma palavra sem necessidade quando existe mais alguém que a mereça melhor…
Nero encontrou diversões em todas as formas de perversões e perseguiu e matou muitos inocentes. As atividades favoritas de Domiciano eram sexo recreacional, jogos de dados, caminhadas, e atirar canetas em insetos (no qual ele gastava horas nos primeiros anos de seu reinado). Um de seus últimos projetos, enquanto ele ficava careca, foi um livro sobre cuidados capilares.
Mais tarde em seu reinado Domiciano fez alguns atos irracionais de relevância – executar um garoto porque ele parecia e atuava como um ator que ele não gostava; teve um autor executado, e seus escravos secretariais crucificados, para colocar algumas alusões em uma obra literária; colocou senadores à morte por conspiração; pôs outra pessoa à morte por querer celebrar o aniversário de um imperador anterior. Tempo mais tarde Domiciano inventou uma nova forma de tortura. Suas várias irracionalidades o fizeram odiado e temido em todo lugar. Mas ele nunca chegou ao nível de crueldade e irracionalidade que Nero chegou.
Como o público em geral reagiu às suas mortes? Com Nero houve “generalizado e amplo regozijo” dado que os “cidadãos correram pelas ruas vestindo capas de liberdade”. Algumas pessoas esquisitas ainda apoiavam Nero, mas não muitos. Por outro lado, na morte de Domiciano, o público em geral “recebeu a notícia… com indiferença”, apesar de os militares estarem descontentes e os senadores de Roma estarem felizes.
Obviamente, alguém poderia justificadamente chamar ou Nero ou Domiciano de tirano. Mas concordo com os escritores patrísticos que descreveram Domiciano em termos de Nero. Por comparação
Domiciano era um “aspirante a tirano” e as referências de Clemente fazem bem mais sentido se aplicadas a Nero (especialmente como a real palavra “tirano” foi usada sobre ele na literatura).
No mesmo passe, as atividades que Clemente atribui a João – percorrer toda a Ásia, montado a cavalo atrás de um líder apóstata – fazem mais sentido se atribuídas a um homem em seus 50 ou 60 anos do que fariam a um homem em seus 90 ou 100.
Finalmente, em outro lugar Clemente afirma que o ensino dos apóstolos foi completado nos tempos de Nero.
Gentry oferece outras evidências externas, algumas delas equívocas. O que permanece como sendo as mais convincentes e relevantes pontos são:
Orígenes (185-254) se refere a João como condenado a Patmos pelo “rei dos romanos”. Os imperadores julianos, dos quais Nero foi o último antes dos generais tomarem o título de César, foi o último a ser saudado por este título.
Um dos poucos advogados claros de uma datação domiciânica é Victorinus (304 AD) que se refere a João sendo sentenciado a ir a Patmos, trabalhar nas minas, por Domiciano. Gentry aponta que isto seria esquisito para João, na idade de 90 a 100 anos, sobreviver à jornada para ser julgado, o açoitamento público, e as chicotadas nas minas, e então seguisse para mais trabalho na Ásia. [...]
Os Atos de João reportam que João de fato foi exilado sob Domiciano, mas a razão dada para o exílio foi que Domiciano ouviu sobre a influência de João, e de seu ensino ele espalhou pela Roma deveria ser arrancado e destruído. Por causa disso ele foi mandado para Patmos. Gentry nota que [...] o ensino descrito casa com o que é encontrado em Revelação [ou Apocalipse] e sugere [...] que João pode ter sido exilado mais de uma vez, a primeira sob Nero.
Eusébio é uma das mais fortes testemunhas domiciânicas, como ele nota que João foi condenado a Patmos, apesar de que ele não estabelece diretamente que este é o tempo que João escreveu Revelação (pois de fato ele nem pensa que João escreveu Revelação afinal!), e ele claramente depende de Ireneu.
Eusébio também fornece dados contraditórios: em um lugar ele fala do exílio de João sob Domiciano, mas em outros lugares “fala da execução de Pedro e Paulo na mesma sentença com o banimento de João”, sugerindo uma data neroniana. (Um duplo exílio resolveria o assunto [...]
Epifânio (315-403) coloca o banimento de João sob Cláudio e afirma que foi ali que ele escreveu Revelação. Alguns sugerem que ele está confundindo Cláudio com Nero, porque um dos nomes secundários de Nero era Cláudio. Jerônimo (340-420) afirma diretamente que João escreveu Revelação enquanto sob o exílio nos tempos de Domiciano. A História Siríaca de João afirma diretamente que João foi exilado sob Nero, e as duas versões siríacas de Revelação (600 AD) e seu título dizem que João fora banido por Nero.
