domingo, 9 de dezembro de 2012

Quando será o fim do mundo? Que sinais o antecederão?

Quando será o fim do mundo? Que sinais o antecederão?



“Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?”    (Mt 24.3b NVI)


Quando será o fim do mundo?


Segundo as Escrituras, vivemos, hoje, o tempo que ela designa como “últimos dias” ou “últimos tempos” (1 Tm 4.1; 2 Tm 3.1; 1 Pe 1.20; 1 Jo 2.18; Jd 1.18).

São os dias que antecedem o “Dia do Senhor”, o “último tempo”, “a revelação de Jesus Cristo” (1 Pe 1.5).

A Bíblia ensina que a data deste dia final não será revelada a ninguém, pois é de conhecimento exclusivo do Pai (Mt 24.36).

Por sua vez, nos exorta a não cair em dois extremos: O da indiferença para com este dia (Mt 24.38-39; 2 Pe 3.1-10), nem na precipitação de abandonar todas as nossas responsabilidades terrenas, achando que o fim é chegado e que desnecessário se faz cumprir nossas obrigações ou fazer quaisquer investimentos neste mundo (Mt 25.14-30; 2 Ts 2.1-3; 3.10-12).

Qual a atitude correta, então, para quem vive estes últimos dias, em relação ao derradeiro fim? O da vigilância (Mt 24.42.44; 1 Ts 5.1-11).

Por outro lado, embora não possamos saber qual será o dia exato em que o fim virá, podemos, outrossim, e até devemos, atentar para os sinais que apontam para “a consumação dos séculos”. O próprio Jesus ensinou sobre isto quando inquirido pelos discípulos a respeito do fim (Mt 24.3, cf. 24.32-33).
Quais os sinais do fim do mundo?


a) O princípio das dores para os judeus. No capítulo 24 de Mateus, Jesus faz referência a um período de grande tribulação à qual passaram os judeus no séc. I da era cristã, precisamente no ano 70, quando houve a queda de Jerusalém (Mt 24.3-29, cf. Lc 21.7-28). Note que este acontecimento está inter-relacionado com o que ocorrerá com o fim do mundo e fatos que o antecederão. Isto ocorre porque a grande tribulação pela qual passaram os judeus é tomada como um símbolo, sinal, amostra dos acontecimentos do fim do mundo.

Importante também considerar que eventos ocorridos neste período de grandes dores para os judeus se repetiram pontualmente várias outras vezes na história da humanidade de lá para cá. Como disse Jesus, são dores de parto que anunciam que os acontecimentos iminentes ao fim estão chegando.

Obs.: Este recurso de tomar julgamentos ou catástrofes pontuais sob a soberania de Deus a cidades, povos ou nações é usual nas Escrituras. Note, por exemplo, que os julgamentos divinos nos dias de Noé (Mt 24.37-39), das cidades de Sodoma e Gomorra (Mt 11.23-24) e da Babilônia (Is 13.9-13,19; 14.12-15; 21.9; Ap 18.1-2), entre outros, são tomados como sinais ou amostras do julgamento divino ocorridos ou a ocorrer em outros tempos, bem como no final do mundo.

b) A pregação do evangelho por todo o mundo (Mt 24.14). Não significa que cada pessoa no mundo será evangelizada, pois o texto fala de nações, nem deve ser entendido que o mundo todo se converterá à mensagem do evangelho. O texto afirma que a mensagem do evangelho chegará a todos os povos.

c) A Grande Tribulação, a Grande Apostasia e o Anticristo.

Segundo as Escrituras, o que está referido acontecer nestas três situações simultâneas e conexas, já pode ser visto e sentido em certa dosagem no tempo atual dos últimos dias. O diferencial com o que ocorrerá no fim dos tempos e na aproximação deles é da intensidade e especificidade de tais ocorrências:

c.1. A Grande Tribulação, um período muito difícil de passar por ele (Mt 24.15-30).

c.2. A Grande Apostasia, um movimento grande e intenso de afastamento definitivo, deliberado e de renúncia total da fé e doutrina cristã (Mt 24.24, 10-12; 2 Ts 2.3, com manifestações que já podem ser sentidas nos últimos dias: 1 Tm 4.1-5; 2 Tm 3.1-5; Jd 1.17-19).

c.3. O Anticristo, entendido não apenas como alguém que se opõe a Cristo, mas um que se faz rival dele, que pretende tomar o seu lugar. Ele está simbolizado em Antíoco Epifânio [175-164 a.C] (Mt 24.15 cf. Dn 11.31; 12.11) como também nas abominações cometidas pelos romanos na destruição de Jerusalém em 70 d.C. (Mt 24.16-28; 2 Ts 2.3-12; 1 Jo 2.18,22; 4.3).

Segundo João, anticristos já podem ser sentidos nos tempos atuais. Não obstante, é aguardado o Anticristo na iminência da volta de Cristo.

Aos tessalonicenses, Paulo diz que ele está impedido de aparecer até o tempo estabelecido. Há algumas especulações sobre a identificação deste impedimento ao surgimento do Anticristo. Cogita-se nas leis romanas da paz e justiça, na pregação do evangelho que se opõe e contêm as forças satânicas, o próprio Espírito Santo e até o anjo Miguel. Mas o texto não elucida, de fato, a questão. Cabe-nos apenas entender que, nos planos de Deus, está determinado o tempo certo do Anticristo aparecer e, seja o que for que o detenha até lá, na ocasião será removido.

d) Perturbações da natureza (Mt 24.29). Descrições deste tipo foram muito utilizadas pelos profetas do A.T. (Is 13.10; 24.16b-23; 34.4; 51.6,16; 60.18-21; Ez 32.7-8; Jl 2.28-32; Am 8.9), indicando grandes mudanças no mundo a serem operadas por Deus. Que grandes mudanças o mundo aguarda? Purificação, renovação, paz e harmonia total (2 Pe 3.7-13; Rm 8.19-23; Is 11.6-10; 65.25).

