domingo, 26 de fevereiro de 2012

Evangélicos não Praticantes – Isso é possível?




Tem saído na imprensa notícias de que o nº de pessoas que se dizem evangélicos, mas não são praticantes tem crescido. Isso é uma coisa que precisamos pensar sobre ela. Algumas reflexões cabem aqui.


Este discurso se parece muito com o antigo discurso comum na tradição brasileira de se dizer católico não praticante, o que na verdade  significa ser nada. Ou seja é ser alguém que normalmente não tem religião e para não se dizer sem identidade religiosa se diz católico não praticante, isto tornou-se uma expressão popular da religião católica dentro do contexto do jeitinho brasileiro.


Agora temos a famigerada versão gospel  disso. Pessoalmente entendo que o surgimento dessa nomenclatura social é um processo inexorável que expressa um pouco das conseguencias da falta de um ensino mais bíblico dentro do contexto dito evangélico no Brasil.


Na verdade a cada dia o termo evangélico tem  perdido o seu significado dentro da realidade brasileira e até mundial, pois há uma série de distorções teológicas, comportamentais e éticas, fruto de desvios teológicos bíblicos fundamentais firmando-se com o rótulo de evangélico.


O termo evangélico já deixou de identificar um cristão bíblico. Qualquer pessoa pode hoje ser chamada de evangélico no Brasil. Desde um ladrão que acabou de ser preso em flagrante até um líder sectário pregador de heresias  e fanatismos.


Ser evangélico deixou de ser um termo real, com pressupostos corretos e claros, por isso, à partir dessas constatações, afirmo que ser um  evangélico não praticante é perfeitamente possível. Pois na verdade ser um evangélico não praticante não significa nada em si mesmo. É simplesmente um rótulo vazio dado ou assumido por alguém que de alguma forma foi influenciado pela sub cultura cristã e por sua linguagem (muitas vezes nascido em um lar formado sob a influencia de igrejas ditas evangélicas). Mas que não expressa em sua vida nada  do verdadeiro cristianismo bíblico, apenas um pobre arremedo da verdadeira fé. Mas por se achar identificado com alguns valores, princípios, linguagens  e costumes ditos cristãos se diz evangélico não praticante. O problema é que este ser que se identifica assim acaba passando para muitos a idéia de que é possível ser um evangélico de fato sem ser praticante. Existe ai também um outro sério problema, que são aqueles que se dizem evangélicos ativos, mas que nada do evangelho praticam de fato. Mas isso merece outra reflexão.


O normal seria que todo evangélico fosse um verdadeiro cristão, ou seja, alguém que fora convertido, experimentou a graça salvadora com todos os seus efeitos e agora vive em novidade de vida para a glória de Deus em um compromisso crescente com a vontade do Senhor em sua jornada de vida.


Baseado nisso podemos afirmar categoricamente que um verdadeiro evangélico não praticante não pode existir, pois o real cristianismo não é uma sub cultura, ou um conjunto de costumes culturalmente estabelecidos ou adotados. Um verdadeiro cristão é e sempre será alguém nascido de novo. Isso significa algo muito mais radical e totalmente incompatível com a possibilidade da não praticabilidade dessa fé.


Encerro esta breve análise lembrando  Tiago, que  em sua linguagem caracteristicamente prática nos avisa: “Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos.” Tiago 1.22
Simples assim, que esta seja nossa busca sempre.




Ednilson Correia de Abreu
Pastor da P.I.B. em João Neiva-ES

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A Igreja Substitui Israel?