André de Capadócia (sexto século) claramente apóia uma data domiciânica, mas reconhece em um comentário de Revelação que existem diversos comentaristas em seu tempo que discordam e preferem uma datação nerônica. Um deles era Aretas, um contemporâneo.
No mínimo, a evidência externa para a datação de Revelação9 é equívoca. Mas o peso detalhado das mais antigas testemunhas claras lançam o veredicto ligeiramente para uma data mais antiga”.10
Um dos motivos pelos quais é defendido uma data recente para a escrita do Apocalipse, é o liberalismo. Segundo Gentry, “à medida que o liberalismo cresceu nos anos de 1800, houve uma considerável pressão para determinar datas mais recentes para muitos dos livros do Novo Testamento. Isso fortaleceu o argumento dos liberais que os redatores tinham adicionado, modificado ou deletado porções da Bíblia. Contudo, no final dos anos 1800, a evidência para uma data mais antiga do Apocalipse foi considerada tão convincente que a grande maioria dos eruditos favoreceram uma data antiga. Desde então, contudo, a opinião tem mudado para uma data mais recente com pouca razão aparente para fazê-lo”.11 Antipas e a Data do Apocalipse___________
“Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás, e que conservas o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha testemunha, meu fiel, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita”. (Apocalipse 2.13) A figura do mártir cristão Antipas também é usada como prova de que o Apocalipse foi escrito no final do reinado de Domiciano, em 95 d.C. Veja o que um defensor desta idéia escreveu: ““Ok” – você pode pensar – “mas como este versículo [Apocalipse 2.13] prova que o Apocalipse não foi escrito antes de 70 d.C”? Isso nós descobrimos quando analisamos a época que este mártir da Ásia, Antipas, foi morto. Aqui João está escrevendo cartas direcionadas às sete igrejas da Ásia. Essa carta foi direcionada aos cristãos de Pérgamo. Nela, João faz menção de um acontecimento passado que certamente ainda estaria conservado na mente dos cristãos daquela cidade, que foi o martírio de um de seus maiores líderes, Antipas, que foi bispo da cidade de Pérgamo. Acontece que, se João escreveu antes de 70 d.C e relata a morte que já tinha acontecido de Antipas, isso significa obrigatoriamente que – de acordo com a datação preterista – esse Antipas tem que ter morrido antes de 70 d.C, evidentemente. Porém, a tradição histórica da Igreja em seu testemunho unânime (inclusive por fontes católicas)
em uma só voz proclama que Antipas foi martirizado durante o reinado de Domiciano, e não de Nero! Aqui nós temos que fazer uma pequena pausa para uma observação histórica. Se João escreveu antes de 70 d.C, então ele escreveu na época do imperador romano Nero, que reinou em Roma entre 13 de Outubro de 54 até 9 de Junho de 68. Porém, ele relata o martírio de Antipas que havia ocorrido alguns anos antes. Portanto, Antipas deve, pela lógica preterista, ter sofrido o martírio durante o reinado de Nero. Entretanto, o que vemos é que o consenso unânime entre os Pais da Igreja, os Doutores da Igreja Católica e os historiadores, conforme a tradição da Igreja, é que Antipas não foi martirizado durante o reinado de Nero, mas sim de Domiciano.
Ora, Domiciano reinou em Roma entre 14 de Setembro de 81 até 18 de Setembro de 96. Portanto, se Antipas morreu durante o reinado de Domiciano e João escreveu o Apocalipse depois disso (citando a morte de Antipas que já tinha ocorrido), então logicamente João escreveu bem depois de 70 d.C! Ele necessariamente escreveu depois de 81 d.C, quando Domiciano começou a reinar em Roma, perseguir os cristãos e matar Antipas. As provas disso são abundantes, tanto em fontes evangélicas, como também em fontes da Igreja Ortodoxa e da Igreja Romana”.12
Esta citação acima tem pelo menos dois equívocos, são eles:
1º - Sobre Antipas ser líder e bispo da cidade de Pérgamo;
2º - Basear-se na tradição da igreja católica.A verdade é que Apocalipse 2.13 nada fala sobre Antipas ter sido líder ou bispo de Pérgamo. Apenas diz: “minha testemunha, meu fiel”.