Como estas passagens devem ser interpretadas? O que elas querem dizer?

a) Elas indicam a transitoriedade de todas as coisas (céus e terra) quando comparadas com a eternidade de Deus e a infalibilidade das promessas e dos decretos de Deus, especialmente da libertação, salvação e bênçãos ao seu povo (Mt 24.35).

b) Também se referem, figurativamente, às trevas que se abaterão sobre a humanidade quando a mão do Senhor, no dia do juízo, pesar sobre toda a maldade que há na terra. Algo assim ocorreu no Egito (Êx 10.21; Ez 32.7-8).

c) Também se referem à impossibilidade da humanidade de escapar ou de resistir à manifestação da ira de Deus no dia do juízo (Ap 6.12-17).

d) Mostram que o juízo de Deus sobre a humanidade, punindo os que são rebeldes a ele e salvando os que o temem, será sentido pela natureza que, de algum modo, está contaminada com o mal da humanidade e precisa ser renovada e restaurada (Gn 3.17-19; Rm 8.19-23).

e) Mostram que a suposta luz dos homens e dos seus impérios mundiais, simbolizados nos astros celestes, não poderão subsistir face à verdadeira luz que será a única a iluminar o mundo após a intervenção de Deus (Is 14.12-23).

f) Colocam os deuses e ídolos, simbolizados nas luzes dos astros, em sua verdadeira condição de anulação total e escuridão no Dia do Juízo. Só o verdadeiro Deus, fonte da luz, permanecerá após a sua intervenção (Is 2.12-22 cf. Gn 1.3-5,14-19 ao mostrar que anterior aos luzeiros a luz já existia, desmitificando qualquer divindade destes astros celestes).

g) Apresentam o abalo profundo e definitivo que as forças do mal, as hostes celestes, experimentarão no dia em que o Senhor purificar e libertar o mundo de toda maldade e malignidade (Ef 6.12; Ap 20.10).

h) Ensinam que, seguido às convulsões da natureza, ou seja, a aplicação total e definitiva do juízo de Deus, tudo será novo, restaurado em uma condição ideal de harmonia e paz de toda a criação, com ela mesma e com Deus. É o retorno ao estado paradisíaco do princípio do mundo relatado em Gênesis (Gn 1-2; Ap 21-22).

i) Que apesar de todas as convulsões da natureza, não se descreve a destruição da humanidade, pelo contrário, os textos afirmam que haverá pessoas vivas na volta de Cristo (Mt 24.30b; 1 Co 15.51-52; 1 Ts 4.17).

De tudo o que está elencado acima, podemos concluir que o mundo (kosmos) passará por cataclismos, isto é, transformações geológicas, grandes inundações, terremotos, relacionados à ação purificadora, restauradora, renovadora de Deus, quando a antiga criação, manchada e marcada profundamente pelo pecado e malignidade dominante, dará lugar para a nova era do novo céus e nova terra, onde somente a justiça, paz e harmonia do reino eterno do Senhor prevalecerá e permanecerá.

Não podemos inferir, porém, que a terra, lua e estrelas desaparecerão e deixarão de existir, embora haja quem prefira esta interpretação. Parece-nos mais coerente com as profecias do Antigo Testamento, com a compreensão antiga hebraica (que acreditava que os astros ficavam pendurados na abóboda celeste e que poderiam sair temporariamente de sua posição), com os textos paulinos, com a humanidade presente e viva no mundo na volta de Cristo e, finalmente, com a natureza de Deus e os propósitos perfeitos dele para com sua criação, que o mundo como hoje o conhecemos passará por um processo de fortes convulsões para dar nascimento a uma nova era, deixando de existir, de fato, o pecado e toda forma do mal que a humanidade em sua história ímpia expressou em suas atitudes pervertidas, ímpias e idólatras, seja nos indivíduos, seja nos governos. Não será uma mera melhoria. Trata-se de uma nova realidade que surgirá da antiga. Podemos entender que isto seja plenamente possível, assim como entendemos ser possível a ressurreição. Pois, assim como os corpos serão ressuscitados a partir do primeiro, porém numa nova natureza, a de um corpo glorificado, também a renovação do mundo será sob uma nova base (1 Co 15.35-49; 2 Co 5.17; Rm 8.18-23).

Portanto, estes textos sobre as convulsões da natureza, têm muito mais caráter metafórico (ainda que não desconsidere reais convulsões da natureza), próprio da linguagem apocalíptica, aludindo sempre ao juízo de Deus, à terrível experiência que será passar por ele e à novidade da realidade após este juízo.

Surge, a partir disto, a seguinte questão: Onde viverão os salvos depois que novo céu e nova terra forem criados, no céu ou na terra?

Segundo Ap 21.1-2, a morada eterna dos salvos será no novo céu e nova terra, que terá a Nova Jerusalém em pleno e perfeito contato e harmonia. A Nova Jerusalém, a cidade santa celestial, a morada de Deus, “descerá” para estar com a terra e os salvos poderão adentrar nela pelas suas 12 portas. Ou seja, o que aguardamos é um futuro em que não haverá mais separação entre o céu, morada de Deus, e a terra, morada dos salvos, podendo estes adentrarem livremente à presença de Deus. Ou seja, esperamos uma total harmonia entre Deus, os salvos e o universo.

e) O último sinal: Todas as pessoas da terra verão Jesus vindo sobre as nuvens (Mt 24.30, cf. At 1.11; 1 Ts 4.16).

Pastor Alexandre

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

É legítima a comemoração do Natal?



É legítima a comemoração do Natal?




O Natal é uma festa cristã e não pagã. Há uma onda entre alguns cristãos, na atualidade, taxando aqueles que comemoram o Natal de serem infiéis e heterodoxos, dizendo que essa comemoração não é legítima nem cristã. Precisamos, a bem da verdade, pontuar algumas coisas:

1. A distorção do Natal. Ao longo dos anos o Natal tem sido desfigurado com algumas inovações estranhas às Escrituras. Vejamos: Primeiro, o Papai-Noel. O bojudo velhinho Papai-Noel, garoto propaganda do comércio guloso, tem sido o grande personagem do Natal secularizado, trazendo a ideia de que Natal é comércio e consumismo. Natal, porém, não é presente do homem para o homem, é presente de Deus para o homem. Natal não é a festa do consumismo; é a festa da graça. Natal não é festa terrena; é festa celestial. Natal é a festa da salvação. Segundo, os símbolos do Natal secularizado. Há muitos símbolos que foram sendo agregados ao Natal, que nada tem a ver com ele, como o presépio, a árvore natalina, as luzes, os trenós, a troca de presentes. Essa embalagem, embora, tão atraente, esconde em vez de revelar o verdadeiro Natal. Encantar-se com a embalagem e dispensar o conteúdo que ela pretende apresentar é um lamentável equívoco. Terceiro, os banquetes gastronômicos e a troca de presentes não expressam o sentido do Natal. Embora, nada haja de errado celebrarmos com a família e amigos, degustando as iguarias deliciosas provindas do próprio Deus e manifestarmos alegria e expressarmos amor na doação ou mesmo troca de presentes, esse não é o cerne do Natal. Longe de lançar luz sobre o seu sentido, cobre-o com um véu.