Arturo Azurdia III
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto1
“E ao anjo da igreja que está em Esmirna, escreve: Isto diz o primeiro e o
último, que foi morto, e reviveu: Conheço as tuas obras, e tribulação, e
pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são,
mas são a sinagoga de Satanás” (Apocalipse 2:8).
… Pobreza como conseqüência de blasfêmia e acusações… A fonte de
sua perseguição: os romanos. A perseguição romana era fomentada pelas
acusações dos israelitas étnicos, os quais Jesus diz aqui que não eram dignos
desse nome antigo e honrável. “Conheço… a blasfêmia dos que se dizem
judeus, e não o são”. Meus amigos essa é uma declaração profundamente
importante. Quando olhamos o fluxo da história redentiva, o enredo da
história da Bíblia se desvela e nos movemos do épico da promessa para o
épico do cumprimento, e o povo de Deus não é mais definido
genealogicamente, mas cristologicamente… cristocentricamente. Você diz: “O
que você quer dizer?” Os verdadeiros judeus são aqueles que seguem a Jesus
como seu Messias. Eles são caracterizados por um nascimento, não da carne,
mas do Espírito. Eles são assinalados por uma circuncisão não da carne, mas
do coração.
Quem então são aqueles sobre quem lemos em nosso texto? São
pessoas que alegam ser judeus por causa do sangue, mas de acordo com o
próprio Jesus, não o são. Jesus define-os para nós: “São a sinagoga de
Satanás”. É como o que Jesus diz aos fariseus incrédulos em João capítulo 8,
que alegavam a paternidade de Abraão. Ele diz: “Vós tendes por pai ao
diabo”. Vejam amados, esse é o motivo de precisarmos pensar claramente
sobre esse ponto. Esse é o motivo de ser extremamente errado referir-se,
como muitos fazem, ao Deus judaico-cristão. [Eles dizem] “Na verdade, no
final das contas, cristãos e judeus adoram ao mesmo Deus.” NÃO!… Rejeitar
a Jesus Cristo é rejeitar a revelação plena e final do Deus de Abraão, Isaque e
Jacó. A verdade é que não existe tal coisa como um judeu ortodoxo, amados,
a menos que ele seja um cristão, pois se os judeus realmente cressem no
Antigo Testamento, creriam em Jesus Cristo. Se uma pessoa não crê em Jesus
Cristo então, de acordo com João capítulo 5, tampouco crê em Moisés.
“Moisés… de mim escreveu”, disse Jesus. E assim, Paulo diz em Romanos
capítulo 2: “Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a
que o é exteriormente na carne”. Não, “é judeu o que o é no interior, e
circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não
provém dos homens, mas de Deus”.
Ora amigos, as pessoas geralmente me perguntam: “Você crê que a
igreja substitui Israel?”. A resposta é “não, é claro que não!!!”. A igreja não
substitui Israel. O fato é, o povo judeu que rejeita a Jesus Cristo são apóstatas
de Israel. Seguir a Jesus Cristo é a expressão última do verdadeiro judaísmo.
Tudo no Antigo Testamento apontava para ele. Israel e a igreja, então, não
estão em descontinuidade radical, antes, o último é a expressão consumada do
primeiro. Amados, uma falha em apreciar isso tem determinado
profundamente coisas estranhas em nosso país. “Sempre ao lado de Israel,
não importa o que Israel faça, sempre ao lado de Israel. Deus cuidará da
América se estiver sempre ao lado de Israel. Eles são o povo de Deus”. Mas
Jesus diz que eles são uma sinagoga de Satanás! Não seria esta uma das razões
dos evangélicos americanos serem tão notoriamente ineficazes na
evangelização dos árabes?
Jesus é a expressão plena, final e última do judaísmo. Vocês, os que
crêem nele, são a semente de Abraão. Por favor, exclua esses conceitos
errôneos dos seus estudos bíblicos.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A Inspiração Verbal da Escritura


