domingo, 24 de novembro de 2013

Natal, o mistério da encarnação de Jesus





O Natal é a celebração do nascimento de Jesus, o Salvador do mundo. Trata-se de um grande mistério. O Deus transcendente, tornou-se imanente; o soberano Senhor do universo fez-se servo; o Eterno entrou no tempo. Deus vestiu pele humana: sendo rico se fez pobre; sendo santo se fez pecado; sendo bendito foi feito maldição por nós. O apóstolo João, destacando tanto a divindade como a humanidade de Jesus, falou dele como o Verbo que se fez carne. Destacaremos, aqui algumas verdades importantes sobre o Verbo de Deus.
1. Os atributos do Verbo de Deus. O apóstolo João, no prólogo de seu evangelho (Jo 1.1), nos apresenta três características peculiares do Verbo: Primeiro, ele é eterno: “No princípio era o Verbo…”. Quando tudo começou o Verbo de Deus, a segunda Pessoa da Trindade, já existia e, existia desde toda a eternidade. Na verdade ele é o Pai da Eternidade. Segundo, ele é uma pessoa: “… e o Verbo estava com Deus…”. Estava face a face com Deus, em perfeita comunhão e sintonia com o Pai. O Verbo é co-igual, co-eterno e consubstancial com Deus Pai. Terceiro, ele é divino: “… e o Verbo era Deus”. O Verbo é uma Pessoa divina. Ele é Deus. Possui os atributos da divindade e realiza as mesmas obras que só Deus pode fazer, pois “todas as coisas foram feitas por ele e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3).
2. A encarnação do Verbo de Deus. O apóstolo João diz que o Verbo se fez carne e habitou entre nós. A segunda Pessoa da Trindade, o Verbo de Deus, criador do universo, se fez carne (Jo 1.14), esvaziou-se, deixou sua glória, veio ao mundo e tornou-se servo (Fp 2.6-8). O Verbo de Deus armou sua tenda entre os homens. Ele habitou entre nós. Foi em tudo semelhante a nós, exceto no pecado. Sofreu fome e sede. Suportou cansaço e fadiga. Gemeu, chorou e sangrou. Humilhou-se até à morte e morte de cruz. O Filho do Altíssimo, concebido pelo Espírito Santo no ventre de uma virgem, nasceu pobre, numa família pobre, em uma cidade pobre. Nasceu não num berço de ouro, mas num berço de palha. Cresceu não num palácio, mas numa carpintaria. Viveu não no fausto e no luxo, mas não tinha onde reclinar a cabeça. Escalou não os degraus da glória humana, mas desceu às profundezas da humilhação, sendo cuspido pelos homens e pregado numa rude cruz.
3. A manifestação do Verbo de Deus. O apóstolo João diz ainda que “vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”. O Verbo encarnou-se para revelar-nos Deus. Jesus é a exegese de Deus. Nele habitou corporalmente toda a plenitude da divindade. Ele é a expressa imagem de Deus. A glória de Cristo é a mesma glória do Pai. Quem vê a Cristo, vê o Pai. Ele e o Pai são um. Jesus é o Deus-Homem, o Deus Emanuel, o Deus conosco. Sua encarnação foi um mistério. Sua vida foi um exemplo. Sua morte vicária foi o sacrifício perfeito. Sua ressurreição foi o selo da vitória. Sua segunda vinda será a consumação de todas as coisas. Cristo é o centro das Escrituras. Cristo é o centro da igreja. Cristo é o centro da história. Cristo é o centro da eternidade. Cristo é tudo em todos. Para ele convergem todas as coisas tanto no céu como na terra. Dele, por meio dele e para ele são todas as coisas. Cristo é a nossa vida, a nossa paz, a nossa alegria, a razão da nossa esperança. Devemos celebrar com alegria sua vinda ao mundo. Devemos confiar nele como nosso Salvador. Devemos nos sujeitar a ele como nosso Senhor. Devemos nos prostrar diante dele e adorá-lo como nosso grande Deus. Hoje é Natal. Devemos nos alegrar nele como os pastores de Belém. Devemos adorá-lo como os magos do Oriente. Devemos celebrá-lo como os anjos do céu. A Jesus, o Verbo de Deus, devemos tributar toda honra, glória e louvor, agora, e pelos séculos dos séculos!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