2. A proibição do Natal. Tão grave quando a distorção do Natal é a proibição da celebração do Natal. Na igreja primitiva a festa do ágape, realizada como prelúdio da santa ceia foi distorcida. A igreja não deixou de celebrar a ceia por causa dessa distorção. Ao contrário, aboliu a distorção e continuou com a ceia. Não podemos jogar a criança fora com a água da bacia. Não podemos considerar o Natal, o nascimento do Salvador, celebrado com entusiasmo tanto pelos anjos como pelos homens, uma festa pagã. Pagão são os acréscimos feitos pelos homens, não o Natal de Jesus. Não celebramos os acréscimos, celebramos Jesus! Não celebramos o Papai-Noel, celebramos o Filho de Deus. Não celebramos a árvore enfeitada, celebramos o Verbo que se fez carne. Não celebramos os banquetes gastronômicos, celebramos o banquete da graça. Não celebramos a troca de presentes, celebramos Jesus, a dádiva suprema de Deus.

3. A celebração do Natal. O Natal de Jesus Cristo foi celebrado com grande entusiasmo em Belém. O anjo de Deus apareceu aos pastores e disse-lhes: “Não temais, eis que vos trago boa nova de grande alegria, que será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11). Natal é a boa nova do nascimento de Jesus. É o cumprimento de um plano traçado na eternidade. É a consumação da mensagem dos profetas. É a realização da expectativa do povo de Deus. Natal é a encarnação do Verbo de Deus. É Deus vestindo pele humana. Natal é Deus se fazendo homem e o eterno entrando no tempo. Natal é Jesus sendo apresentado como o Salvador do mundo, o Messias prometido, o Senhor soberano do universo. Quando essa mensagem foi proclamada, os céus se cobriram de anjos, que cantaram: “Glórias a Deus nas maiores alturas e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (Lc 2.14). O verdadeiro Natal traz glória a Deus no céu e paz na terra entre os homens. Natal é boa nova de grande alegria para todo o povo. O verdadeiro Natal foi celebrado com efusiva alegria no céu e na terra. Portanto, prossigamos em celebrar o nascimento do nosso glorioso Salvador!


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

SALVOS PELA MISERICÓRDIA, NÃO POR OBRAS



SALVOS PELA MISERICÓRDIA,
NÃO POR OBRAS
Robert Murray M'Cheyne
“Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo
sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador
e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós
ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador”
Tito 3.5,6
O CAMINHO DO PERDÃO
Quando uma pessoa se encontra sob convicção de pecado, experimenta o sentimento de que todos os dias
Deus está irado para com ela. Tal pessoa se afunda em uma condição de melancolia, “laços de morte cercam-
na, e angústias do inferno se apoderaram dela”. Quando Deus visita esta pessoa, em sua misericórdia,
Ele o faz por meio de revelar ao coração o Senhor Jesus Cristo. Deus manifesta a sua “benignidade.... e o seu amor para com todos” (Tt 3.4). O Espírito Santo faz resplandecer a
face de Jesus Cristo, mostrando ao perdido como o Senhor Jesus teve compaixão dele, veio a este mundo por causa dele, obedeceu e morreu no lugar dele; mostrando também
que o pior dos pecadores pode recebê- Lo como seu Salvador. O pecador contempla o Cordeiro de Deus e seu
coração enche-se de paz, ao crer nEle. Ora, isto é o que significam as palavras “segundo a sua misericórdia,
ele nos salvou”. - Algumas almas estão procurandoa salvação por meio de “obras de justiça”. Você sofre no
cumprimento de deveres religiosos;lê a Bíblia e ora, alimenta os famintos, veste os despidos, para fazer compensação por pecados cometidos e colocar sobre Deus a obrigação de salvá-lo. Destas palavras, torna-se evidente que você não compreende o caminho que conduz ao céu. Este caminho está fechado para você, visto que, “não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo suamisericórdia, ele nos salvou” (Tt3.5); e que, “se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão” (Gl 2.21)