Rev. Ronald Hanko
A doutrina da inspiração verbal está intimamente relacionada com a
doutrina da inspiração plenária.2 Ela enfatiza que as próprias palavras da
Escritura foram inspiradas por Deus. A Escritura não é apenas a Palavra de
Deus, mas também as palavras de Deus.
Ensinamos e enfatizamos isso contra aqueles que devotamente
tagarelam sobre a Escritura sendo inspirada em seus ensinos e doutrinas, mas
não em suas palavras e detalhes. Tal ensino é, sem dúvida, simplesmente
absurdo, pois é impossível que a Escritura seja a Palavra de Deus inspirada em
seus ensinos e pensamentos, se as palavras nas quais aqueles ensinos são
dados não são elas mesmas inspiradas e infalíveis.
Uma crença na inspiração verbal faz de nós, como cristãos de fala
inglesa, fortes proponentes da versão King James Autorizada (KJV). Uma
característica importante dessa versão, encontrada em poucas das versões
modernas, é que ela coloca em itálico aquelas palavras que não são encontradas
no original hebraico ou grego, mostrando assim para aqueles que não podem
ler o hebraico ou grego as palavras reais da Escritura, tanto quanto possível.
Pode ser necessário adicionar palavras para conseguir uma tradução
competente no inglês ou em algum outro idioma, mas aqueles que lêem
devem saber que as palavras italizadas foram adicionadas por homens e não,
na realidade, faladas por Deus.
A doutrina da inspiração verbal é ensinada na Escritura em passagens
tais como Salmo 12:6, Provérbios 30:5 e Apocalipse 22:18, 19, bem como
muitas passagens da Escritura que se referem às palavras que Deus falou e fez
serem escritas (Sl. 50:17; Sl. 119:130).
Há muitos exemplos extraordinários na Escritura da importância desta
doutrina – do fato que as palavras exatas faladas por Deus são importantes.
Em alguns casos a palavra escolhida faz enorme diferença.
Se Gênesis 17:7 dissesse descendências e não descendência, uma diferença
apenas entre plural e singular, a passagem não seria uma profecia sobre Cristo
 (ver também Gálatas 3:16). Essa referência a Cristo é completamente perdida
nas traduções modernas, que re-traduzem a palavra em Gênesis 17:7 como
“descendentes”.3
Algumas vezes as palavras no idioma original tornam difícil entender
uma passagem, como em Hebreus 11:1. Ali a Escritura diz que Sara recebeu
força para conceber a descendência. A palavra grega é ordinariamente usada para
o masculino e é traduzida em outros lugares como “gerar” ou “procriar”.
Visto que esta é a palavra que a Escritura usa, nossa única obrigação é
compreender o porquê a Escritura usa essa palavra, e não mudar a passagem,
como faz a NIV, para ajustá-la com o nosso próprio pensamento. A NIV diz
que Abraão foi capacitado a se tornar um pai,4 embora Abraão nem seja
mencionado neste versículo na verdade.5 Tais mudanças, e há muitas na NIV,
é uma negação da inspiração verbal.
Existem muito mais exemplos da mesma coisa, mas o ponto para nós é
que precisamos ouvir cuidadosamente o que Deus diz. Estar satisfeito que
pegamos a essência, a importância geral do que Deus está dizendo, não é
suficiente. Devemos estar certos que ouvimos, cremos e obedecemos a Deus
exatamente e em detalhe. Se ele tomou tão grande cuidado em se revelar,
falando a nós pela Palavra escrita, quem somos nós para sermos menos
cuidadosos em ouvir, obedecer e crer que cada palavra de Deus é pura? (Sl.
12:6).
Fonte (original): Doctrine according to Godliness,
Ronald Hanko, Reformed Free Publishing
Association, p. 16-17.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Desmascarando a Teologia do Barulho Reteté



Gostaria hoje de esclarecer uma pergunta enviada pelo meu amigo e Presbítero Evaldo. Ele nos enviou a seguinte dúvida: “ Por que os crentes barulhentos se consideram pentecostais?”


Para responder essa pergunta, que por sinal é muito pertinente, lanço outra questão: O barulho é a marca de um cristão pentecostal?


Amigos e leitores, atualmente a marca que evidencia um cristão avivado está no estereótipo da pessoa e não mais na alma e no espírito. Por incrível que pareça, o quanto você mais berra, mais grita, mais se “esperneia”, caí no chão, dança no “espírito” (não sei em qual espírito), mais avivado e pentecostal você é!




A Palavra de Deus é tão clara quanto ao avivamento do Senhor. O avivamento não se caracteriza por aberrações, gritos, milagres, mudanças litúrgicas e etc.... Avivamento é muito mais que isso!
O verdadeiro avivamento é provocado pela Palavra de Deus e resulta na mudança de conduta da pessoa avivada. Tudo em sua vida se faz novo, todas as áreas de sua vida são afetadas e tão logo essa pessoa passa a desenvolver os frutos do Espírito. (Gálatas 5.22-23)


Notemos que os frutos do Espírito Santo são: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. (Observe esses dois últimos frutos). Uma pessoa cheia do Espírito é mansa e possui domínio próprio sobre si, ou seja, não age por impulsos, por emoções, menos ainda por sensações e tem seu temperamento controlado pelo Espírito do Senhor.