JOÃO CALVINO (1509-1564)




O homem responsável pela sistematização doutrinária e pela expansão do protestantismo reformado foi João Calvino. O "pai do protestantismo reformado" é Zwínglio. Mas o homem que moldou o pensamento reformado foi João Calvino. Por isso, o sistema de doutrinas adotado pelas Igrejas Reformadas ou Presbiterianas chama-se calvinismo.
João Calvino nasceu em Noyon, Picardia, França, no dia 10 de julho de 1509. Seu pai, Geraldo Calvino, era advogado e secretário do bispado de Noyon. Sua mãe, Jeanne le Franc, faleceu quando ele tinha três anos de idade.
A família Calvino tinha amizade com pessoas importantes. E a convivência com essas famílias levou João Calvino a aprender as maneiras polidas da elite daquela época.
Geraldo Calvino usou o seu prestígio junto ao bispado para conseguir a nomeação de seus filhos para cargos eclesiásticos, conforme os costumes daquela época. Antes de completar doze anos, João Calvino foi nomeado capelão de Lá Gesine, próximo de Noyon. Não era padre, mas seu pai pagava um padre para fazer o trabalho de capelania e guardava os lucros para o filho. Mais tarde essa capelania foi trocada por outra mais rendosa.
Em agosto de 1523, logo depois de ter completado 14 anos, João Calvino ingressou na Universidade de Paris. Ali completou seus estudos de pré-graduação no começo de 1528. A seguir foi para a Universidade de Orléans onde formou-se em Direito.
Em maio de 1531 faleceu Geraldo Calvino. E João, que estudara Direito para satisfazer o pai, resolveu tornar-se pesquisador no campo de literatura e filosofia. Para isto, matriculou-se no Colégio de França, instituição humanista fundada pelo rei Francisco I. Estudou Grego, Latim e Hebraico. Tornou-se profundo conhecedor dessas línguas.
Em 1532 João Calvino lançou o seu primeiro livro: Comentários ao Tratado de Sêneca sobre a Clemência. Os intelectuais elogiaram muito a obra. Era um trabalho de grande erudição. Mas o público ignorou o lançamento – poucos compraram o livro.
João Calvino converteu-se a Jesus Cristo entre abril de 1532 e o início de 1534. Não se sabe detalhes da sua experiência. Mas a partir daí Deus passou a ocupar o primeiro lugar em sua vida.
No dia 1º de novembro de 1533 Nicolau Cop, amigo de Calvino, tomou posse como reitor da Universidade de Paris. O seu discurso de posse falava em reformas, usando linguagem semelhante às idéias de Lutero. E o comentário geral era que o discurso tinha sido escrito por Calvino. O rei Francisco I resolveu agir contra os luteranos. Calvino e Nicolau Cop foram obrigados a fugir de Paris.
No dia 4 de maio de 1534 Calvino compareceu ao palácio do bispo de Noyon, a fim de renunciar ao cargo de capelão. Foi preso, embora por um período curto. Libertado logo depois, achou melhor fugir do país. E no final de 1535 chegava a Basiléia cidade protestante, onde se sentiu seguro.
Em março de 1536 Calvino publicou a sua mais importante obra – Instituição da Religião Cristã. O prefácio da obra era uma carta dirigida ao rei da França, Francisco I, defendendo a posição protestante. Mas a Instituição era apenas uma apresentação ordenada e sistemática da doutrina e da vida cristã. A edição definitiva só foi publicada em 1559.
A Instituição da Religião Cristã, conhecida como Institutas de Calvino, é a mais completa e importante obra produzida no período da Reforma.
Em julho de 1536 Calvino chegou a Genebra. A cidade tinha se declarado oficialmente protestante no dia 21 de maio daquele ano. E Guilherme Farel lutava para reorganizar a vida religiosa da cidade.
Calvino estava hospedado em uma pensão, quando Farel soube que ele estava na cidade. Foi ao seu encontro e o convenceu a permanecer ali para ajudá-lo na reorganização da cidade.
Calvino era bem jovem – tinha apenas 27 anos. A publicação das Institutas fizera dele um dos mais importantes líderes da Reforma na França. Mas o seu início em Genebra foi muito modesto. Inicialmente ele era apenas um preletor de Bíblia. Um ano depois foi nomeado pregador. Mas enquanto isso elaborava as normas que pretendia implantar e fazer de Genebra uma comunidade modelo.
João Calvino teve muitos adversários e opositores em Genebra. À medida que ele ia apresentando as normas que pretendia implantar na cidade, a fim de torná-la uma comunidade modelo, a oposição ia crescendo. Finalmente a oposição venceu as eleições. E no dia 23 de abril de 1538, Calvino e Farel foram banidos de Genebra.
Calvino foi para Estrasburgo, onde pastoreou uma igreja constituída de refugiados franceses. Ali viveu os dias mais felizes de sua vida. Casou-se. A escolhida se chamava Idelette de Bure. Era holandesa. E viúva.
Genebra, enquanto isso, passava por várias mudanças. Os adversários de Calvino foram derrotados. E, no dia 13 de setembro de 1541, ele entrava novamente em Genebra. Voltava por insistência de seus amigos. Voltava fortalecido. E, enfim, pôde reorganizar a vida religiosa da cidade.
Calvino introduziu o estudo do seu catecismo, o uso de uma nova liturgia, um governo eclesiástico presbiterial, disciplinou a vida civil, estabeleceu normas para o funcionamento do comércio e fez de Genebra uma cidade modelo.
No dia 29 de março de 1549 Idelette faleceu. Mas Calvino continuou o seu trabalho. Pesquisava, escrevia comentários bíblicos e tratados teológicos, administrava, pastoreava, incentivava...
Em 1559 fundou a Academia Genebrina – a Universidade de Genebra. Jovens de vários países vieram estudar ali e levaram a semente do evangelho na volta à sua terra. Esses jovens se espalharam pela França, Países Baixos, Inglaterra, Escócia, Alemanha e Itália.
João Calvino faleceu em Genebra, no dia 27 de maio de 1564. Mas a sua obra permaneceu viva. 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