SALVOS PELA MISERICÓRDIA, NÃO POR OBRAS 25
- Como podemos ser salvos?
É por meio da “manifestação da benignidade e do amor de Deus, nosso Salvador”. Você acha que tem de fazer alguma coisa, para mudar a atitude de Deus, enquanto Cristo, nosso
grande Sumo Sacerdote, por meio da oferta de Si mesmo, fez tudo o que era necessário, para abrir o caminho da reconciliação com Deus, que é “bom e compassivo” (Sl 86.5).
Aprenda a não olhar para dentro de si, e sim a olhar para fora, a fim de obter paz. Você está examinado detalhadamente a sua vida de trevas e o seu coração que está em trevas ainda mais densas. Você está debilitando os seus olhos, para encontrar
algum raio de luz em seu coração. Isto é inútil. Alguém já tentou ver o nascer do sol olhando para uma caverna?
Olhe para fora, contemple a benignidade e o amor de Deus, nosso Salvador. É a descoberta da pessoa, ofícios, beleza, obra consumada e espontaneidade de Deus, nosso Salvador, que enche o coração de paz, e os lábios, de louvor. “Os meus terrores desapareceram ante o seu doce nome, meus temores de culpa baniram-se, com ousadia eu vim beber livremente na fonte que outorga vida. Jeová-Tsidkenu é tudo para mim.”
                  O CAMINHO DA SANTIDADE
“Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do
Espírito Santo.” - É um “lavar”. A obra do Espírito Santo em um coração perdoado é designada lavar, porque é um tornar limpo. O coração natural é corrupto e vil; nada que flui de
nossa natureza pode limpá-lo — nenhuma boa resolução, nenhum juramento, nenhum esforço pode mudar o coração natural (Jr 13.23). Somente o Espírito Santo pode fazer isso.
- É o “lavar regenerador”,ou seja, o novo nascimento. Não é uma lavagem exterior do corpo, e sim uma mudança interior, na alma. Não é o batismo com água, e sim com o “Espírito Santo”. Oh! quantas vezes
já lavei meu corpo, deixando-o limpo! “Mas, eu já experimentei o lavar regenerador”? Há algum tempo fui lavado nas águas do batismo; mas também fui batizado com o Espírito
Santo?
- É um lavar constante. A  água que Cristo outorga será, na alma, “uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo 4.14). Muitos lugares, quando são bem lavados, permanecem
limpos por algum tempo. No entanto, isso não acontece com o
coração do homem, que é um terrível poço de iniqüidade. O “rio da água da vida” tem de ser derramado neste coração e jorrar perpetuamente através dele. Temos de ser regados
a cada momento. Oh! feliz a alma que possui em seu íntimo a Fonte das águas vivas. Não conhecemos nosso coração enganoso, se não sentimos nossa necessidade da inesgotável fonte do Espírito Santo, a fim de purificar-nos de toda imundícia.
- É uma renovação do Espírito Santo. Quando uma casa se torna rachada e prestes a cair, nenhum re26
                               Fé para Hoje
paro melhorará sua condição. Ela precisa ser destruída e construída novamente. O coração de um pecador
é como esse tipo de casa. A lepra do pecado está arraigada nas suas paredes. Tal coração tem de ser destruído e construído novamente. Isto é a renovação do Espírito Santo.Quando temos um inverno longoe severo, as árvores permanecem secas
e sem folhas, parecem mortas e não podem dar frutos; e, se o inverno continuar por muito tempo, elas poderão morrer. Mas quando o verão sopra outra vez sobre as árvores, a seiva ascende aos galhos em um fluxo vigoroso e abundante — “A
figueira começa a dar seus figos, e as vides em flor exalam o seu aroma” (Ct 2.13). A face da terra é renovada (Sl 104.30). O coração do pecador é como uma árvore morta. Estar sem Cristo é o inverno da alma. Todavia, quando Cristo é revelado,
e a alma chega ao amor de Deus, e oEspírito Santo é enviado ao coração,a pessoa se torna uma nova criatura e canta: “Sou como a oliveira verdejante, na Casa de Deus” (Sl52.8).
Por último, o Espírito é derramado sobre nós abundantemente. Os crentes freqüentemente se lamentam de que há poucas gotas do Espírito caindo em nossos dias. Infelizmente, existem muitas razões para esta queixa, mas pelo menos em um aspecto
ela não é verdadeira. Onde quer que exista um simples crente,
ali o Espírito Santo foi derramado
abundantemente. Quando contemplo todo o mundo permanecendo na impiedade e vejo milhares de armadilhas
colocadas diante de minha alma, em todos os caminhos; quando ouço o rugir do leão que anda em derredor, procurando a quem possa devorar; e, antes de tudo, quando
vejo a lei dos meus membros lutando contra a lei da minha mente, sou tentado a clamar: “Algum dia perecerei
às mãos de Saul”. Ainda que eu tivesse legiões de anjos ao meu lado, eles não poderiam me sustentar. Nenhuma criatura pode guardar- me de cair. Mas Jesus disse: “A minha graça te basta”. Ele derrama o Espírito Santo abundantemente.
Que gotejar continuo de chuva, que jorrar constante da fonte de água, que abundante fluir do rio de Deus é necessário
para suster minha alma desamparada! Deus seja louvado por
seu Santificador que habita em nós.“Ora, àquele que é poderoso para me guardar de tropeços e me apresentar
com exultação, imaculado diante da sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras,
e agora, e por todos os séculos. Amém!”(Jd 24-25)
As três grandes forças na história do mundo são: a Igreja,
a observância do Dia do Senhor e o culto doméstico.
Joseph Hall

domingo, 23 de setembro de 2012

Confissão de fé da Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil



Confissão de fé da Igreja Presbiteriana Renovada do  Brasil                                                    Í N D I C E
Capítulo 1: De Deus e da Santíssima Trindade
Capítulo 2: Da Criação
Capítulo 3: Das Sagradas Escrituras
Capítulo 4: Da Queda do Homem, do Pecado e do seu Castigo
Capítulo 5: Da Aliança de Deus com o Homem
Capítulo 6: Da Providência
Capítulo 7: De Jesus Cristo, o Mediador
Capítulo 8: Do Perdão dos Pecados
Capítulo 9: Da Livre Agência
Capítulo 10: Da Intercessão de Jesus
Capítulo 11: Da Fé Salvadora
Capítulo 12: Da Igreja
Capítulo 13: Da Missão da Igreja
Capítulo 14: Da Comunhão dos Santos
Capítulo 15: Do Batismo
Capítulo 16: Da Ceia do Senhor
Capítulo 17: Dos Meios de Graça
Capítulo 18: Do Espírito Santo
Capítulo 19: Do Batismo no Espírito Santo
Capítulo 20: Dos Dons Espirituais
Capítulo 21: Da Santificação
Capítulo 22: Do Retorno de Cristo
Capítulo 23: Do Tribunal de Cristo
Capítulo 24: Do Juízo Final
Capítulo 25: Da Ressurreição dos Mortos Capítulo 26: Dos Presbitérios e da Assembleia Geral


Capítulo 1

De Deus e da Santíssima Trindade

Cremos na existência de um Deus Trino, Todo Poderoso, vivo e verdadeiro, sem corpo, membros ou paixões, indivisível, invisível, e imutável, de infinito poder, sabedoria e bondade; Ele é um espírito puríssimo, Criador e Sustentador de todas as coisas visíveis e invisíveis. E na unidade desta Divindade há três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, da mesma essência e trino em pessoa, na sua soberania e providência sobre todas as coisas, infinito em seus atributos; de uma substância, poder e eternidade. O Pai não é de ninguém - não é nem gerado, nem procedente; o Filho é eternamente gerado do Pai; o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho.
Ele é onipresente, onipotente, onisciente, independente, soberano, fiel, justo e perfeito; Ele é santíssimo; fazendo tudo para a sua glória e segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável, em todas as suas obras e em todos os seus preceitos; Ele não é o autor do mal, nem do pecado, mas cheio de amor, de misericórdia; é gracioso, longânimo e ao mesmo tempo justo e terrível em seus juízos, pois odeia o pecado. Sendo da parte dos anjos e dos homens e de qualquer outra criatura, lhe são devidos todo o culto, todo o serviço e obediência, que Ele há por bem requerer deles.
Gn 8:22, Sl 33:13-15, Mt 28:19, At 17:27 e 28 Hb 1:3; Ap 4:11; Hb 11:6. Dt. 6:4; I Co. 8:4, 6; I Ts. 1:9; Jr. 10:10; Jó 11:79; Jó 26:14; Jo 6:24; I Tm 1:17; Dt 4:15-16; Lc 24:39; At. 14:11, 15; Tg 1:17; I Rs 8:27; Sl 92:2; Sl 145:3; Gn 17:1; Rm 16:27; Is 6:3; Sl. 115:3; Ex 3:14; Ef 1:11; Pv. 16:4; Rm 11:36; Ap 4:11; I Jô 4:8; Ex 36:6-7; Hb 11:6; Ne. 9:32-33; Sl 5:5-6; Na 1:2-3. Mt 3:16-17; 28-19; II Co 13:14; Jo 1:14, 18 e 15:26; Gl 4:6. Romanos. 11:33; Hebreus. 6:17; Sal.5:4; Tiago 1:13-17; I João 1:5; Mat. 17:2; João 19:11; At.2:23; At. 4:27-28 e 27:23, 24, 34.

