sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

NEOPENTECOSTALISMO: DESSERVIÇO AO EVANGELHO



NEOPENTECOSTALISMO: DESSERVIÇO AO EVANGELHO

Diversos movimentos pentecostais têm surgido ao longo dos anos. Portanto, é preciso saber distinguir o verdadeiro do falso pentecostalismo. O conhecido movimento denominado neopentecostal surgiu nos meados do século XX. O neopentecostalismo se propôs a dinamizar as práticas litúrgicas, a cristologia, a eclesiologia e a prática hermenêutica. No que diz respeito à prática litúrgica, o neopentecostalismo apresenta um problema dos mais graves. Em seus cultos, as campanhas de cura, prosperidade material, saúde e revelação têm proeminência. A preocupação maior não é a glória de Deus, mas as necessidades humanas focadas por uma ótica hedonista. O slogan das igrejas neopentecostais é: “Você nasceu para vencer”. É uma frase elegante e até estimula nossa vida diária, mas está teologicamente errada. Nós não nascemos para vencer. Nascemos para servir e glorificar a Deus. Nascemos para viver com Deus e para Deus. O alvo da nossa vida como servos do Senhor, deve ser Deus e não nós mesmos, e não nossos projetos pessoais. O crente verdadeiro tem um único projeto: glorificar a Deus em sua vida com sofrimento ou sem sofrimento, com revezes ou sem revezes. Os mártires da igreja se viam a si mesmos como secundários e Deus como o prioritário, por isso glorificaram a Deus em seus sofrimentos. Nos cultos neopentecostais o homem é o foco, é a causa e a razão. O homem é o centro do culto e Deus torna-se servo. A liturgia neopentecostal toma uma direção totalmente horizontal. Um slogan bastante usado pelos líderes neopentecostais é: “Aqui o milagre é coisa natural”. Ora, se é natural não é milagre. Ademais, esses líderes esquecem que o culto deve expressar a natureza espiritual da igreja e seu relacionamento com Deus. A liturgia de um culto deve enfatizar o senhorio de Jesus e não apenas Jesus como provedor de necessidades humanas. O culto neopentecostal é pobre de Bíblia. A Bíblia não é central é periférica. As pregações são cheias de chavões positivos do tipo: “Deus tem uma vitória para você nesta noite”, “O gigante será derrotado nesse culto”, “Use a fé e prospere”. Enfim, é uma epidemia de confissões positiva e pouquíssima Bíblia. Dificilmente se ouvirá uma mensagem sobre perdão de pecados, a necessidade de arrependimento, vida de renúncia e a volta de Jesus nos púlpitos neopentecostais. Os sermões neopentecostais mostram um Jesus fraco e demônios fortes. Mostram um Jesus que salva, mas não tem poder para encher a vida da pessoa. Tanto isso é verdade que na visão neopentecostal o crente continua de quando em quando sendo possesso de demônios. Há uma supervalorização dos demônios chegando às raias do ridículo: “Comece a se manifestar pomba gira”, “Manifeste-se exu tranca-rua” são frases que saem da boca dos gurus neopentecostais. O clima de um culto neopentecostal é de lavagem cerebral pela técnica de repetição de frases curtas: “Olhe para seu irmão e diga...” Não é um clima de ensino e doutrina. A técnica é de manipulação e de despersonalização. A letra dos cânticos nos cultos neopentecostais expressa uma linguagem mística, e muitas vezes esotérica, sem abordar as verdades fundamentais da teologia cristã. Os grandes temas da fé como a salvação, a cruz, a redenção e a justificação não são mencionados nos cânticos. A realidade é que se espremermos a maioria dos cânticos neopentecostais não dá uma colher de sopa de doutrina. As letras das músicas são guisados de Jacó que trazem malefícios à fé apostólica. Falam de paz e amor para elevar o ego dos ouvintes. Quanto à cristologia constata-se claramente que a pessoa de Jesus se esvanece no neopentecostalismo. O Cristo dos neopentecostais é uma pessoa decorativa, é uma pálida caricatura do Cristo do Novo Testamento, pois o nome de Jesus é mostrado como se fosse uma senha para acessar o site das maravilhas e fazer o download do milagre de que se necessita. O Jesus dos neopentecostais é mostrado não como a segunda pessoa da trindade, mas como um mágico, um talismã, um nome a manipular, um dístico. Tanto isso é verdade que a ênfase teológica do neopentecostalismo não é cristológica, mas pneumatológica, ou seja, a pessoa de Jesus é apagada e a ênfase é dada ao Espírito Santo. Para os pastores neopentecostais, Cristo é o canal para nos trazer o Espírito Santo, quando na verdade é o Espírito Santo quem nos conduz a Cristo e que desvenda a pessoa de Cristo ao fiel. Quando a cristologia é fraca a soberba do homem é grande. A palavra de João Batista “Importa que Ele cresça e que eu diminua” não encontra espaço no neopentecostalismo. Os líderes neopentecostais se vêem como mediadores entre Deus e os homens. Sua palavra supera o valor das Escrituras. Eles disputam espaço com Cristo. Eles gritam: “Eu senti no meu coração e pronto”, ou seja, se sentiu no coração é verdade absoluta. Esquecem esses líderes que não é que nós sentimos em nosso coração, é o que a Bíblia diz. Se sentirmos de uma maneira, e a Bíblia disser de outra, nós é que estamos equivocados, e não a Bíblia. Os crentes antigos oravam assim: “Senhor me esconde atrás da cruz de Cristo”, os líderes neopentecostais trocaram a oração por: “Senhor esconde a cruz de Cristo atrás de mim”. De acordo com as Escrituras o verdadeiro pastor pregar a obra de Jesus, mas os pastores neopentecostais completam a obra de Jesus, ou seja, Jesus só produz efeito na vida de uma pessoa através da “oração forte” que eles fizerem. Só eles têm poder sobre os demônios, só eles têm “a chave da oração forte”. Eles são o Sumo-Sacerdote e Jesus é apenas um ente espiritual. Nesse contexto, Jesus precisa ser reforçado pela “oração forte” de um guru neopentecostal. O neopentecostalismo é maléfico, pois apresenta um Evangelho descorado onde as visões e revelações estrambóticas é o referencial para o crescimento espiritual. Enfim, o neopentecostalismo é um desserviço ao Evangelho.