9,5 Teses contra as indulgências do Neopentecostalismo




1. Não
aceite bençãos, curas e milagres em troca de um "sacrifício"
financeiro, seja ele de R$1,00 ou R$1.000,00... Cristo já fez o
Sacrifício... conforme o cristianismo bíblico, todo o que se "sacrifica"
ou paga penitência para conquistar algo em Deus, seja da forma que for,
nega o sacrifício de Cristo na cruz. Cristianismo é descansar em Deus e
não se sacrificar por Ele. Aquele que se sacrifica faz algo inútil e
repulsivo aos olhos de Deus. (Oséias 6.6 / Hebreus 10.


2.
Não existem objetos consagrados, óleos ungidos, orações fortes ou
qualquer prática litúrgica que possa produzir um milagre. O cristianismo
rejeita qualquer objeto ou forma visível para se chegar a Deus. O único
caminho é a Fé em Cristo Jesus (que é o Caminho, a Verdade e a Vida),
pois como diz a Bíblia: o justo viverá por Fé. (Romanos 1.17) Diz
também: Ora a Fé é a certeza das coisas que não se vêem (Hebreus
11.1)... portanto, se você está vendo e nisso está sua certeza... isso
não é Fé... isso não é cristianismo.


3.
Não existem lugares santos para o cristianismo, nem Jerusalém, nem
Israel, nem o monte Sinai, nem mesmo as igrejas (o mesmo serve para
símbolos, sagrado somente o corpo, pois é Templo do Espírito Santo)...
você não precisa ir a um lugar específico, enviar uma carta para uma
fogueira em Israel ou para um morro na sua cidade... Deus não habita em
lugares contruídos por mãos humanas. Igreja é sim, um lugar de reunião
daqueles que servem, buscam e relacionam-se com Deus, não a Casa Dele,
portanto, ninguém é obrigado a ir a uma igreja, mas na igreja você
conhece aqueles que têm a mesma fé. (João 4.21-23 / Atos 7.48, 17.24)