Capítulo 2

Da Criação
 Cremos na criação divina como uma evidência que revela a sabedoria e poder divinos. Que a criação foi um ato totalmente voluntário da vontade do trino Deus. Ele criou o universo para revelar a sua glória, seu eterno poder e bondade, criar ou fazer do nada, pelo poder de sua palavra, no espaço de seis dias, e tudo muito bom, o mundo e tudo o que nele há, quer as coisas visíveis quer as invisíveis. No sexto dia criou o homem, macho e fêmea, segundo sua própria imagem, semelhança, dotados de almas racionais e imortais, de inteligência, volição, retidão e perfeita santidade, com a lei de Deus escrita em seus corações e o poder de cumpri-la.
Contudo, com possibilidade de transgredi-la, sendo deixados à liberdade de sua própria vontade, que era mutável. Também receberam a determinação de não comerem da árvore da ciência do bem e do mal. Enquanto obedeceram a este preceito, foram felizes em sua comunhão com Deus e tiveram domínio sobre as criaturas. Ap 4.11; Is 43.7; Sl 19.1-2; Gn 1-3;                                       Capítulo 3
                                     Das Sagradas Escrituras
Cremos na inspiração verbal, na veracidade e na integridade da Escritura Sagrada, que inclui o Velho e o Novo Testamentos, tal como revelada originalmente, e na suprema autoridade sobre assuntos de fé e de caráter cristão, razão porque deve ser crida, obedecida e recebida pelos homens como a declaração de Deus sobre todas as coisas necessárias para a nossa vida e salvação, contribuindo tudo para a glória do Deus Soberano.
Nela nem todas as coisas são claras em si mesmas, mas as verdades que precisam ser aprendidas e observadas são tão claras que ninguém será privado do seu conhecimento. Tudo o que o ser humano precisa ouvir da parte de Deus está contido neste livro. No seu conteúdo nada será mudado nem por obra do Espírito Santo e nem por ação alguma do homem.
A nossa segurança de que a Escritura Sagrada é a Palavra infalível de Deus vem, principalmente, do testemunho do Espírito Santo, que na sua obra interna, testifica esta verdade aos corações dos salvos. Por outro lado, rejeitamos enfaticamente os livros apócrifos como inspirados, considerando-os apenas como uma produção da imaginação do homem – Rm 15:4, 1 Tm 3:15; 2 Tm 3:14-17, 2 Pe 1:19-21; 1 Jo 2:20;27; 1 Jo 5:9; Gl 1:8; 1 Co 2: 9,10, 11:13,14 Sl. 119:105; 2 Pe 3:16.
Capítulo 4

Da Queda do Homem, do Pecado e do seu Castigo
Cremos na pecaminosidade universal dos homens, herança adquirida através do primeiro casal desde que, pela primeira vez, transgrediu a vontade de Deus, tornando-os mortos e corrompidos em as suas faculdades, destituindo-os da glória de Deus e colocando-os sob juízo. Embora a queda de Adão tenha afetado seriamente a natureza humana, as pessoas não ficaram no estado de total incapacidade espiritual de escolha. Este delito e natureza corrompida foram imputados a seus filhos, deixando-os adversos a todo bem e inclinados ao mal, submetendo todos os seus descendentes à morte humana e espiritual. – Gn 3:13; Rm 3: 9, 19, 23; 5:6; 7:18; 1Co 15:21-22, 45, 49; Gl 3:10; Ef 2:2-3; 6:18; 2Ts 1:9; 1Jo 1:7-9, 3:4.
                                      
Capítulo 5

Da Aliança de Deus com o Homem
Cremos na aliança de Deus com o homem como expressão do seu amor e da sua misericórdia, meio pelo qual Ele oferece livremente a vida e a salvação em Cristo Jesus a todos os homens. Ao homem caído, Deus oferece a vida e a salvação em Cristo Jesus. No entanto, o homem precisa reconhecer-se pecador, crer e prestar obediência aos ensinamentos sagrados.
A aliança feita na dispensação do Velho Testamento, e que era administrada através de promessas, profecias, sacrifícios, circuncisão, o cordeiro pascal, entre outros tipos e ordenanças que prefiguravam o Messias prometido, não foi capaz de levantar o homem no seu grande anseio de redenção. Assim, Deus realizou uma segunda aliança, plena, firme e imutável, na morte expiatória e vicária de Cristo Jesus. – Rm 3:20,21; Gn 3:15; Is 42:6; Jo 3:16; Gl 3:21; Mt. 28:18-20; Hb 1:1,2; Hb 9:15-17.