Autor:  Ir. Marcos Pinheiro

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A Soberania de Deus



A Soberania de Deus
Rousas John Rushdoony

A própria palavra Deus implica e requer soberania. Esse é o porquê a
palavra deuses implica uma contradição: porque os assim chamados deuses
implicados por esse título soberania, que eles não possuem, eles podem ser
vistos apenas parcialmente como deuses, isto é, um deus controla as viagens
no mar; outro, as questões sexuais; ainda outro, as guerras; e assim por diante.
O politeísmo tem muitos espíritos parcialmente governantes, mas nenhum
Deus.
A palavra Deus implica supremacia e o poder para criar, como a
Escritura freqüentemente declara: “Desde a antiguidade fundaste a terra, e os
céus são obra das tuas mãos” (Sl. 102:25). Jesus Cristo, como o Deus
encarnado, diz ao Seu povo: “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança
o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt. 25:34).
Porque Deus é o único Criador dos céus e da terra (Gn. 1:1), segue-se que Sua
Palavra somente pode governar todas as coisas em cada esfera. Porque Ele
somente nos fez e pode nos salvar, somente Sua Palavra pode nos governar.
Porque Ele somente é Deus, somente Sua lei pode verdadeiramente nos reger.
Hoje, contudo, uma igreja imersa em heresia vê a Cristo como nosso
Salvador do pecado, mas não como nosso Senhor e legislador. Isso é negar a
divindade e soberania de Cristo. Temos esquecido que, na igreja primitiva, ser
um cristão era, entre outras coisas, estar sob um Senhor e lei mais altos.
Hoje, contudo, eu ouço pregadores negarem a soberania de Deus e que
a vêem como uma doutrina estranha. Com efeito, eles afirmam que outros
poderes governam a criação, e Jesus tem jurisdição apenas sobre um canto
dela. Isso é heresia, não Cristianismo. Quando termos tais como senhor,
senhorio, soberania, domínio e semelhantes estão ausentes da pregação, assim
também está o Cristo da Bíblia, não importa quão mencionado.
A soberania de Deus significa que a santa Trindade e a Palavra infalível
nos governam em cada esfera da vida. A salvação não é a única esfera de
operação de Deus.
Quando os cristãos pensam em termos da soberania de Deus e o
governo por Sua lei-palavra, eles reconhecem o senhorio de Jesus Cristo.
Em alguns círculos, a palavra soberania é um tabu, o que na verdade
significa que Cristo também o é. Ele está presente somente onde é
verdadeiramente conhecido como Ele mesmo, não como uma criatura
sentimentalizada da imaginação da igreja.
Em Mateus 25:31ss., lemos sobre a vinda de Cristo em Sua glória para
julgar todas as nações. Somos informados então daqueles que tinham
professado conhecê-lo reagindo com horror ao serem chamados de malditos,
por causa de uma profissão apenas verbal de lealdade, ao invés de uma forte
obediência a toda a Sua Palavra. A palavra do Rei aplica-se em cada esfera da
vida e pensamento. Sua vontade nos obriga a ela. Deus é o nosso soberano
porque Ele somente é Deus.