Interessante essa “Teologia do Barulho” desenvolvida pelos Neopentecostais. Quem nunca ouviu o famoso jargão: “Pentecostal que não faz barulho está com defeito de fabricação”. Não sei qual a finalidade dessa frase, mas uma coisa é certa: Deus é não surdo!


Deus não é surdo e muito pelo contrário a sua Palavra diz que Ele conhece todos os nossos pensamentos, nossos intentos e nosso coração (Salmos 139), sendo assim não haveria necessidade de “berrar” ao ouvido de Deus, pois o Senhor não procura gritos e sim verdadeiros adoradores que é adorem em Espírito e em Verdade (João 4.24)


Uma coisa é certa essa Teologia do Barulho nada mais é que puro misticismo criado por “cristãos” que não conhecem a Deus e tão pouco a sua Palavra. Chamamos de misticismo o conjunto de normas e práticas que tem por objetivo alcançar uma comunhão direta com Deus. O problema é que quase sempre, os místicos são induzidos a prescindir da Bíblia e se basear apenas em suas experiências.


Efetuando uma exegese do derramamento do Espírito Santo em Atos 2, verifica-se uma ordem e que os sons estavam legíveis ao público em geral. Disse o médico e historiador Lucas: “E correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão e estava confusa, porque cada um ouvia falar na sua própria língua”(AT 2.6)


Lucas destaca que ouve entendimento do que os discípulos de Cristo falavam, por parte dos viajantes que estavam em Jerusalém:”Todos os temos ouvido em nossas própria línguas falar das grandezas de Deus”(v.11). O versículo 13 diz que alguns zombaram do acontecimento, alegando que os discípulos estavam bêbados, isso significa que houve um barulho inelegível?

O versículo 13 indica que alguns não entenderam o agir do Espírito Santo, mas isso não significa um barulho rock-roll, verificado em muitas reuniões pentecostais, que mais se assemelham ao Maracanã em dia de clássico do que um genuíno culto cristão.
Paulo nos alerta em 1 Co 14.23:”Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas estranhas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão, porventura que estais loucos?

Paulo demonstra uma preocupação em todo o capítulo 14, que deve haver uma ordem na línguas e profecias no culto, a fim de que todos sejam edificados.


O barulho é característica do culto pentecostal?
a)O culto pentecostal é racional (Rm 12.2). O culto barulhento, não dá lugar a reflexão e meditação.
b) O culto pentecostal tem ordem (1Co 14.40). Essa ordem não é de um cemitério, como dizia Apóstolo Paulo: os dons são exercidos com o propósito de edificar a igreja e não escandalizá-la.
c) O principal propósito do culto pentecostal é glorificar a Deus e edificar a igreja (1Co 14.26). Um lugar onde o barulho reina, não há lugar para a Palavra de Deus e nem para a edificação do próximo por meio de palavras inteligíveis.
d) Os dons espirituais, quando exercidos segundo as regras estabelecidas pela Palavra de Deus, não causam desordem ou bagunça (1Co 14.29-33);
e) o culto pentecostal é dinâmico, mas há lugar para uma liturgia (1Co 14.26). O culto é feito por homens guiados pelo Espírito de Deus, porém o homem é que oferece o culto, seguindo assim uma ordem(liturgia).


Não podemos negar que a presença do Espírito Santo em nossas vidas abala nossa estrutura corporal. Não posso negar que muitas vezes me exalto quando estou pregando a Palavra do Senhor, entretanto tenho a convicção que Deus não olha a aparência e sim o coração do homem (1 Samuel 16.7)


Deixemos de lado as loucuras dos homens e tentemos compreender a loucura de Deus que é a sua Palavra. (1 Co 1.21)


Para melhor compreensão leia o artigo: “O verdadeiro avivamento”
Elaborado por Pr Elder Cunha (eldersacal@hotmail.com)

Fonte:  Semeando a verdadeira doutrina de cristo 

PAGANISMO CRISTÃO.

CRISTIANISMO ESTA AINDA SEM CONHECER O EVANGELHO,QUANDO SE DIZ VAMOS FAZER PEREGRINAÇÃO,OU PROCISSÃO,OU ROMARIA ATÉ UM TEMPLO LONGÍNQUO COM ...