Capítulo 6
Da Providência
Cremos na Doutrina da Providência de Deus, que na sua imensa sabedoria, poder, justiça, bondade e amor sustenta, dirige, preserva, dispõe e governa todas as coisas por Ele criadas, desde a maior até a menor, dirigindo-as para o seu determinado fim.
Deus governa sobre o universo, sobre o mundo físico, sobre as nações, sobre o nascimento do homem e sua vida, na proteção dos justos, no suprimento das necessidades do seu povo, nas respostas às orações e no desmascaramento e castigo dos ímpios.
Deus, na sua misericórdia, permite, muitas vezes, que os seus filhos sejam entregues às tentações e ao engano dos seus corações; e uma vez humilhados e castigados, possam depender mais do seu poder e da sua graça redentora, ficando mais sóbrios e vigilantes contra o pecado. Sl 103:19; Sl 104:14; Jó 12:23; Sl 4:8; Gn 22:8; Is 20:5,6; Sl 7:12,13; II Cr 32:25,26,31; Lc 22:31,32; II Co 12:7-9.
                                             Capítulo 7

                                  De Jesus Cristo, o Mediador

Cremos em Jesus, o eterno filho de Deus, Unigênito do Pai, a segunda pessoa da Trindade, verdadeiro Deus e também verdadeiro homem, Profeta, Sacerdote e Rei, cabeça e salvador da sua igreja, herdeiro de todas as coisas e salvador do mundo; cremos na sua concepção virginal, identificando-se inteiramente com o ser humano ainda que sem pecado; nas suas duas naturezas interior, perfeitas e distintas – divindade e humanidade vistas de forma inconfundível em uma só pessoa, em um só Cristo, consubstancial com o Pai, segundo a divindade, e consubstancial a nós, segundo a humanidade, excetuando o pecado, mediador entre Deus e o homem;    
Cremos que Ele honrou a lei divina por sua obediência pessoal, e em sua morte vicária e expiatória na cruz fez provisão para a redenção dos homens do pecado; cremos na sua ressurreição corporal e sua ascensão à direita de Deus Pai, onde é o único mediador, participando da natureza de Deus e do homem, e em cuja pessoa efetua-se a reconciliação entre Deus e o homem. Ele voltará em poder e glória para julgar o mundo e consumar sua missão redentora. Habita agora em todos os salvos como Senhor vivo e para sempre presente. – Sl 68:18; Is 42:1; Jo 1:1,2,14 20-28; Rm 9:5; Ef 4:10; 1 Tm 2:5; 1 Pe 1:19,20; 1 Jo 5:20.

Capítulo 8

Do Perdão dos Pecados
Cremos no perdão dos pecados, acessível somente através da justificação de Cristo imputada aos regenerados por meio da fé nele. Cristo, por sua morte expiatória, purifica o pecador, que é justificado e perdoado somente pela graça de Deus – Rm 3:24-26; cap. 5; 10:13; 2Co 5:21; Ef 2:8-10; Gl 5:6.

Capítulo 9

Da Livre Agência
Cremos no livre arbítrio do homem que o deixa em liberdade para escolher tanto o bem quanto o mal, mas quando transferido para o estado de graça encontra-se liberto da escravidão do pecado e pode decidir pelo que é espiritualmente correto, mas por causa da corrupção, nele ainda existente, não o faz com perfeição e continua desejando não somente o que é bom, como também o que é mau.
Antes da queda, no estado de inocência, o homem era potencialmente livre para fazer o bem, agradando a Deus no seu viver. Agora somente será imutavelmente livre para fazer unicamente o bem quando estiver no estado de glória.
A pregação do evangelho é um apelo ao livre arbítrio do homem. Ele é decididamente livre para aceitar a Cristo ou rejeitá-LO.– Dt 30:19; Jo 5:40, 8:34,36; Tg 1:14; Fl 2:13; Rm 6:18,22; Gl 5:17; Ef 4:13; Jd 24; I Jo 3:2.





Capítulo 10

Da Intercessão de Jesus
Cremos na intercessão de Jesus, em quem habitou toda a plenitude e que sendo santo, inocente, incontaminado, cheio de graça e de verdade esteve perfeitamente preparado para ser o único mediador e fiador entre Deus e os homens; Cremos que Ele comparece diante de Deus por nós, que sua intercessão é expressa diante de Deus ao nosso favor; que Ele é o nosso Paracleto; que sua intercessão inclui: o seu comparecimento diante de Deus em nosso favor, como sacrifício por nossos pecados, como nosso Sumo Sacerdote, cuja obra é base para recebermos a remissão de nossos pecados, o dom do Espírito Santo e todo o bem necessário; que Ele realiza a defesa contra a sentença da lei e as acusações de Satanás, que é o grande acusador; que sua oferta de si mesmo como nosso penhor, que não só provará que as demandas da justiça foram satisfeitas, mas que seu povo será obediente e fiel; que a apresentação como sacrifício das pessoas dos redimidos, santificando seu coração e todos os seus serviços, tornando-as aceitas diante de Deus por meio do suave aroma de seus próprios méritos. Rm 8:34; Hb 1:8,9; Cl 2:3, 1:9; Hb 7:26; Jo 1:14; 1 Tm 2:5; Hb 9.24

Capítulo 11

Da Fé Salvadora
Cremos na Fé Salvadora, como uma atividade do homem, mas potencialmente produzida por Deus no coração do pecador pela qual os eleitos são habilitados, por obra do Espírito Santo e, ordinariamente, pela ministração da Palavra de Deus, a aceitar e a receber a Cristo como Senhor e Salvador que nos conduzirá à justificação, a santificação e a vida eterna e a crer nas Escrituras Sagradas como verdades reveladas, abraçando as suas promessas sejam presentes ou futuras, bem como agir de conformidade com os ensinamentos ali ministrados – Hb 10:39; 2 Co 4:13; Ef 1:17-20; Jo 6:42 1 Ts 2:13 1 Jo 5:10; Ef 4:15,16.




Capítulo 12

Da Igreja
Cremos na Igreja, santa, invisível e universal, que é o Corpo de Cristo, composto de todos os cristãos que experimentaram o novo nascimento, independente da etnia, cor ou condição socioeconômica e que na terra se manifestam nas congregações locais a quem Cristo conferiu o ministério, os oráculos e as ordenanças de Deus para congregar e aperfeiçoar os santos, ao longo desta dispensação que se encerrará com o arrebatamento dos salvos. Cristo é o cabeça, o único Senhor desta igreja. Ele é o Rei absoluto, não havendo outro. Qualquer outra manifestação será atribuída ao anticristo, ao homem do pecado e ao filho da perdição.
Mas esta igreja não é inteiramente pura. Ela está sujeita ao erro, ao pecado e, consequentemente, até mesmo a apostasia, razão da sua necessidade de perseverar nos ensinamentos sacrossantos do Senhor Jesus – Jo 1:12,13,3:3-7; Ef 4:11-13; Is 59:21; Mt 28:19,20; Cl 1:18; I Pe 5:2-4; II Ts 2:3,4.             Capítulo 13