Fonte: Faith for All of Life, Julho 2000

Via…..www.monergismo.com 

Regeneração: Uma Obra Divina



Regeneração: Uma Obra Divina
Rev. HermanHoeksema

A verdade da condição sem esperança do homem implica que esse
renascimento ou regeneração2 não pode ser estabelecido por alguma obra do
homem ou pelo poder da vontade do homem. Essa impossibilidade já está
implícita no termo renascimento ou regeneração. Assim como nenhum homem
pode ser a causa eficiente do seu nascimento natural da carne, tampouco pode
ser a causa eficiente do seu segundo nascimento ou concepção espiritual. O
homem não pode renovar a si mesmo.
Isso está implícito também na condição natural do homem. Quando ele
ama as trevas e não a luz (João 3:19), ele certamente não fará nenhuma
tentativa de vir para a luz. Antes, ele evitará, desprezará e odiará a luz. Quando
por natureza está em tal condição que não pode ouvir a palavra de Cristo, por
sua própria surdez ele está certamente excluído de todas as influências
externas que poderiam induzi-lo a entrar no reino de Deus. Quando a
mentalidade da carne, com a qual o homem nasce por natureza, é sempre
inimizade contra Deus, de forma que ele não pode se submeter à lei de Deus,
sim, não pode se sujeitar a essa lei (Rm. 8:5-7), é claro que seu coração estará
fechado contra a influência do amor de Deus em Cristo Jesus. Para o homem
natural não existe nenhuma esperança de melhora ou reforma no caminho da
educação, no caminho de um exemplo melhor, ou no caminho de exercer-se
na disciplina da virtude externa. Dessa forma, ele nunca entrará no reino de
Deus.
Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que
nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou
juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente
com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus (Ef. 2:4-6).
O que é impossível para os homens é possível para Deus (Lucas 18:27).
Ele é capaz de criar no homem um coração puro e renovar nele um espírito
reto (Sl. 51:10). Ele é capaz de circuncidar o coração do seu povo e sua
semente, para que amem o Senhor Deus deles com toda a sua existência e
vida (Dt. 30:6). Ele é capaz e está disposto a dar-lhes um coração para
conhecerem ao Senhor; eles então serão o seu povo, e ele será o Deus deles.
Eles se voltarão para ele de todo o coração (Jr. 24:7).
Ele está disposto a dar-lhes um coração e colocar um espírito novo
dentro deles. Ele tirará o coração de pedra deles e lhes dará um coração de
carne, para que possam andar nos seus estatutos e guardar as suas ordenanças.
Assim, eles serão o seu povo, e ele será o Deus deles (Ez. 11:19, 20). Ele
aspergirá sobre eles água pura, para que sejam purificados de sua imundícia e
de todos os seus ídolos. Ele lhes dará um novo coração e colocará um novo
espírito dentro deles. Ele tirará o coração de pedra da carne deles, e lhes dará
um coração de carne. Dessa forma, eles andarão em seus estatutos e guardarão
os seus juízos para cumpri-los (Ez. 36:25-27).
Contra esse pano de fundo, os apóstolos pregaram o evangelho do
reino num mundo de trevas, enfatizando a necessidade dessa mudança radical
através da qual o homem é transladado primeiro na própria profundeza de sua
existência interior e, então, também em toda a sua vida consciente e andar
público no mundo. Algumas vezes os apóstolos referem-se a essa mudança
radical nos homens como renascimento ou regeneração:
Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que
fôssemos como primícias das suas criaturas (Tiago 1:18).
Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua
grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela
ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos (1Pe. 1:3).
Esse renascimento ou regeneração, portanto, é a obra do Deus e Pai de
nosso Senhor Jesus Cristo. Ele realiza essa obra de acordo com sua grande
misericórdia, uma misericórdia que livra o seu povo da miséria do pecado e da
morte, e que é chamada “grande” porque não simplesmente liberta da miséria
para fazer o seu povo voltar ao seu estado e condição original, mas exalta-os
acima daquele estado, fazendo-lhes serem participantes de uma nova, celestial
e gloriosa vida.
Por conseguinte, essa regeneração é mediada através da ressurreição de
Jesus Cristo dentre os mortos, pois não somente é essa ressurreição de Cristo
o fundamento jurídico para a regeneração e a certeza da salvação deles, mas é
também o princípio da regeneração de todos os crentes. Assim como Cristo
em sua ressurreição não retornou à terra, mas foi vestido com uma vida mais
sublime e celestial, assim os filhos de Deus recebem em seu renascimento o
princípio de uma nova vida, a mesma vida com a qual Cristo levantou do
sepulcro. Porque está fundamentada na ressurreição de Cristo, essa
regeneração é também o princípio de uma esperança viva, que se desenvolve
na esperança da realização e revelação futura da salvação completa. O eleito
renascido se tornou peregrino na terra, pois recebeu o princípio de uma vida
celestial através da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. Em virtude
desse princípio, ele não busca as coisas que são de baixo, mas aquelas que são
de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus (Cl. 3:1, 2).

Fonte: Reformed Dogmatics – Volume 2, Herman Hoeksema,
Reformed Free Publishing Association, pg. 26-9

COMO SER O SAL DA TERRA

A questão é: o que é que Jesus estava tentando ensinar com essa mensagem, com essa figura do sal, o qual não existe para estar dentro do ...