4.
Não acredite naqueles que afirmam ser sua igreja melhor que a outra...
igreja não leva a Deus, religião alguma leva a Deus, pastor algum tem
esse poder... o que leva a Salvação é o reconhecimento de que Deus é
Deus, Cristo é seu filho e foi ressucitado por Ele... ser cristão é ser
fiel a Deus e sua Palavra (Bíblia), não à instituições religiosas. (João
14.6)


5. Não
acredite em pastores que podem "exigir" e "determinar" que Deus faça
alguma coisa por você e que pedem algo em troca para fazer isso... Deus
não obedece a homens. Deus ama o homem, não o explora. Nunca dê o que
você não tem para dar... Cristo já deu a vida por você nada que você der
poderá pagar isso.


6.
Não é errado o dízimo nem a oferta, mas isso não pode servir de
extorsão religiosa... o dízimo e a oferta devem ser voluntárias e para
manutenção da igreja e dos necessitados (está na Bíblia e na
Constituição Federal Brasileira, distorcer isso é crime e pecado)... se
alguém dá oferta ou dízimo porque espera receber alguma coisa em troca é
ignorante, pois conforme ensina o genuíno cristianismo, aquele que dá,
dê sem nada esperar (o que tua mão direita der, a esquerda não veja)... o
que assim não pensa, não conhece a Cristo nem a Bíblia... se algum
pastor diz que você precisa ser "fiel" na oferta e no dízimo para que
Deus seja "fiel" com você... é porque lhe nega a palavra que diz: o
homem pode ser infiel, mas Deus permanece fiel pois não pode ir contra
sua natureza. (2 Timóteo 2.13), a fidelidade de Deus não fundamenta-se
num relacionamento de troca de favores, Deus o ama, independente de quem
você é, como você é de quanto você tem.


7.
Nenhum homem está livre de errar, inclusive os pastores, se algum
pastor diz não ter pecados ou garante estar com ele toda a razão e que
somente a ele Deus ouve... é mentiroso, a própria Bíblia o condena por
tal atitude. (Romanos 3.23). A Palavra de Deus liberta o homem e não o
aprisiona em doutrinas e ordenanças que de nada servem para aproximar o
homem de Deus, mas sim, reduzí-lo a uma condição de escravidão a líderes
que parecem ovelhas, mas que na verdade são lobos. Deus não se agrada
daqueles que o temem seguindo apenas doutrinas humanas.... agrada-se
daqueles que fazem a Sua vontade.


8.
Uma pessoa não é abençoada porque é rica, é abençoada porque tem a
Cristo... se algum pastor lhe promete riquezas sem fim e ainda
utiliza-se de passagens bíblicas para isso... é mentiroso, vendedor da
graça e maldito. O genuíno cristianismo NÃO promete riquezas nessa vida,
mas sim, vida eterna e na glória do porvir. Se algum pastor só prega
riquezas ele não serve a Deus, mas a Mamom*. (Mateus 6.24 / Marcos
10.23-24)

*deus do dinheiro; daquele que ama o dinheiro.

9. Não acredite em pastores que dizem que se você for para a igreja dele você nunca mais terá problema, pois disse Jesus: No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, pois eu já venci o mundo.
(João 16.33) Aceitar a Cristo não é garantia de que nada de mal vai lhe
ocorrer, mas a garantia de que você tem a vida eterna, se algum cristão
julga serem as coisas do mundo mais preciosas que a vida eterna não é
cristão... é nada... pois ainda que fosse ateu haveria mais misericórida
para ele, mas pelo contrário, diz crer em Deus e rejeita toda Sua
glória incorruptível por uma glória corruptível e passageira.


0,5.
Para não ser enganado por um vendedor, leia o contrato, Para não ser
enganado por um "pastor", que não liga muito para as suas ovelhas, leia a
Bíblia. (Mateus 22.29)


--
Daniel Clós Cesar

COMO SER O SAL DA TERRA

A questão é: o que é que Jesus estava tentando ensinar com essa mensagem, com essa figura do sal, o qual não existe para estar dentro do ...