                                 Da Missão da Igreja
Cremos que a igreja é o Corpo de Cristo, a habitação de Deus através do Espírito, divinamente designada para o cumprimento da grande comissão. Cada crente nascido do Espírito é uma parte integral da comunidade dos santos cujos nomes estão escritos no Livro da Vida.
Considerando que o propósito de Deus concernente ao homem é alcançar aquele que está perdido, ser adorado pelo homem e edificar um corpo de salvos na imagem do seu Filho, a prioridade maior para pertencer a esta assembleia é: 1) ser uma agência de Deus para a evangelização do mundo; 2) ser um corpo em unidade onde o homem possa adorar a Deus; 3) ser um canal do propósito de Deus para a edificação dos santos a fim de ser a perfeita imagem do seu Filho.
A Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil existe expressamente para viver o modelo apostólico do Novo Testamento, ensinando e encorajando os crentes a uma vida com Deus sob a égide do Espírito Santo, a fim de serem capacitados para evangelizar o mundo, que terão as manifestações sobrenaturais do Espírito Santo – Ef 1:22,23; 2:22; Hb 12:23; At. 1:8; Mt 28:19,20; Mc 16:15,16; I Co 12:13; Ef 4:11-16; I Co. 12:28; 14:12; Mc 16:15,20; At 4:29-31; Hb 2:3,4.

Capítulo 14

Da Comunhão dos Santos
Cremos na comunhão dos santos que, pelo Espírito e pela fé, estão unidos a Cristo como o cabeça e uns aos outros, em amor, como membros do mesmo corpo; participam dos mesmos dons e graças e devem contribuir para a manutenção desta unidade para proveito mútuo.

Os santos, devem manter uma sociedade santa e plena comunhão no culto de Deus, e na realização de todos os outros serviços espirituais, que visam a edificação do corpo de Cristo, bem como estarem dispostos a socorrerem uns aos outros em suas necessidades físicas, materiais e espirituais, segundo suas posses, habilidades e necessidades, dando em todo o tempo, glória a Deus. 1 Jo 1:3; Ef 3:16,17; Jo 1:16; 1 Ts 5:11,14; Hb 10:24,25; 1 Jo 3:17.

Capítulo 15

Do Batismo
Cremos no batismo por imersão total do corpo, como sacramento neotestamentário, uma só vez em água a uma mesma pessoa, instituído por Jesus Cristo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, como forma solene de admissão na igreja visível, como também de sinal de regeneração e de consagração a Deus com o propósito de andar em novidade de vida.
A ordenação do batismo por imersão total nas águas é uma ordenança de Jesus. Todos aqueles que se arrependeram dos seus pecados e creram em Jesus como Senhor e salvador devem ser batizados. Em consequência, eles declaram para o mundo que estão mortos com Cristo e estão ressuscitando com Ele para uma vida em novidade – Mt. 28:19; Mc 16:16; At 10:47,48; Cl 2:1, 2:11,12; 1 Co 12:13; Rm 4:11; Rm 6:4; Gl 3:27; Tt 3:5.




Capítulo 16

Da Ceia do Senhor
Cremos na Ceia do Senhor como sacramento do corpo e do sangue de Jesus instituída por Ele mesmo para ser celebrada pela igreja como lembrança do sacrifício de sua morte expiatória e vicária.
Tomamos o pão como símbolo do Corpo de Cristo e o cálice como símbolo do seu sangue derramado para remissão dos nossos pecados e os consagramos, mediante a oração, separando-os do seu uso comum sem, contudo, alterar a sua substância – o pão continua sendo pão e o vinho continua sendo vinho. Rejeitamos a doutrina da transubstanciação por ser contrária aos ensinamentos sagrados, bem como ao senso comum e à razão – em momento algum o pão e o vinho poderiam ser transformados na carne e no sangue do Senhor Jesus.
Temos na celebração da ceia um memorial ao sacrifício vicário de Cristo em nosso favor e uma oportunidade de selar a nossa comunhão com os membros do seu corpo – que é a igreja.
Temos a firme convicção de que todos os salvos que participam dignamente da ceia recebem bênçãos espirituais, sendo alvo dos benefícios da morte de Jesus. Ao contrário destes, os que participam indignamente tornam-se réus da morte de Jesus, resultando na condenação própria, enquanto permanecerem neste estado. 1 Co 11:23-26; 10:16,17,21, 12:13; Mt 26:26-28; Lc 24:6,39.







Capítulo 17

Dos Meios de Graça
Cremos nos Meios de Graça como àquelas atividades na comunhão da igreja que Deus usa para distribuir mais graça aos cristãos. A Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil incentiva, encoraja e valoriza os meios de graça. Entendemos por meios de graça: O ensino da Palavra, a oração individual, a oração uns pelos outros, o jejum, o batismo, a ceia do Senhor, a adoração, a disciplina da igreja, a oferta, os dons espirituais, a comunhão, a evangelização e o ministério individual.
Rm 1.16; 2 Co 1.24; Tg 1.18; 1Pe 1.23; 2Tm 3.15,16; At 20.32; Rm 15.4; Ef 6.17; Hb 4.12; Mt 28.19; Rm 6.2-5; Cl 2.12; At 2.38; At 8.39; At 16.34; 1Co 10.16,17, 21; 1Co 11.29-30; Mt 26.26; Jo 6.52-58; At 4.24-30,31; At 2.42; At 12.5; Hb 4.16;

Capítulo 18

Do Espírito Santo
Cremos no Espírito Santo, a terceira pessoa da trindade, procedente do Pai e do Filho, da mesma substância e igual em poder e glória; agente eficaz na aplicação da obra da redenção – convence os homens do pecado, da justiça e do juízo, conduzindo-os ao arrependimento e à fé; concede dons aos crentes, unindo-os e consolando-os.

Cremos na dinâmica e na criatividade do Espírito Santo na história da igreja, revelando coisas novas. Ele inspirou santos homens do passado para escreverem as Escrituras. Através da iluminação capacita homens a entenderem a verdade. Ele exalta a Cristo. Desenvolve o caráter cristão. Ele sela o crente para o dia da redenção final. Sua presença é a segurança de que Deus trará o crente à plenitude da estatura de Cristo. Ilumina e capacita o crente e a igreja para a adoração, a evangelização e o serviço. – Mt 9:17, 3:16,17; Jo 3:8, 15:26, 16:13,14; 2 Co 13:13; 2 Pe 1:19-21; At 7:51-53.