O martírio de Antipas como bispo de Pérgamo é coisa da TRADIÇÃO católica romana e Ortodoxa, e também de alguns evangélicos equivocados. Tenho achado muito interessante como a tradição católica tem tido valor quando é de interesse para alguns. Se for para aceitar a tradição católica, porque não à aceitamos por inteira (inclusive naqueles equívocos históricos e doutrinários)? A tradição é falha como toda fonte extra-bíblica (ver Mateus 15.3, 6). Devemos unicamente ter a Palavra de Deus como nosso guia. Aliás, perdemos muito tempo com a questão da data do Apocalipse justamente por causa dos falsos sistemas que ficam disputando sobre ela. De outra forma, jamais deveríamos perder tanto tempo falando sobre a data do Apocalipse uma vez que os cristãos do primeiro século não agiram assim. A Escritura Sagrada por si só é SUFICIENTE e SEGURA para dizer quando o Apocalipse foi escrito.
No entanto, as provas fora da Escritura a respeito de Antipas são tão falhas, que existem até mesmo controvérsias sobre quem foi ele. Por exemplo, se buscarmos informações sobre Antipas na wikipédia em inglês veremos que não existe certeza se o São Antipas martirizado durante o reinado de Domiciano, seria o mesmo de Apocalipse 2.13. Observe o que esta enciclopédia diz:
“Muitas tradições cristãs acreditam que São Antipas seja o Antipas que se refere o Livro do Apocalipse (Apocalipse 213) como o "fiel testemunha" de Pérgamo", onde Satanás habita". De acordo com a tradição cristã, o apóstolo João havia ordenado Antipas como bispo de Pérgamo durante o reinado do imperador romano Domiciano. O relato tradicional continua dizendo que Antipas foi martirizado em 92 AD...”.13 (o grifo é meu)
Veja o que diz outra fonte sobre Antipas: “Enquanto Antipas foi martirizado no final da vida do apóstolo João, muito pouco mais se sabe factualmente sobre Antipas a partir de fontes históricas respeitadas.
No entanto, as tradições de origem dentro da Igreja Cristã Ortodoxa, em torno e depois 1000 d.C., pintam um quadro mais completo que só se pode acreditar neles como factual.
Os Antipas tradicionais (possivelmente fictícios) tinham fama de ser o bispo da igreja cristã em Pérgamo, e que ele foi martirizado por sua fé por causa de seu fiel testemunho consistente em face de todo o mal satânicos ali presentes”.14 (o grifo é meu)
Na verdade - como deu para notar até agora - são as tradições que associam São Antipas ao Antipas descrito em Apocalipse 2.13. A situação fica mais obscura ainda quando levamos em conta que naquela época o nome Antipas era comum o suficiente para não podermos ter a certeza se temos o direito de associá-lo com São Antipas, morto no durante o tempo de Domiciano. Considere, por exemplo, que até mesmo existe um debate sobre se o João que escreveu o Apocalipse (Apocalipse 1:9) seria o mesmo João dos evangelhos (lembrando também que João era um nome comum naqueles dias). Por outro lado, o nome Antipas pode ser simbólico apenas. Segundo Edmilson Silva em seu comentário sobre as sete igrejas “a palavra “Antipas” vem de “Ant” que quer dizer “contra” e “pas” que quer dizer “tudo”. Logo, Antipas quer dizer “contra tudo”. Este nome deveria fazer a igreja de Pérgamo se lembrar que, uma vez que eles habitavam no lugar em que estava o trono de satanás, eles deveriam ser “Antipas”, contra tudo”.15 Para finalizar, cito as palavras do grande estudioso do Apocalipse, Ralph E. Bass, Jr. Ele escreveu:
“Nós não sabemos nada sobre Antipas (2:13), além do que nos é dito no versículo 13. O que nos é dito pelo Rei da Glória é que ele era fiel de Cristo (2:13), um grande elogio de fato. Quem o matou e por quê, não nos é dito. Como era tão frequentemente o caso, no entanto, podemos supor que foi por aprovação do governo, se não por ação do governo. Historicamente, os dois grandes inimigos do cristianismo do primeiro século foram o judaísmo e o estatismo humanista”.16
Você prefere se apoiar na tradição ou no que a Bíblia nos diz sobre Antipas?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os Últimos Dias - David Chilton

Os Últimos Dias - David Chilton Os Últimos Dias   David Chilton  Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto Como começamos a ve...