Capítulo 19
Do Batismo no Espírito Santo
Cremos no Batismo no Espírito Santo, que nos é dado por Jesus, na contemporaneidade dos dons espirituais, distribuídos pelo Espírito Santo para a edificação, a consolação e a exortação de acordo com a sua soberana vontade, comumente evidenciado pelo falar em línguas.
Cremos que há uma diferença entre ter o Espírito Santo e ser batizado com o Espírito Santo. Todos os que são salvos têm o Espírito, mas podem ainda não ter sido batizados no Espírito Santo. O batismo no Espírito Santo é um dom que todos podem receber depois de convertidos. É algo que pode e deve ser buscado por aqueles que ainda não o receberam. Cremos que é Jesus quem batiza no Espírito Santo. – Mt 3:11; Rm 12:3-8; 1 Co 12:1-12; Rm 8: 9; At 2: 38; Mt 7: 7; Lc 24: 49

Capítulo 20

Dos Dons Espirituais
Cremos na contemporaneidade dos Dons Espirituais, como instrumentos para a edificação pessoal e da igreja, distribuídos pelo Espírito Santo para a sua edificação, conforme a sua soberana vontade. É dever dos cristãos buscar, com zelo, os dons espirituais, exercitando-os com ordem e disciplina, no amor e no temor do Senhor, buscando sempre a edificação, consolação e exortação dos membros do corpo.

Cremos na manifestação dos dons espirituais de forma pura e exata; na sua
funcionalidade, na sua utilidade e nos seus resultados práticos, cuja operosidade está completamente desassociada de adivinhações, prognósticos, agouros e feitiçarias I Co 12:1-11; I Co 14:1-40; Joel 2:28,29; Dt.18:9-14.




Capítulo 21

Da Santificação
Cremos na possibilidade e na necessidade de viver uma vida santa na terra, somente através da graça de Deus e da ajuda do Espírito Santo, santificador que em nós habita. Este estado de santidade que deve atingir o homem todo é imperfeito nesta vida, face a persistência da natureza corrompida, resultando na luta irreconciliável do espírito contra a carne, mas que culminará com a vitória do homem regenerado.
Esta santidade tem raízes na regeneração e se realiza na vida interior dos salvos com reflexos externos; continua por toda a vida e pode ser mais acentuada em uns e menos em outros, havendo uma necessidade dos redimidos serem cooperadores de Deus no crescimento de uma vida santa aqui na terra.– Rm 6:11,14; II Co 3:18; Hb 9:3-14;Hb 12:23; 1 Pe 1:15,16; 1 Ts 5:23; 1 Jo 1:10; Fl 3:2 Gl 5:17.

Capítulo 22

Do Retorno de Cristo
Cremos na certeza da segunda vinda pré-milenial do Senhor Jesus, de forma pessoal e corpórea, em corpo glorificado, em duas fases distintas: a primeira invisível ao mundo para o arrebatamento da sua igreja e a segunda, visível e com a sua igreja glorificada, que se darão respectivamente antes da tribulação e na instalação do milênio. A primeira vinda precederá a glorificação dos santos e a segunda, o julgamento das nações; uma é iminente - poderá ocorrer a qualquer momento; a outra, não. – Zc 14:5; Mt 24:21; Mt 25:31-46; At 1:11; 1 Ts 4:16-17; Hb 9:28; Jo 14:3.
Capítulo 23

Do Tribunal de Cristo
Cremos na existência do Tribunal de Cristo, onde os salvos comparecerão diante dele unicamente para serem avaliados e, consequentemente, galardoados proporcionalmente pelos seus feitos à obra de Deus na terra - Rm 14:10-12, 8:33; 2 Co 5:10.

Capítulo 24

Do Juízo Final
Cremos que haverá um julgamento final, depois do milênio e da rebelião que ocorre depois desse período, para juízo dos incrédulos, juntamente com o diabo e os seus anjos, a besta e o falso profeta, para condenação eterna no lago de fogo, vindo depois disto novos céus e nova terra. Este juízo final é a culminação de muitos prenúncios em que Deus premiou a justiça ou puniu a injustiça ao longo da história. O Senhor Jesus Cristo será o Juiz neste julgamento com a participação da igreja. – Ap 22:12; I Co 6:2,3; 20.11-15; 2Tm 4.1; At 10.42; Jo 5.26-27; Mt 25.31-46; Mc 9.43-48; Ap 19.20; 21.8; 2Pe 3.13.

Capítulo 25

Da Ressurreição dos Mortos
Cremos na ressurreição corpórea dos justos, para encontrar o Senhor nos ares, para o gozo eterno; cremos na ressurreição dos ímpios para a condenação eterna, no dia do juízo final.
Cremos que no último dia, os que estiverem vivos não morrerão, mas serão transformados; todos os mortos serão ressuscitados com os seus próprios corpos, e não outros, embora com qualidades diferentes, e se unirão novamente às suas almas, para sempre.
Cremos que os corpos dos injustos serão, pelo poder de Cristo, ressuscitados para a desonra; os corpos dos justos serão, pelo seu Espírito, ressuscitados para a honra e para serem semelhantes ao próprio corpo glorioso de Cristo. Jo 12:48; At 17:31,10;42; Ap 20:13-15.





Capítulo 26

Dos Presbitérios e da Assembleia Geral
Para melhor governo e maior edificação da Igreja, deverá haver as reuniões dos Presbitérios e a convocação da Assembleia Geral. Em virtude do seu cargo e do poder que Cristo lhes deu para edificação e não para destruição, cabe aos responsáveis criar tais assembleias e reunir-se nelas quantas vezes julgarem útil para o bem da Igreja, observando as Normas da Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil.
Todos nós podemos errar, portanto, não devemos constituir as nossas decisões regra de fé e prática, mas que podem ser usados como auxílio no bom desenvolvimento da obra do Senhor. At.15:2, 4, 6; 20:17, 28; Ap 2:1-6; At.15:2, 4, 6; 20:17, 28; Ap 2:1-6.

Aprovada pela Diretoria Administrativa da IPRB

Dezembro de 2003

COMO SER O SAL DA TERRA

A questão é: o que é que Jesus estava tentando ensinar com essa mensagem, com essa figura do sal, o qual não existe para estar dentro do ...